Bayeux: Berg Lima decide sobre construção de presídio nesta semana

População faz campanha nas redes sociais contra instalação da unidade prisional

Prefeito Berg Lima diz que está analisando os prós e os contras da instalação do presídio federal. Foto: Secom/Bayeux

O prefeito de Bayeux, Berg Lima (Podemos), dará uma resposta definitiva, nesta semana, sobre a construção de um presídio federal na cidade. Em contato com o blog, ele disse que está sendo feita a “avaliação de um tema complexo” e que a resposta será dada por estes dias. O anúncio ocorre ao mesmo tempo em que uma campanha contra a construção ganha espaço nas redes sociais. O principal argumento é o de que, a exemplo de outras cidades, Bayeux deverá abrigar “toda a cadeia do crime” que acompanha os presos. O fato é narrado como consequência imediata, assim como ocorreu em todas as cidades onde presídios de segurança máxima foram instalados.

Área onde o presídio deverá ser construído. Imagem: Reprodução/GoogleMaps

O prefeito chegou a colocar uma enquete no ar, mas ela foi retirada do site da prefeitura na semana passada. Os resultados não foram divulgados, mas vereadores da cidade acusam o gestor de manipulação dos dados. Berg Lima não se pronunciou sobre as acusações, nem antecipou considerações sobre as críticas dos adversários. O jornalista Léo Micena aponta as muitas controvérsias cercam o assunto. Ele tem feito campanha contra a iniciativa. O prefeito chegou a viajar com vereadores aliados para conhecer o presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Foram realizadas também audiências públicas na cidade, para ouvir a população a respeito da instalação do equipamento.

A construção do presídio federal, caso seja aprovada, ocorrerá no limite entre os municípios de Bayeux e Santa Rita. A área é próxima à antiga Manzuá, na saída de Bayeux em direção a Natal, no Rio Grande do Norte. O Ministério da Justiça prevê a construção de uma unidade com capacidade para 208 presos, entre condenados e provisórios, em quatro pavilhões. Para a escolha do espaço, foram preenchidos 11 requisitos necessários para a construção de um Presídio de Segurança Máxima. Entre eles, estão a distância de até 50 km da unidade para um aeroporto de nível regional, logística e fácil acesso a órgãos públicos como órgãos de segurança e hospitais.

É levado em conta também, para a construção do presídio, a infraestrutura da cidade, necessária para colaborar com a chegada à unidade e a fácil lotação para os 250 novos agentes federais. O aporte inicial para a construção da obra é de R$ 45 milhões, segundo o Ministério da Justiça. A estimativa dada pelo agente federal de execução penal do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério de Justiça (MJ), Felipe Abath, é que a unidade deixe um aporte de R$ 7 milhões para a cidade que a recebe, em contratos de prestações de serviço, por ano.

 

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