Idealizador da lei Ficha Limpa diz que Lava Jato trará “voto faxina”

Idealizador da Ficha Limpa diz que juiz não pode jogar para a platéia

O juiz Marlon Reis lembrou que os juízes não podem jogar para a galera. Foto: Suetoni Souto Maior

O advogado Marlon Reis defendeu em João Pessoa, nesta terça-feira (9), que a Lava Jato resultará no “voto faxina”, em 2018. Ele esteve na Paraíba para a adesão da Câmara de Vereadores ao aplicativo “Mudamos”. O App visa estimular as pessoas a proporem projetos de iniciativa popular e buscar apoiamentos para eles. A medida vai tornar mais simples a apresentação de projetos como a lei Ficha Limpa, que teve ele como um dos idealizadores. A ideia é trabalhar o empoderamento da população, conquista que ele espera também com operação Lava Jato.

 

A defesa de Reis ocorre no momento em que a operação começa a sofrer ataques do próprio Legislativo. As acusações são de que o juiz Sérgio Moro e os procuradores responsáveis pela operação têm politizado demais a questão. O advogado, que é ex-juiz, discorda, mas alerta: “Os juízes decidem de acordo com o que pensam e não com a torcida. O juiz não pode jogar para a platéia”, ressaltou, sem deixar de reconhecer o trabalho feito pela Justiça Federal. Ele atribui os ataques ao fato de a operação estar incomodando poderosos da política.

Ele acha que as denúncias de corrupção tendo como alvo a política tradicional fará surgir uma espécie de nova casta política. “Espero que o Brasil faça o que o professor Luiz Flávio Gomes chama de voto-faxina. Voto-faxina. Pessoas identificadas com a criminalidade organizada, por desviar verba pública, têm que ser simplesmente tiradas do mapa pelo voto. E os que não forem tirados do mapa pelo voto, que o sejam pela Justiça Criminal”, disse.

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