Após descartar venda da Cagepa, Ricardo poderá privatizar a PBGás

Governo chegou a habilitar a Cagepa no processo, mas desistiu

Foto: Divulgação/Secom-PB

Depois de descartar a venda da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), o governador Ricardo Coutinho (PSB) estuda a venda da PBGás. A empresa responsável pela distribuição de gás natural no Estado foi inserida no programa de desestatização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com reportagem do jornal O Globo, sete estados já manifestaram interesse em participar do programa de privatização.

O objetivo, segundo o governo federal, é elevar a capacidade de investimentos das companhias, para expandir a malha de dutos e atingir novos clientes, além de levantar recursos para os estados num momento em que atravessam grave crise fiscal. A previsão é fazer os leilões no terceiro trimestre de 2018. A PBgás tem atuação em 14 municípios e o governo da Paraíba é dono de 51% do capital societário da empresa. O restante é dividido entre a Gaspetro (24,5%) e Mitsui (24,5%). A participação da Mitsui na Paraíba é um pouco maior, porque a Gaspetro faz parte de uma composição entre a Petrobras e a própria Mitsui.

Além da Paraíba, manifestaram interesse no processo de desestatização as empresas de Pernambuco (Copergás), Espírito Santo (BR Distribuidora), Rio Grande do Sul (Sulgás), Santa Catarina (SCGás), Mato Grosso do Sul (MSGás) e Rio Grande do Norte (Potigás). O gás natural canalizado é realidade em apenas 440 dos 5.570 municípios brasileiros, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás).

O presidente da PBGás, George Moraes, por meio da sua assessoria informou não haver ainda informação oficial sobre desestatização da empresa. A definição em relação a isso dependerá de avaliação do governador Ricardo Coutinho. Ele enfatizou que a empresa registrou no exercício financeiro de 2016 um lucro de R$ 6,5 milhões.

comentários - Após descartar venda da Cagepa, Ricardo poderá privatizar a PBGás

  1. Ora, meus amigos, o que está dando lucro não se vende. Se não dá nenhum problema de ordem financeira e estrutural ao Estado, então, por quê vendê-la? Precisamos de seu desempenho e lucros em favor do erário estadual.

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