Governistas relatam descontentamento com Cartaxo na Câmara

Vereadores dizem que prefeito escalou “espião” para a Casa

Dinho (segundo da esquerda para a direita) acredita que tem havido mal-entendido nas informações repassadas ao Executivo. Foto: Olenildo Nascimento

Quem anda pela Câmara de João Pessoa, com acesso aos gabinetes, tem ouvido críticas ao prefeito Luciano Cartaxo (PSD). As queixas são variadas e vão da não nomeação de aliados à recente, digamos, vigília sobre os vereadores. A relação fisiológica entre os poderes é antiga e difícil de combater de uma hora para outra. Até mesmo a vereadora Raíssa Lacerta, do mesmo partido do prefeito, andou fazendo críticas à não inclusão de aliados na folha. A reclamação atual é considerada mais grave. Eles acusam o prefeito de ter colocado “um leão de chácara” para vigiar os vereadores. O escolhido para a missão foi o secretário adjunto de Articulação Política, José Bezerra.

“Ele tem cercado os vereadores, querendo saber como vão votar neste ou naquele projeto. A gente nunca viveu uma coisa dessas”, disse um parlamentar na condição de sigilo. Sobre o tema, o único que aceitou falar em “on” foi Dinho (PMN), mas reduzindo o peso das queixas. “É um moído querendo saber dessa criação de um fundo para a Câmara Municipal de João Pessoa, mas acho que a informação chegou ao governo e foi mal interpretada”, destacou, alegando que a criação faz parte de uma orientação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ele disse ainda que, apesar de integrar a base, não aceitaria ninguém pautar o seu mandato.

O secretário de Comunicação da prefeitura, Josival Pereira, negou interferência do Executivo na discussão do tema. “Se José Bezerra quis se inteirar de alguma coisa, está no papel da articulação política, mas não existe isso de se intrometer nos assuntos do Legislativo”, ressaltou. O fundo em questão, discutido na Câmara de João Pessoa, trata de um artifício para que as obras do duodécimo de um exercício financeiro seja depositado neste fundo para ser utilizado nos próximos. Em tese, isso fará com que o exercício financeiro não se encerre. Por lei, todo o recurso que não for utilizado pelo Legislativo em um exercício deve ser devolvido ao Executivo.

 

comentários - Governistas relatam descontentamento com Cartaxo na Câmara

  1. rubens figueiredo Disse:

    É louvável algumas obras realizadas pela PMJP, como as UPA’s, creches, escolas e casas populares, porém o maior pecado está em alguns bairros, totalmente esquecidos por esta administração, se encontram cheios de buracos, lama, às escuras, com seus terrenos baldios cobertos por mato e lixo e outros. Outro pecado enorme,de todas as administrações (inclusive essa), é colocar pessoas desqualificadas para assumirem determinados cargos sem o mínimo de competência para tal, basta ver nos mercados, cemitérios, postos de saúde e muitos outros. A doença é crônica. Quanto aos vereadores basta um “cala boca”, são todos “compráveis”.

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