Roosevelt Vita: “se Temer é um coitadinho ingênuo, não pode ser presidente”

Advogado diz que não há caminho sem respeito à constituição

Roosevelt Vita opina sobre julgamento da chapa Dilma-Temer. Foto: Felipe Gesteira

O advogado e suplente do senador José Maranhão (PMDB), Roosevelt Vita, não se comoveu com as explicações do presidente Michel Temer (PMDB). O gestor peemedebista foi gravado em conversa com o dono da JBS, Joesley Batista, em conversa na qual apoiava a compra de silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O jurista, com larga militância no PMDB da Paraíba, diz não aceitar o discurso de golpe, armação e complô do PT. E diz mais: se “Temer se é um coitadinho ingênuo, não pode ser presidente”. “Essa (história de) não sei de nada , não me lembro, a gravação é clandestina, não impressiona nem à velhinha de Taubaté”, disse, citando a personagem criado por Luiz Fernando Veríssimo.

Para Vita, a gravação minimizada pelo presidente Temer é espantosa. “Meia hora de pelo menos uma dezena de crimes compartilhados e avalizados. Vai de compra a juiz, procurador, deputado, delator, político preso comprado para não denunciar, indicações para cargos estratégicos, entrada escondida no palácio, combinação de interlocutores, informações privilegiadas dadas pelo presidente”, disse. O peemedebista também criticou as relações do presidente. “Quem se acompanha de Geddel (Vieira Lima), (Jáder) Barbalho, (Renan) Calheiros, (Romero) Jucá, (Sérgio) Cabral, (Eliseu) Padilha, (Rodrigo) Loures, Moreira (Franco), et catera, não é líder, é quadrilheiro”, enfatizou.

E segue: “a vaidade, a cobiça e, sobretudo, o Poder, mostram o verdadeiro caráter. Bastava o ensinamento milenar das avós: ‘diz-me com quem andas e te direis quem és!’ Coerência, gente. O pau que dá em Chico tem que dar em Francisco”. Quem for podre que se quebre! Respeito à Constituição, mas punição aos corruptos. Viva a lei e a democracia. Faxina geral, em todos os Poderes, inclusive na leniência e complacência de certos togados comprometidos. Liberta quae sera tamem“. “O ‘x’ da questão me parece ser a conivência com o crime e com a impunidade. O resto é retórica de acobertamento, leniência e fuga de responsabilidade. Dura lex , sed lex. Fora da lei não há salvação para a Nação”, acrescentou.

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