Temendo ataque cibernético, UFPB orienta alunos e OAB tira sistema do ar

Sites do TRT13 e do Ministério Público da Paraíba voltam a funcionar

Mais de 200 mil computadores já foram atacados no mundo. Foto: David Chang/EFE/EPA

O meca-ataque cibernético registrado a partir da última sexta-feira (12) continua intimidando empresas, usuários e órgãos públicos no Estado. A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) distribuiu para todos os alunos um tutorial explicando o que fazer para evitar ataques. O cuidado é para impedir que dados da instituição sejam corrompidos, a exemplo de teses de doutorado ou informações administrativas. O alerta foi repassado com a orientação para que todos tomem cuidado. Ao todo, segundo especialistas, mais de 200 mil computadores foram afetadas em 150 países desde que os ataques foram iniciados por causa de falhas no sistema operacional Windows.

Na Paraíba, o Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT13) tirou o site do ar, na última sexta-feira, e só retornou nesta segunda-feira (15). O órgão também suspendeu os prazos processuais por causa do problema. O Ministério Público da Paraíba (MPPB) foi outro a suspender o funcionamento do site, também temendo ataques cibernéticos. O funcionamento foi retomado, assim como no caso do TRT, nesta segunda. Entre as entidades, a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba (OAB-PB), decidiu tirar do ar o sistema de informação do site, também temendo ser alvo de ataques dos “piratas” da internet.

No mundo

O diretor do Serviço Europeu de Polícia (Europol), Rob Wainwright, declarou neste domingo que o ciberataque em massa da última sexta-feira (12) já deixou 200 mil vítimas em “pelo menos 150 países” e advertiu que o número de atingidos continuará crescendo a partir de amanhã (15). As informações são da agência de notícias EFE. Em declarações à emissora britânica ITV, Wainwright advertiu que o vírus continuará se propagando “quando as pessoas voltarem ao trabalho e ligarem seus computadores a partir de segunda-feira”.

O software malicioso que se propagou na sexta-feira bloqueou os computadores em numerosos centros de saúde no Reino Unido, bem como em empresas e órgãos públicos na Espanha, França, Alemanha e Rússia, entre outros países. “Fazemos cerca de 200 operações globais por ano contra o crime cibernético, mas nunca vimos nada como isto”, disse Wainwright.

Veja a recomendação da UFPB:

Prezados(as),

Como vem sendo amplamente noticiado na imprensa, principalmente nos meios especializados em tecnologia da informação, redes de diversas partes do mundo, incluindo o Brasil, estão sob grande ataque cibernético. Uma vulnerabilidade no sistema operacional Windows, divulgada nesta semana e que já conta com correção disponibilizada pela Microsoft, tem permitido o sequestro das informações contidas nos computadores infectados por parte de criminosos cibernéticos, que exigem pagamento pelo resgate dos dados. Ainda assim, segundo informações, não há garantias que os dados sejam mesmo liberados após o pagamento.

Dessa forma, é imprescindível que os usuários adotem a máxima precaução no uso de seus computadores, realizando alguns procedimentos tais como:

1. Atualizar o sistema operacional do computador. É um processo simples, que, na maioria das vezes, é automatizado, e pode ser executado pelo próprio usuário. A regra também vale para programas como navegadores web e suítes de escritório, dentre outros. Especificamente por conta do ataque acima mencionado (ransomware), é indispensável que os sistemas operacionais Windows e demais softwares da Microsoft sejam atualizados com as últimas correções disponibilizadas nesta semana;

2. Evitar abrir e-mails provenientes de origens desconhecidas e, principalmente, que contenham anexos (ou links) suspeitos, como arquivos de script, jogos e outros tipos que são estranhos às atividades acadêmicas. É também preciso ter cuidado redobrado quanto a extensões executáveis, dentre as quais destacamos “.exe”, “.com”, “.bat”, “.scr”, “.cmd”, “.vbs”, “.js” e “.ws”;

3. Manter sempre instalada no computador uma solução de antivírus atualizada. Se essa não for integrada com uma solução de firewall, é importante que este recurso também seja instalado e que esteja sempre atualizado;

4. Manter sempre backups (cópias de segurança) recentes de todos os arquivos importantes, pois, caso haja uma infecção, é provável que essa seja a única forma de reaver os arquivos. Se possível, uma das cópias de segurança deve ser feita em mídia removível a qual deve ser conectada ao computador apenas durante a operação de backup, para evitar um possível comprometimento da cópia.

Por fim, lembramos novamente que, caso o computador seja infectado por ransomware, o usuário terá um problema de duvidosa solução. Portanto, a prevenção é o melhor caminho a ser seguido.

Atenciosamente,
Superintendência de Tecnologia da Informação.

 

 

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