TJ investiga se texto inspirado em Mussum no Diário da Justiça foi obra de hacker

Tribunal de Justiça descarta falha proposital de servidores

Tribunal de Justiça da Paraíba abre investigação para apurar suposta invasão “hacker” no site do órgão. Foto: Rizemberg Felipe

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) abriu investigação para apurar as causas de uma das publicações do Diário da Justiça, desta terça-feira (19), ter trazido texto inspirado nas frases do humorista Mussum (já falecido), de Os Trapalhões. Uma das principais linhas da apuração é de uma suposta “invasão” hacker no site do Tribunal de Justiça. Outra possibilidade, admitida pelo órgão, e a mais provável, é de erro de edição mesmo, com a cópia do conteúdo do site Mussum Ipsum, muito utilizado por designers e diagramadores.

Apuração

Cópia da publicação no Diário da Justiça, publicada na página 44, nesta terça-feira (18)

A direção do Tribunal de Justiça, por meio de sua assessoria, informou que acionou o setor de Tecnologia da Informação do órgão para que seja apurada a suposta invasão do site. Caso seja detectado o ataque do site do órgão, eles vão acionar a Polícia Federal para que o caso seja investigado. O erro intencional, vindo de algum servidor, não integra, por enquanto, as suspeitas da Corte. A publicação vem gerando polêmica desde que entrou no ar e circulou em grupos fechados das ferramentas de compartilhamento de mensagens.

No Diário da Justiça foram publicadas, entre outras, as seguintes frases:

– “Cacilds vidis litro abertis”
– “Paisis, filhis, espíritis santis”
– “Leite de capivaris, leite de mula manquis”
– “Todo mundo vê os porris que eu tomo, mas ninguém vê os tombis que eu levis”
– “Casamentiss faiz malandris se pirulitá”
– Si u mundo tá muito paradis? Toma um mé que o mundo vai girazis!”

A publicação em questão faz referência à Comarca de Pilões e diz tratar-se de “processo cível e do trabalho”, tendo a Energisa como uma das partes. A seriedade, no entanto, acaba por aí. Ela relaciona entre os réus “Ayesa Caliope Beserra Fragôso Mussum Ipsum” e segue com Cacilds Vidis Litris Abertis.

Mussum ipsum

Erros do gênero não são raros em publicações oficiais. Em geral, o responsável pela publicação é “traído” pela falta de atenção. Em sites de design gráfico e editoração, “Lorem ipsum”, é possível copiar parágrafos inteiros para delimitar espaços para depois eles serem substituídos. Quando isso não acontece, dá no que deu no caso do TJPB. Muito provavelmente, o responsável pelo erro no Diário da Justiça recorreu ao site “Mussum ipsum”, que utiliza frases de Mussum em sequência.

Os Trapalhões

O grupo era liderado pelo humorista Renato Aragão, o Didi. Pelo jeito, tem alguém saudosista e com muito bom humor na Justiça paraibana.

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