Candidato elaborou prova do concurso no qual foi aprovado em primeiro lugar

Tribunal de Contas rejeitou recurso da prefeitura de Araçagi e anulou o concurso

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) rejeitou recurso da prefeitura de Araçagi, na Paraíba, que tentava revalidar concurso anulado pela Corte. Durante julgamento da 2ª Câmara, os conselheiros reiteraram o entendimento pela nulidade do processo. Eles deram prazo de 90 dias para que o município instaure processo administrativo visando notificar os servidores admitidos após o concurso. A recomendação é para que os candidatos aprovados e empossados no cargo apresentem defesa e esclarecimentos. O concurso foi realizado em 2011, para a contratação de 84 servidores municipais. O certamente, no entanto, foi repleto de irregularidades, segundo o entendimento da Corte.

A auditoria mostrou, por exemplo, que um dos candidatos foi contratado pela empresa organizadora do certame para elaborar as provas. Depois disso, se inscreveu no concurso e foi aprovado em primeiro lugar. Trata-se do odontólogo Claudio Mendes de Campos. Ele elaborou as questões na área de Odontologia Geral. Resultado: foi aprovado em primeiro lugar para o cargo de Cirurgião Bucomaxilofacial, nomeado e empossado. E não para por aí. O presidente da comissão de licitação, Marcos de Gongra Martins, que selecionou a empresa organizadora do concurso, também foi aprovado. Ele ficou em segundo lugar na seleção para o cargo de técnico em informática.

A auditoria também apresentou supostas irregularidades em relação à empresa organizadora. Veja o que é dito pela auditoria do Tribunal de Contas em relação à responsável pela aplicação das provas: “A empresa vencedora é “reconhecidamente marcada pela falta de credibilidade”, diz o documento elaborado pela auditoria. O grupo lembra ainda que o proprietário da Metta Concursos & Consultoria Ltda., Almir Pina, foi preso em função de investigação policial que ficou conhecida com Operação Gabarito. A operação citada pela auditoria foi desencadeada no mês passado tendo como alvo uma quadrilha especializada em fraudar concursos públicos.

 

 

O posicionamento do Tribunal de Contas decorre da verificação de cumprimento de decisão. Teve como relator o conselheiro substituto Oscar Memede Santiago Melo, que em seu voto enfatizou o parecer ministerial, pugnando pela renovação do prazo, entendimento acatado pelos demais membros do colegiado. O relator explicou que o concurso foi eivado de irregularidades, lembrando, inclusive, a aprovação de membros da comissão e inidoneidade da empresa promotora.

 

comentários - Candidato elaborou prova do concurso no qual foi aprovado em primeiro lugar

  1. Lucas Silva Disse:

    Tá tudo bem tudo certo, mas quem vai pra cadeia nesses casos, alguém ai tem que mofar na cadeia por essas trapaças.

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