Ricardo quer provar que não “está nas últimas” e tem fôlego para eleger sucessor

Governador aposta que fará o sucessor no governo do Estado

Ao lado de Ricardo Coutinho, João Azevedo assina ordem para início de licitação para a Adutora Transparaíba. Foto: José Marques

O governador Ricardo Coutinho (PSB) quer afastar da sua gestão o sentimento de fim de feira. Consultas feitas para consumo interno mostraram uma realidade dura: a oposição ganha cancha para 2018; os governistas, não. A demora para entrar no jogo foi cruel com os governistas em 2016, quando acumularam derrotas vergonhosas. Pior. O grupo viu surgir adversários potenciais em João Pessoa, com Luciano Cartaxo (PSD), e Campina Grande, com Romero Rodrigues (PSDB). A oposição tem Cartaxo, Romero e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) como opções para a disputa. O PSB…

A realidade madrasta fez o sinal de alerta acender para as bandas do Palácio da Redenção. A eleição de 2018, para os socialistas, se mostra como um pão com capacidade de se alongar, mas sem manteiga suficiente para preencher os espaços. E na política, isso é fatal, pois não existem espaços vazios. Ou seja, o partido tem um governador bem avaliado, mas que se mostra um péssimo transferidor de votos. Por isso, a estratégia montada é focar que as ações bem sucedidas do governo são mérito do projeto socialista, não de Ricardo. Com isso, a intenção é fazer com que qualquer pessoas tirada do colete já parta com dois dígitos nas pesquisas. Isso na teoria.

Caminhos

A estratégia é arriscada e fracassou em 2016 nas principais cidades paraibanas. Mas, sem outra, ela volta a embalar o projeto de poder do PSB. O governador anunciou na última segunda-feira (8) um programa para investir meio bilhão de reais na economia do Estado. O dinheiro ainda não está todo em caixa, mas Ricardo Coutinho acredita poder executá-lo com a ajuda de empréstimos. Nesta quarta-feira (10), ele fez um périplo por seis cidades para assinar a ordem de serviço para a adutora Transparaíba. O projeto vai beneficiar a população do Agreste e do Curimataú. Algo em torno de 140 mil pessoas.

O curioso da maratona é que em cada uma das seis cidades visitadas houve assinatura da mesma ordem para início da licitação. Mas não se trata de seis licitações, preste atenção. É apenas uma. O objetivo, lógico, era faturar ao máximo com o projeto. Ao lado do governador estavam deputados e auxiliares do governo. O destaque recai sobre um deles, o secretário de Infraestrutura e Recursos Hídricos, João Azevedo. O nome dele chegou a ser guindado à condição de candidato a prefeito de João Pessoa, em 2016, mas ele desistiu da disputa. Muitos dos governistas acreditam que a história poderá ser outra agora.

Seja quem for o escolhido, uma coisa é certa: o governador Ricardo Coutinho precisa correr para tentar fazer o sucessor. Caso contrário, o fim de feira deixará de ser apenas uma impressão…

3 comentários - Ricardo quer provar que não “está nas últimas” e tem fôlego para eleger sucessor

  1. Jose Disse:

    O burrico e mais embaixador amigo!
    O GOVERNADOR esqueceu de ivestir nos serviços públicos, e na prestação de SEVIÇOS com excelência,.
    As repartições estão succateadas, e os servidores SEM SALÁRIOS revoltados,
    NÃO EXISTE SAÚDE, SEGURANÇA, EDUCAÇÃO, AGRICULTURA, PECUÁRIA.
    Onde está a produção anunciada pelo governador, se cerca de 80por cento dos produtos que consumimos vem de outros estados?
    APENAS ESTRADAS E OBRAS DE PEDRA E CAL NÃO ATENDEM OS ANSEIOS, DA MAQUINA ESTATAL, TAMPOUCO DA POPULAÇÃO POR ELA BENEFICIADA E QUE PAGA CARO PARA A MANTER. Parada.
    ..

  2. Jose Disse:

    MAIS AINDA SUETONI.
    A máquina e movida pelo MALTRATADO SERVIDOR,
    Que sequer tem seus direitos PCCRS, PROGRESSÃO, PROMOÇÃO ETC. DEVIDAMENTE CUMPRIDOS. Ate
    MESMO COM SENTENÇAS JUDICIAIS O GOVERNADOR DESCUMPRE.

    RC. DIFICILMENTE ELEGERÁ UM SUCESSOR “”””FANTASMA”””SEJA A NÍVEL ESTADUAL OU MUNICIPAL, COMO VIMOS NAS ÚLTIMAS ELEIÇÕES.

  3. Roberto Alvez Disse:

    Ele não vai conseguir por dois motivos gritantes, primeiro falta de investimento em SEGURANÇA PÚBLICA o que vemos nas ruas é uma guerra civil e não se ver policia nas ruas hoje pq não se investe em efetivo nem em segurança. Outro ponto Falta investimento em EDUCAÇÃO mt escolas estaduais caindo aos pedaços muitas sem quadras com eles derrubadas no governo e não levantadas mt escolas fechadas, ou seja não se ganha eleições só construindo estradas e com economia onde não se pode economizar. não vou citar nem a saúde que tá calamitosa.

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