Ricardo vai processar Pâmela Bório por citá-lo em vazamento de “nudes”

Ações acusam a ex-primeira-dama de “crimes contra a honra” contra o gestor

Ricardo Coutinho é citado por Pâmela Bório em acusações sobre a possível origem das fotos íntimas vazadas na internet. Foto: Francisco França

O governador Ricardo Coutinho (PSB) protocola na tarde desta quarta-feira (28) mais uma ação contra a ex-primeira-dama Pâmela Bório. A jornalista teve fotos íntimas vazadas nesta semana na internet e utilizou as redes sociais para apontar o ex-marido como suspeito. Nas postagens, ela dá duas versões para o acesso criminoso às “nudes”. Diz que teve o celular hackeado entre 2013 e 2014, de onde pode ter vindo as imagens, e que teve um celular tomado por pessoas próximas ao governador em outra oportunidade. A ação movida pelo governador pede a condenação da jornalista por prática de “crime contra a honra”.

“Quem não lembra daquele fatídico 7 de setembro de 2015 quando o governador mandou me sequestrar para ser levada à Granja, quando fui agredida na frente do meu filho e tive o meu celular roubado? Para quê ele queria o meu iPhone, tirado violentamente das minhas mãos??? Será se os bandidos que roubaram meu aparelho novo em outubro de 2016 não foram enviados para forjar uma justificativa para tal vazamento intencional? Na época, o próprio cunhado do Ricardo Coutinho, Robert Sabino, me revelou que tudo já estava premeditado”, disse Pâmela Bório no seu perfil em uma rede social.

Em outra postagem, a jornalista alega que registrou um Boletim de Ocorrência em 2014. Nesta segunda postagem, ela diz que era monitorada quando morava na Granja Santana. Alega que até o telefone fixo dela era grampeado. “No meu post anterior, eu também revelo o BO na DEAM (Delegacia da Mulher) onde registro a denúncia de que, na campanha de 2014, entre tantas ameaças que recebi da corja, estavam essas fotos que, “coincidentemente”, foram jogadas na rede após eu ter tornado público o flagra dos maus tratos sofrido pelo meu filho na semana passada.
Não se trata de montagem, nem de vazamento despretensioso de fotos íntimas de um casal, mas atribuo a responsabilidade aos meus algozes de sempre”, acrescenta.

O advogado Sheyner Asfora revelou que a orientação do governador tem sido protocolar uma ação para cada postagem na qual ele tenha a honra atingida. Ressaltou ainda a postura combativa de Pâmela Bório nas redes sociais, mesmo descumprindo ordem judicial. O embate foi intensificado desde o fim da semana. “Daremos a oportunidade para que ela apresente as provas que diz ter contra o governador na Justiça. Ela faz acusações inverídicas e nunca apresenta provas. Terá a oportunidade de fazê-lo”, ressalta. E acrescenta: “Não se trata de perseguição. Na verdade, diante dos fatos, fica claro que é ele quem está sendo perseguido”.

 

 

 

‘Nudes’ vazados de ex-primeira-dama da Paraíba suscitam debates sobre prática de crime

Vítima cita lei Carolina Dieckmann e vai processar quem compartilhar imagens

Pâmela Bório diz que imagens foram retiradas de celular. Imagem: Reprodução

O vazamento de fotos íntimas da ex-primeira-dama da Paraíba, Pâmela Bório, nas redes sociais, vem suscitando debates sobre a prática de crime por quem compartilha as imagens. A jornalista diz que o aparelho celular dela foi hackeado entre 2013 e 2014. Daí, em tese, teria ocorrido o acesso às fotografias tiradas no ambiente doméstico. As fotos começaram a ser compartilhadas nesta terça-feira (27), inclusive em grupos de WhatsApp privativo para jornalistas. A prática, ela alerta, vai resultar em processo judicial contra as pessoas que estejam compartilhando as imagens. Bório usou as redes sociais com pelo menos duas versões em relação à captura das imagens. Uma segunda trata de roubo do aparelho celular.

“Aos desavisados ou ignorantes, saibam que até quem compartilha (as fotos) comete crime cibernético e eu tenho recebido prints com fotos pessoais antigas cujas provas se enquadram na INFRAÇÃO PENAL E SEUS AUTORES serão acionados dentro da lei 12.737/2012, popularmente conhecida como “lei Carolina Dieckmann”, pois recebeu este nome em referência à situação sofrida pela atriz em maio de 2012, que teve copiadas de seu computador pessoal 36 fotos em situação íntima, que acabaram divulgadas na Internet – como ela, o rastreamento dos compartilhamentos está sendo feito. Assim, faz parte do aperfeiçoamento do Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei 2.848 de 7 de dezembro de 1940), tipificando os chamados delitos ou crimes informáticos”, ressalta a jornalista.

É bom deixar bem clara essa diferenciação. Em entrevista à TV Cabo Branco, o advogado Eduardo Cavalcanti descreve os dois dispositivos que podem ser utilizados pela vítima. A lei Carolina Dieckmann pode ser usada contra as pessoas que invadirem o dispositivo de outra pessoa e copiarem as imagens. A prática é comumente usada por hackers, mas a cópia em caso de a pessoa encontrar um celular e vazar as imagens dá no mesmo. O outro caso, propriamente dito, é de quem compartilha as imagens. Neste hipótese, o caminho é o antigo Código Penal mesmo. Pode ser enquadrado nos chamados crimes contra a honra.

Entre esses crimes, o advogado alerta, não têm sido raros os casos em que os juízes de primeiro grau proferem condenação com base em acusações de injúria ou difamação. Vale o recado: compartilhar é crime.

Governo vai recorrer da decisão do TJ que bloqueou R$ 33,9 milhões para pagar precatórios

Gilberto Carneiro sugeriu o uso de 10% dos depósitos judiciais para o pagamento

Gilberto Carneiro critica posição adotada pelo Tribunal de Justiça. Foto: Divulgação/Secom-PB

O procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, vai recorrer da decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba que bloqueou R$ 33,9 milhões do governo. A decisão, proferida pelo presidente do TJPB, Joás de Brito Pereira, foi publicada na edição desta quarta-feira do Diário da Justiça. “Considero uma decisão extremamente precipitada, injusta e desproporcional”, diz o auxiliar do governador Ricardo Coutinho (PSB). O bloqueio foi provocado, segundo o magistrado, pelo não repasse de recursos para o pagamento dos precatórios entre os meses de março e abril deste ano. A decisão foi tomada em consonância com o parecer do Ministério Público.

Carneiro ressaltou o esforço do governo para honrar com os pagamentos. No processo, ele alegou queda na arrecadação a partir de 2015. Em resposta ao blog, ele ressaltou o histórico de pagamentos. “Estamos efetuando mensalmente o aporte de quase R$ 12 milhões ao Tribunal de Justiça. De 2011 até o presente, repassamos ao TJ mais de R$ 600 milhões para pagamento de precatórios, dez vezes mais do que foi pago em uma década, de 2000 a 2010, que repassou apenas R$ 55 milhões. O Estado, através dos acordos diretos, já injetou na economia paraibana quase R$ 30 milhões, estamos pagando o exercício de 2011 e vamos pagar até o próximo mais R$ 20 milhões desses acordos diretos.

O governador Ricardo Coutinho (PSB) foi notificado para regularizar as parcelas em aberto (fevereiro a abril do corrente ano) e advertido que o inadimplemento geraria o sequestro da quantia não paga ou a ordem de retenção direta no Fundo de Participação junto à Secretaria do Tesouro Nacional. Ainda segundo o Parecer, o Estado além de estar irregular no pagamento das parcelas, se encontra com dívidas pendentes em relação às parcelas de 2016. Por fim, o juiz auxiliar José Guedes se posicionou para que o presidente do TJPB realizasse o sequestro, nos moldes do artigo 104 do ADCT, para que os credores não fiquem ao desabrigo e ao sabor das conveniências políticas e financeiras da Administração Pública devedora.

O referido dispositivo prevê, também, como sanção, em face da inércia nos pagamentos ou repasses tempestivos dos valores dos precatórios, a impossibilidade de contrair empréstimos externo ou interno, a vedação de recebimento de transferências voluntárias, além de autorizar a União a reter os repasses relativos ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal e dos Municípios, orientando que o depósito se dê nas contas especiais abertas em razão do regime especial.

Gilberto Carneiro ressaltou ainda que foram feitas três solicitações ao Tribunal de Justiça. A primeira foi o desmembramento da massa de precatórios, separando indireta de direta, o que é garantido constitucionalmente. O segundo, a utilização dos 10% dos depósitos judiciais, que equivale a mais de R$ 100 milhões que estão depositados na conta do Banco do Brasil e que a Caixa Econômica permite o uso. A terceira é jogar essas parcelas em aberto, apenas três, para o saldo devedor, já que o prazo para quitação é até 2020.

“Todas essas medidas foram indeferidas, demonstrando a má vontade política da presidência do Tribunal de Justiça em buscar soluções alternativas para resolver o problema, evitando recorrer à medida extrema do sequestro, em tempos de crise financeira. Todos os estados da Federação estão em dívidas com precatórios, em situação muito pior que a Paraíba, desconheço que em qualquer deles essa medida extrema tenha sido adotada. Só temos a lamentar a atitude da presidência e buscarmos os recursos jurídicos devidos para reparar essa injustiça através da própria Justiça”, disse Carneiro.

 

 

TJPB determina sequestro de R$ 33,9 milhões do Estado para pagar precatórios

Dinheiro será usado para quitar pagamentos referentes a fevereiro, março e abril

Joás de Brito toma posse na presidência do Tribunal de Justiça. Foto: Reprodução/TJPB

O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Joás de Brito Pereira, determinou o sequestro das rendas pertencentes ao Estado da Paraíba até o limite de R$ 33,9 milhões. A decisão foi proferida em harmonia com o parecer do Ministério Público. Ela acolhe também o parecer do juiz auxiliar da Presidência, José Guedes Cavalcanti Neto. A decisão está publicada no Diário da Justiça desta quarta-feira (28). Joás de Brito, ao proferir o despacho, observou, ainda, o que disciplina o artigo 104, I, do ADCT (Atos das Disposições Constitucionais Transitórias) e a Resolução nº 115/2010 do Conselho Nacional de Justiça-CNJ, que dispõe sobre a Gestão de Precatórios no âmbito do Poder Judiciário.

De acordo com o despacho, o valor sequestrado está em sintonia com a liminar concedida nos autos do Mandado de Segurança nº 080.1228-27.2016.815.0000, de relatoria do desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho. O Parecer do juiz auxiliar da presidência, no Processo Administrativo nº 279.755-1, informa que o Estado da Paraíba encontrava-se irregular com os pagamentos dos seus precatórios. O governador Ricardo Coutinho (PSB) notificado para regularizar as parcelas em aberto (fevereiro a abril do corrente ano) e advertido que o inadimplemento geraria o sequestro da quantia não paga ou a ordem de retenção direta no Fundo de Participação junto à Secretaria do Tesouro Nacional.

Ainda segundo o Parecer, o Estado além de estar irregular no pagamento das parcelas do ano de 2017 (fevereiro a abril) se encontra com dívidas pendentes em relação às parcelas de 2016. Por fim, o juiz auxiliar José Guedes se posicionou para que o presidente do TJPB realizasse o sequestro, nos moldes do artigo 104 do ADCT, para que os credores não fiquem ao desabrigo e ao sabor das conveniências políticas e financeiras da Administração Pública devedora.

O referido dispositivo prevê, também, como sanção, em face da inércia nos pagamentos ou repasses tempestivos dos valores dos precatórios, a impossibilidade de contrair empréstimos externo ou interno, a vedação de recebimento de transferências voluntárias, além de autorizar a União a reter os repasses relativos ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal e dos Municípios, orientando que o depósito se dê nas contas especiais abertas em razão do regime especial.

O sequestro do valor das verbas destinadas ao pagamento dos precatórios ocorrerá por meio do convênio “Bacen Jud”, nos termos da Emenda Constitucional nº 94/2016 (Altera o art. 100 da Constituição Federal, para dispor sobre o regime de pagamento de débitos públicos decorrentes de condenações judiciais; e acrescenta dispositivos ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para instituir regime especial de pagamento para os casos em mora).

Resposta do procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro:

“Considero uma decisão extremamente precipitada, injusta e desproporcional. Estamos efetuando mensalmente o aporte de quase R$ 12 milhões ao Tribunal de Justiça. De 2011 até o presente repassamos ao TJ mais de R$ 600 milhões para pagamento de precatórios, dez vezes mais do que foi pago em uma década, de 2000 a 2010, que repassou apenas R$ 55 milhões. O Estado, através dos acordos diretos, já injetou na economia paraibana quase R$ 30 milhões, estamos pagando o exercício de 2011 e vamos pagar até o próximo mais R$ 20 milhões desses acordos diretos.

Solicitamos ao TJ três medidas:

a) desmembramento da massa de precatórios, separando indireta de direta, o que é garantido constitucionalmente;

b) utilização dos 10% dos depósitos judiciais, que equivale a mais de 100 milhões de reais que estão depositados na conta do BB e que a CF nos permite usar;

c) jogar essas parcelas em aberto, apenas três, para o saldo devedor, já que o prazo para quitação é até 2020.

Todas essas medidas foram indeferidas, demonstrando a má vontade política da presidência do TJ em buscar soluções alternativas para resolver o problema, evitando recorrer à medida extrema do sequestro, em tempos de crise financeira. Todos os estados da Federação estão em dívidas com precatórios, em situação muito pior que a PB, desconheço que em qualquer deles essa medida extrema tenha sido adotada. Só temos a lamentar a atitude da presidência e buscarmos os recursos jurídicos devidos para reparar essa injustiça através da própria justiça.”

Eitel Santiago fica de fora da lista tríplice para a escolha do procurador-geral

Mesmo na sexta colocação, vice-procurador-geral ainda pode ser escolhido por Temer

Eitel Santiago ficou em sexto lugar na votação entre os procuradores da República. Foto: Reprodução/Facebook

O paraibano Eitel Santiago está fora da lista tríplice que será encaminhada ao presidente Michel Temer (PMDB) para a escolha do novo procurador-geral da República. O paraibano, atual vice-procurador-geral, ficou apenas na sexta colocação entre os mais votados na disputa ocorrida nesta terça-feira (27). Ele obteve 120 votos, pouco mais de 10% do total. O primeiro colocado foi o vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, com 621 votos. Completam a lista tríplice Raquel Dodge (587) e Mario Luiz Bonsaglia (564). Ao todo, votaram 1.108 procuradores de todo o país. A lista será enviada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) para o presidente Michel Temer.

Desde 2003, com a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o nome que encabeça a lista tríplice é nomeado para o cargo. A regra foi mantida nos anos em que Dilma Rousseff, também do PT, esteve no comando do país. O mandato do atual procurador-geral, Rodrigo Janot, termina em setembro. As informações de bastidores são as de que o presidente poderá escolher um nome até de fora da lista. A tese é defendida por aliados próximos de Michel Temer que, assim como ele, andam enrascados com denúncias de corrupção. O gestor, inclusive, foi denunciado pelo procurador-geral da República nesta segunda-feira (26).

 

O subprocurador-geral Eleitoral, Nicolao Dino, foi o mais votado e encabeça a lista tríplice. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Foram vencidos na votação os procuradores Frederico Santos, Eitel Santiago, Ela Wiecko, Franklin da Costa e Sandra Cureau. Apesar de não ser obrigado a seguir a lista, ao tomar posse, em 2015, Temer prometeu manter a tradição de escolher o mais votado na lista tríplice. Durante o processo que pedia a cassação da chapa Dilma-Temer, vencida pelo atual presidente com o voto de minerva do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, o posicionamento de Dino, enquanto procurador-geral eleitoral, foi pela cassação do atual gestor. A postura sinaliza com a manutenção do mesmo rigor de Janot na condução das denúncias da Operação Lava Jato.

O nome escolhido por Michel Temer ainda terá que ser sabatinado pelos senadores. A indicação precisa ser aprovada pelos parlamentares. Grande parte deles, vale ressaltar, é alvo de denúncias formuladas pela Procuradoria-Geral da República.

Nicolao Dino

Natural de São Luís (MA), Nicolao Dino tem 53 anos e é irmão do governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B). Está no MPF desde 1991 e atualmente é vice-procurador-geral Eleitoral, tendo atuado no processo que pediu a cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É professor de Direito na Universidade de Brasília (UnB). Veja entrevista.

Candidato elaborou prova do concurso no qual foi aprovado em primeiro lugar

Tribunal de Contas rejeitou recurso da prefeitura de Araçagi e anulou o concurso

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) rejeitou recurso da prefeitura de Araçagi, na Paraíba, que tentava revalidar concurso anulado pela Corte. Durante julgamento da 2ª Câmara, os conselheiros reiteraram o entendimento pela nulidade do processo. Eles deram prazo de 90 dias para que o município instaure processo administrativo visando notificar os servidores admitidos após o concurso. A recomendação é para que os candidatos aprovados e empossados no cargo apresentem defesa e esclarecimentos. O concurso foi realizado em 2011, para a contratação de 84 servidores municipais. O certamente, no entanto, foi repleto de irregularidades, segundo o entendimento da Corte.

A auditoria mostrou, por exemplo, que um dos candidatos foi contratado pela empresa organizadora do certame para elaborar as provas. Depois disso, se inscreveu no concurso e foi aprovado em primeiro lugar. Trata-se do odontólogo Claudio Mendes de Campos. Ele elaborou as questões na área de Odontologia Geral. Resultado: foi aprovado em primeiro lugar para o cargo de Cirurgião Bucomaxilofacial, nomeado e empossado. E não para por aí. O presidente da comissão de licitação, Marcos de Gongra Martins, que selecionou a empresa organizadora do concurso, também foi aprovado. Ele ficou em segundo lugar na seleção para o cargo de técnico em informática.

A auditoria também apresentou supostas irregularidades em relação à empresa organizadora. Veja o que é dito pela auditoria do Tribunal de Contas em relação à responsável pela aplicação das provas: “A empresa vencedora é “reconhecidamente marcada pela falta de credibilidade”, diz o documento elaborado pela auditoria. O grupo lembra ainda que o proprietário da Metta Concursos & Consultoria Ltda., Almir Pina, foi preso em função de investigação policial que ficou conhecida com Operação Gabarito. A operação citada pela auditoria foi desencadeada no mês passado tendo como alvo uma quadrilha especializada em fraudar concursos públicos.

 

 

O posicionamento do Tribunal de Contas decorre da verificação de cumprimento de decisão. Teve como relator o conselheiro substituto Oscar Memede Santiago Melo, que em seu voto enfatizou o parecer ministerial, pugnando pela renovação do prazo, entendimento acatado pelos demais membros do colegiado. O relator explicou que o concurso foi eivado de irregularidades, lembrando, inclusive, a aprovação de membros da comissão e inidoneidade da empresa promotora.

 

Denúncia contra Temer cita Vitalzinho e “exclui” Manoel Júnior

Vice-prefeito é citado apenas em relatório suplementar enviado ao Supremo

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), não é citado na denúncia protocolada pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer (PMDB). A confusão ocorreu por causa da divulgação, pela PGR, de dos dois relatórios protocolados no Supremo Tribunal Federal (STF). O primeiro, a “Íntegra da cota”, faz referência ao inquérito que investiga a atuação do grupo identificado como “PMDB da Câmara dos Deputados”. O grupo seria ligado ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se encontra preso em Curitiba. Eles seriam responsáveis pela venda de requerimentos e emendas a empresários. Manoel Júnior é citado nesta investigação, mas ela não consta na integra a denúncia.

A “Íntegra da Denúncia”, protocolada pela PGR no Supremo, não cita efetivamente Manoel Júnior. E é justamente ela que vai tramitar na apuração na denúncia de corrupção passiva que pesa contra Michel Temer. O presidente foi gravado pelo empresário Joesley Batista, da JBS. Na acusação, o gestor é acusado de ser o destinatário de uma mala com R$ 500 mil de propina entregue ao ex-deputado Rodrigo Rocha Loures. Temer nega todas as acusações. Para a denúncia, foi elaborado um relatório suplementar, no qual Manoel Júnior é citado. O documento, no entanto, tem apenas caráter suplementar.

Vitalzinho, de novo

A denúncia contra Michel Temer, no entanto, cita o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho. Ele é relacionado em delação premiada por Ricardo Saud, ex-diretor de Relações Institucionais da JBS, subsidiária da JBS. O ministro paraibano teria recebido o recurso quando ocupava o cargo de senador e disputava o governo da Paraíba, em 2014. Dos R$ 35 milhões destinados aos senadores, Vitalzinho teria ficado com R$ 8 milhões. O dinheiro era um saldo do que teria sido acertado com o PT para o financiamento de candidaturas do PMDB.

 

Manoel Júnior é citado na denúncia de corrupção passiva contra Temer

Vice-prefeito é investigado em inquérito sobre esquema comandado por Eduardo Cunha

Manoel Júnior é citado na denúncia de corrupção passiva que pesa contra Temer. Foto: Divulgação

O nome do vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), é citado na denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB). O gestor máximo do Executivo brasileiro foi denunciado nesta segunda-feira (26) no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é acusado de corrupção passiva em suposto esquema de pagamento de propina paga pela JBS, dos empresários Joesley e Wesley Batista. O paraibano, no entanto, é citado na denúncia como parte em outro esquema, investigado no inquérito nº 4327. A apuração tinha como alvo principal o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, segundo o Ministério Público, comandava o grupo chamado de “PMDB da Câmara dos Deputados”.

O grupo, no qual Manoel Júnior é relacionado, era responsável pela apresentação de emendas e requerimentos indicados por Cunha. Através deles, o peemedebista teria chantageado empresários ou mesmo “vendido” emendas. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, cita ainda na denúncia que os integrantes do grupo “atuavam diretamente na indicação política de pessoas para postos importantes em determinados setores, sobretudo da Petrobras e da Caixa Econômica Federal”. O ex-deputado federal Eduardo Cunha está preso em Curitiba desde o ano passado, pouco depois de ter o mandato cassado na Câmara dos Deputados.

Janot diz também que eles “eram responsáveis pela “venda” de requerimentos e emendas parlamentares para beneficiar, ao menos, empreiteiras e banqueiros. O avançar das investigações no bojo do presente inquérito permitiu vislumbrar que, na verdade, a organização criminosa que opera para a prática dos crimes investigados no presente apuratório é a mesma analisada no Inquérito n. 4327”. Os nomes citados pelo procurador-geral da República foram Aníbal Gomes, Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, Alexandre Santos, Altineu Cortês, João Magalhães, Manoel Júnior, Nelson Burnier, Solange Almeida, André Esteves, Fernando Antônio Falcão Soares, André Moura (filiado ao PSC) Arnaldo Faria de Sá (filiado ao PTB), Carlos Willian (filiado ao PTC) e Lúcio Bolonha Funaro.

“As investigações conduzidas no bojo do Inquérito n. 4.483 indicam não apenas a continuidade da atividade da organização criminosa, como também a participação de Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, ora denunciados, bem como possivelmente do ex-deputado federal e ex-ministro de Estado Geddel Vieira Lima, apontado como homem de confiança de Michel Temer para o trato de negócios escusos, de Wellington Moreira Franco, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, e de Eliseu Lemos Padilha, ministro-chefe da Casa Civil”, diz a sequência da denúncia que tem o presidente como alvo.

Resposta de Manoel Júnior

Em contato com o blog, o vice-prefeito enfatiza que o nome dele não está na denúncia protocolada pela PGR no Supremo. E ele tem razão, o nome dele realmente não consta. É fácil, no entanto, explicar a confusão criada. É que a Procuradoria Geral da República divulgou nesta terça-feira dois documentos relacionados ao caso. O primeiro, um resumo das investigações intitulado “Íntegra da cota”, cita Manoel Júnior como integrante do grupo “PMDB da Câmara dos Deputados”. O segundo, mais resumido, intitulado “Íntegra da denúncia”, suprime este trecho. Por outro lado, faz referência ao ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, como um dos políticos do PMDB que receberam recursos da JBS.

Ricardo comunica a Lígia Feliciano que fica no governo até o fim do mandato

Reunião aconteceu na Granja Santana, na semana passada, e teve clima ameno

Ricardo Coutinho passou o cargo para Lígia Feliciano quando viajou a Buenos Aires. Foto: Júnior Fernandes

O governador Ricardo Coutinho (PSB) comunicou à vice-governador Lígia Feliciano (PDT) que ficará no cargo até o fim do mandato. A reunião ocorreu em meados da semana passada, na Granja Santana. O encontro deve como testemunha o deputado federal Damião Feliciano (PDT), marido de Lígia, e lideranças do PSB. A conversa foi amena e sem muitos detalhes sobre a decisão. Havia, e ainda há, muita expectativa sobre a desincompatibilização do governador para disputar o cargo de senador ou, eventualmente, uma indicação de vice na eleição presidencial. Se ficar até o fim do mandato, em dezembro de 2018, ficará pelo menos dois anos sem disputar eleições.

A conversa ocorreu na semana seguinte à interinidade de Lígia no cargo de governadora. Ela substituiu Ricardo Coutinho no período em que ele cumpriu agenda em Brasília e, posteriormente, na Argentina. Ele participou do lançamento do voo entre Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, e Buenos Aires. Coutinho, inclusive, ressaltou no encontro o foco administrativo que pretende dar ao último ano de governo. O gestor vinha sofrendo pressões internas no partido, também, de aliados preocupados com a secessão eleitoral. O entendimento é o de que, sem o partido no comando do governo, terá dificuldades de viabilizar uma candidatura forte na sua base aliada.

O clima de desconfiança dos socialistas em relação a Lígia Feliciano não é novo. Foi, inclusive, externado pelo governador no final do ano passado. Ele ressaltou, na época, que não se afastaria do governo se não entendesse que o cargo que ele representa estaria seguro. A vice-governadora, por outro lado, tem evitado polêmicas e sustenta, em todas as entrevistas, a intenção de permanecer na base aliada. Na semana passada, o deputado estadual governista Arthur Cunha Lima Filho (PRTB) declarou apoio à pedetista. Na entrevista, ele ressaltou o histórico de fidelidade de Lígia Feliciano ao esquema do governador.

Entre as pessoas mais próximas ao casal, ninguém acredita na permanência do governador no cargo. Para os pedetistas, o caminho agora é esperar. Só em abril do ano que vem, data final para a desincompatibilização, será possível afirmar com certeza se há fato ou blefe no recado do governador. Os ventos eleitorais indicarão o caminho.

André Amaral nega especulações e diz que vai disputar a reeleição

Parlamentar foi efetivado no cargo após a renúncia de Manoel Júnior

André Amaral recebeu 6.552 votos nas eleições de 2014. Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

O deputado federal André Amaral (PMDB) nega as especulações de que disputará o cargo de deputado estadual, em 2018. O parlamentar chegou ao cargo na Câmara dos Deputados com um golpe de sorte. Dono de apenas 6.552 nas eleições de 2014, foi beneficiado pela licença de Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), em 2016, para disputar a eleição para a prefeitura de Campina Grande. Passado o período eleitoral, o parlamentar foi “presenteado” com a renúncia de Manoel Júnior. O peemedebista foi eleito, no ano passado, para o cargo de vice-prefeito de João Pessoa e assumiu o cargo em janeiro deste ano. Com isso, Amaral chegou à titularidade.

Em contato com o blog, o parlamentar ressaltou que apesar das especulações, ele disputará a reeleição para o cargo de deputado federal. André Amaral foi um dos principais defensores do projeto que reconheceu a vaquejada como patrimônio imaterial. Neste mês, tem feito um périplo pelas cidades paraibanas em busca de apoio. E vai precisar muito dele. O deputado federal eleito com a menor votação nas eleições de 2014 para a Câmara dos Deputados foi Benjamin Maranhão (SD). Ele conquistou 63.433 votos nas urnas.