Manifestantes parodiam música do Abba com críticas à Reforma da Previência para protesto

Movimentos sociais e até desembargadores da área trabalhista prometem muito barulho nesta sexta-feira (31) para marcar os protestos contra a Reforma da Previdência, as Terceirizações e a defesa da Justiça do Trabalho. Apesar de motivações diferentes, eles têm alvos comuns: o governo federal e o Congresso Nacional. No caso do ato destinado à Reforma da Previdência e à Terceirização, os manifestantes fizeram até uma paródia de uma das músicas da banda sueca Abba, que trata das perdas com os projetos que estão sendo aprovados pelo Congresso Nacional.

A concentração em João Pessoa terá em frente ao Sinttel (Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado da Paraíba), a partir das 15h, e o evento terá a participação de servidores públicos e privados, além de trabalhadores rurais. A mobilização tem ocorrido através das redes sociais. Em todo o país, o grupo promete manifestação contra o presidente Michel Temer (PMDB), avalista das proposituras enviadas ao Congresso Nacional. Apesar de aprovada na Câmara, uma nova versão do projeto da terceirização tramita no Senado.

O Ato Público em Defesa da Justiça do Trabalho vai acontecer às 9h, em frente ao Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região. O presidente do TRT13, desembargador Eduardo Sergio de Almeida, fará a abertura do ato, que será conduzido pelo juiz Paulo Henrique Tavares, vice-diretor da Escola Judicial. O evento tem apoio de várias entidades e associações, como a Associação dos Magistrados do Trabalho da 13ª Região (Amatra13) e da Associação dos Servidores do TRT (Astra13).

O objetivo, segundo os organizadores, é chamar a atenção da sociedade para os relevantes serviços prestados pela Justiça do Trabalho, instituição que pacifica greves e equilibra a relação entre capital e trabalho, garantindo direitos sociais em sintonia com a necessária preservação da atividade econômica. O ato também pretende alertar para a constante ameaça de fragilização da Justiça do Trabalho e dos direitos sociais.

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