Para Cássio, Reforma Trabalhista passa no Senado, mas a da Previdência, não

Denúncias contra o presidente Michel Temer corroeram o apoio às reformas

Cássio projeta disputa eleitoral para 2018. Foto: Divulgação/Agência Senado

As denúncias de corrupção que pesam contra o presidente Michel Temer (PMDB) têm corroído o apoio às reformas. A avaliação do vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB), é a de que a Reforma Trabalhista deve passar, mas a Previdenciária, não. O parlamentar paraibano integra a base aliada do gestor peemedebista. O apoio às reformas, vale ressaltar, tem sido o único ponto ressaltado pelos tucanos para manter o apoio ao presidente. Temer, inclusive, é alvo de denúncia de corrupção passiva. O Supremo Tribunal Federal (STF) pediu à Câmara dos Deputados autorização para processar o peemedebista.

“A Reforma Trabalhista deve passar, afinal, precisa apenas de maioria dos votos para ser aprovada e essa maioria existe”, ressaltou o senador paraibano. Em relação à Reforma da Previdência, o otimismo é bem menor. “No máximo, será aprovada a idade mínima”, acrescentou Cássio, lembrando que, como Proposta de Emenda à Constituição (PEC), são necessários dois terços dos votos. Isso representa, no caso da Câmara dos Deputados, 342 votos. Já no Senado, são necessários 54 votos. O parlamentar admite que não existe clima para votações de matérias polêmicas diante das denúncias contra o presidente.

A situação do PSDB em relação ao apoio ao governo é controversa. Parte do partido quer a manutenção do apoio da sigla ao presidente peemedebista e outra parte, não. Cássio defendeu a ampla investigação das acusações contra o presidente. Apesar disso, demonstra preocupação com a manutenção da governabilidade. A sigla é dividida entre os cabeças pretas, os mais jovens, que defendem a saída do presidente do poder, e os cabeças brancas, os mais velhos, que querem a manutenção do apoio. Em reunião ocorrida no início do mês, o partido decidiu se manter no governo. Apesar disso, parte dos deputados da sigla diz que votará a favor da abertura de processo contra o presidente.

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