MPF aponta riscos e diz para população evitar ‘banhos nos canais da transposição’

Canal da transposição, em Monteiro. Foto: Artur Lira/G1

O Ministério Público Federal em Monteiro (PB) divulgou nota na tarde desta sexta-feira (31) na qual faz alertas à população em relação à qualidade das águas da transposição que estão chegando à Paraíba. As dúvidas, segundo o órgão, estão relacionadas ao desencontro das informações repassadas até o momento pelos responsáveis pela obra e a gestão dos recursos hídricos. Entre os alertas citados está um que orienta a população a evitar banhos nos canais da transposição e no leito do rio Paraíba.

As críticas são direcionadas ao Ministério da Integração Nacional, à Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) e à Prefeitura de Monteiro. O MPF tem redobrado as críticas em relação à segurança das barragens, à vazão dos mananciais e à contaminação dos rios com esgoto. “A vulnerabilidade da execução da obra pode trazer riscos à integridade física e psicológica da coletividade”, diz a nota. O MPF ressalta também que o assoreamento do Rio Paraíba também prejudica a sustentabilidade do manancial e o fornecimento de água para Boqueirão.

Confira a íntegra da nota:

Nota do MPF em Monteiro (PB) sobre a transposição do rio São Francisco
Órgão presta esclarecimentos à sociedade e faz alguns alertas

Tendo em vista os compromissos assumidos e não cumpridos na integralidade, durante reunião realizada no dia 8 de março de 2017, em Monteiro, entre órgãos envolvidos na transposição do rio São Francisco, eixo leste, meta 3L, e diante dos recorrentes desencontros de informações técnicas, o Ministério Público Federal (MPF) em Monteiro vem prestar esclarecimentos à sociedade e fazer alguns alertas:

1 – A obra da transposição na Paraíba não está concluída, estando em fase de pré-operação e testes;

2 – As obras de adequação necessárias nas barragens Poções, Camalaú e Boqueirão não foram concluídas, bem como não foram elaborados os planos de ação de emergência e/ou de contingência para acidentes;

3 – Ainda não há certeza técnico-científica acerca da qualidade da água, sem o devido tratamento, nos mananciais para consumo humano;

4 – Não existe clareza de informação acerca da vazão da água fornecida pela transposição que passa pelos canais e rio Paraíba, no Cariri paraibano;

5 – A irregularidade da vazão da água que percorre o rio Paraíba, especialmente no trecho Poções-Camalaú, aponta para a precariedade na gestão do sistema;

6 – A passagem da água por Monteiro e Camalaú, em vazão ainda desconhecida, e a suposta chegada da água em Boqueirão, não significarão a interrupção ou suspensão no racionamento d’água em curto prazo;

7 – A falta de revitalização do rio Paraíba prejudica a sustentabilidade da condução da água até o açude de Boqueirão, que abastece Campina Grande e região;

8 – O assoreamento do rio Paraíba e outros fatores como evaporação, infiltração e captação irregular contribuem para dificultar ainda mais a chegada da água no açude de Boqueirão;

9 – A vulnerabilidade da execução da obra pode trazer riscos à integridade física e psicológica da coletividade;

10 – Diante do cenário de incertezas, o MPF alerta a população para que evite banhos nos canais da transposição e no leito do rio Paraíba; não utilize água sem outorga dos órgãos competentes; não pratique atividades de extração mineral sem as devidas autorizações; e, em caso de rompimento de barragens ou canais, cumpra as orientações dos órgãos de defesa civil;

Por fim, o MPF em Monteiro informa que continuará na posição de alerta e adotando medidas a fim de compelir os órgãos a cumprirem as obrigações para plena execução do Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf), de forma segura e efetiva.

Semanário Oficial disciplina datas para o Folia de Rua e cria “Via Folia”

Legislação disciplina realização do Folia de Rua. Foto: Divulgação/Prefeitura de João Pessoa

O Folia de Rua de João Pessoa agora terá data para começar e os espaços específicos para o desfile dos blocos no período pré-carnavalesco. As medias foram publicadas na última edição do Semanário Oficial da Prefeitura, com validade entre 25 e 29 de março. As novas regras, fruto de projeto encaminhado à Câmara de Vereadores pelo prefeito Luciano Cartaxo (PSD), estabelecem que as prévias carnavalescas na cidade terão início no vigésimo dia que anteceder o feriado de Carnaval, encerrando-se no período momesco.

O ato também estabelece a criação da “Via Folia”, tendo como principais percursos as áreas compreendidas pelos seguintes logradouros: a Avenida Epitácio Pessoa, no trecho entre o entroncamento com a Avenida Ruy Carneiro até o entroncamento com as Avenidas Cabo Branco com a Almirante Tamandaré; além da Avenida Tito Silva, entre o cruzamento com a Rua Padre Ayres e a Avenida Epitácio Pessoa. Conta-se, também, para o trecho os 50 metros à direita e à esquerda das ruas perpendiculares nos trechos anteriormente citados.

Outro ponto aprovado no projeto é que para a realização do Pré-Carnaval em João Pessoa, fica o Poder Executivo autorizado a realizar contratos, convênios e similares, com intuito de angariar recursos para subsidiar o vento, direta ou indiretamente. A lei também delega ao Executivo, mediante Decreto, promover as regulamentações necessárias ao ordenamento da festa, inclusive no que tange ao uso e ocupação do solo, comercialização, circulação de veículos e demais normas para garantir a sua realização.

Romero Rodrigues evita confronto com Cartaxo na visita a João Pessoa

Romero Rodrigues e Marcos Vinícius fizeram reunião na Câmara de João Pessoa. Foto: Angélica Nunes

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), evitou confrontos com o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) durante agenda nesta sexta-feira (31), em João Pessoa. Os dois têm os nomes colocados à disposição dos respectivos partidos para a disputa das eleições para o governo do Estado, no ano que vem, e esperam carrear os apoios dos partidos de oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB). O problema é que o movimento do tucano tem incomodado o pessedista e tem causado desconforto dentro da própria sigla.

A visão de Romero é a de que ninguém pode impedi-lo de se colocar como opção para a disputa do governo do Estado. “Nem tudo eu vou concordar com o que diz o prefeito Luciano, mas o importante é que a gente se respeite”, ressaltou o tucano, momentos depois de Cartaxo ter dito que era importante a visita do prefeito de Campina Grande à cidade, porque só assim ele poderia conhecer as obras em andamento na capital. Apesar de se colocar como opção para a disputa, o tucano admitiu que o tema é espinhoso.

“Tanto eu como Luciano, se formos candidatos, teremos que fazer uma opção difícil, de se afastar do mandato no ano que vem”, disse. Sobre a visita a Marcos Vinícius, ele ressaltou que a visita foi administrativa, para afinar a parceria entre as Câmaras Municipais de João Pessoa e Campina Grande. Ele esteve acompanhado no encontro por vereadores da cidade, a exemplo da presidente da Casa, Ivonete Ludgério (PSD). Na reunião, foi discutida uma parceria com a Câmara de João Pessoa para viabilizar as transmissões ao vivo das sessões no Legislativo.

 

Depois do encontro, ainda se referindo à questão política, Romero Rodrigues disse achar legítimo que todos os partidos do bloco de oposição apresentem opções e que o melhor nome seja definido em 2018. Ele filosofou ao descrever que tudo o que for discutido agora ficará por terra, no ano que vem, por conta dos acontecimentos futuros. “É como chegar na praia e fazer um risco na areia. As ondas poderão vir e apagar”, destacou. Romero disse ainda que a situação mais cômoda é a do senador José Maranhão (PMDB), que pode ser candidato e continuar senador.

Confraria: juíza condena empresário e cita propina a Cícero Lucena

Cícero Lucena foi acusado de receber propina. Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

O Diário da Justiça desta sexta-feira (31) publica sentença da juíza Cristiane Mendonça Lage, da 16ª Vara Federal, condenando Marcelo José Queiroga Maciel, representante da construtora Coesa, a três anos e seis meses de reclusão, pelo crime de corrupção ativa em contratos apurados no âmbito da Operação Confraria, desencadeada em 2005. Ele é acusado de pagar propina para servidores do município de João Pessoa, inclusive para o então prefeito Cícero Lucena (PSDB), para lograr executar obra do contrato de repasse 0135.887-69.

A execução financeira deste contrato se deu no período de 27 de setembro de 2002 a 9 de outubro de 2003, tendo sido pago à Coesa a quantia de R$ 1.034.188,64. Trechos da sentença na parte que fala do pagamento de propina, que foi o principal motivo da condenação de Marcelo Queiroga.

Veja o que diz o trecho da sentença que trata do assunto:

“Em apertado resumo, a denúncia afirma que foram apreendidos, na sede da Coesa (representante Marcelo) documentos que comprovam existência de contabilidade paralela, pela qual se fazia controle dos percentuais incidentes sobre valores recebidos pelas obras e serviços, e que eram destinados à integrantes do esquema criminoso, tal como Cícero Lucena (“Discípulo”, “CL”), para qual há o lançamento de R$ 57.400,00 e “DC” (não identificado) para qual há lançamento de R$ 100.000,00. Pessoas com codinomes “Cunhado”, “Dominó” (não identificados) e o próprio “Discípulo” recebiam, a título de “comissão”, percentuais de 3%, 7% e 10%. 122.”

A sentença fala ainda que “rememore-se que, no contexto da Operação Confraria, que subsidiou o ajuizamento desta ação, a Coesa foi a vencedora da “licitação guarda-chuva” realizada em 1991, tendo feito, uma década mais tarde, diversas cessões contratuais (em favor de Cojuda, Link, Conort), e manteve consigo a execução de uma única obra, de reestruturação e interligação de vias (serviços de terraplanagem, pavimentação e drenagem) em João Pessoa, financiada com recursos do contrato de repasse 0135.887-69/01. 123.

Veja outros pontos da sentença:

“A execução financeira deste contrato se deu no período de 27.09.2002 a 09.10.2003 (fls. 27/28 do IPL 289/05, vol. 1; ou apenso STF/001), tendo sido pago à Coesa a quantia de R$ 1.034.188,64 (valor do contrato de repasse: R$ 784.209,96). 124. O documento 03 apreendido (fl. 1456) explicita a proposta a ser apresentada à Prefeitura de João Pessoa, pela qual a COESA pagaria: R$ 10.000,00 pela cessão do contrato para COJUDA (certamente, outro acerto seria feito entre COESA e COJUDA que abarcasse tal despesa); R$ 9.000,00 pela reativação do contrato de drenagem; R$ 7.000,00 pela cessão do contrato para COJUDA (vale a mesma ressalva sobre acerto posterior ); e R$ 3.000,00 da cessão “para secretariado” na obra da orla. 125. O documento 05 apreendido (fl. 1460) mostra que a COESA tinha créditos a receber pertinentes a três convênios (0135.887-69, 0135.575-94 e 0134.034-18; estes dois últimos não abarcados pela ação penal) que somavam R$ 4.230.436,89. 126. No documento 04 (fl. 1457) soma-se o valor de R$ 329.987,89 (fonte de recursos não identificada), apurando-se créditos a receber no valor total de R$ 4.560.424,78. Sobre este valor, aplicou-se o percentual de 10%, apurando-se propina devida de R$ 456.042,48. Segue-se então apuração de débitos a serem abatidos na dívida da propina: R$ 50.000,00 já pagos; R$ 91.208,87% de redução (renegociação) para 8%; R$ 55.970,90 de “redução CL” (valores pagos a CÍCERO LUCENA); R$ 88.000,00 de acordo de cessão. 127. Tem-se como certo que o valor de R$ 55.970,90 de “redução CL” foi destinado a CÍCERO LUCENA porque, na sequência do documento 04, há apuração de tal valor como devido à DISCÍPULO, codinome pelo qual CÍCERO LUCENA era mencionado nas conversas interceptadas. Para DISCÍPULO, foi pago percentual de 3% (três por cento) sobre R$ 1.204.303,43 sendo que, entre créditos e débitos, totalizou R$ 55.970,90 a pagar – fl. 1459. 128. Sobre tratamento de DISCÍPULO dado a CÍCERO LUCENA, a Polícia Federal compilou as referências contidas nas interceptações telefônicas, sendo que MARCELO se referiu a CÍCERO LUCENA como discípulo em duas ligações – vide fls. 1482/1483. 129. No documento 06 consta a situação da propina devida em 31.03.2003 (R$ 704.126,05) a ser repartida entre DISCÍPULO e outros não identificados: BALCÃO, REPRESENTANTE, VIOLINO E CUNHADO. Este montante não é compatível com o porte da obra do convênio 0135.887-69, e no documento 07 há menção à “Barragem de Acauã”, pelo que tais anotações não são consideradas como prova de pagamento de propina que interesse a este processo. De igual modo, nos documentos subsequentes não guardam correlação com a obra objeto dos autos – fls. 1461/ss. 130. Desta feita, está cristalino que o acusado MARCELO pagou propina para servidores do Município de João Pessoa, inclusive para o então prefeito, para lograr executar obra do contrato de repasse 0135.887-69. 131″.

O empresário Marcelo Queiroga não foi localizado pela reportagem para comentar a decisão.

Resposta do senador Cícero Lucena:

“Tenho tranquilidade em relação a esse fato. Até por que o próprio processo tem, a pedido da Polícia Federal, uma quebra de sigilo bancário minha, da minha esposa, de todos os meus filhos, dos meus irmãos, e a mesma atesta que o meu movimento financeiro, a minha variação patrimonial durante dez anos foram compatíveis com a minha renda. Então, eu estou tranquilo e cabe ao Marcelo (Queiroga) recorrer e cabe a ele fazer a prova. Sobre suposição, eu tenho a tranquilidade de que não aconteceu nada em relação a isso. Até por que se ele tivesse algum esquema comigo, ele teria executado as obras e não teria delegado a outros como ele fez”, disse.

 

Vídeo mostra Bolsonaro sendo esnobado ao tentar tietar Sérgio Moro

O deputado federal e virtual candidato a presidente da República Jair Bolsonaro (PSC-RJ) viveu uma saia justa sem tamanho no Aeroporto de Brasília, nesta quinta-feira (30). Quando percebeu a presença do juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, em Curitiba (PR), correu para cumprimentá-lo. De frente para as câmaras e animadamente, se posicionou à frente do magistrado e bateu continência. A resposta foi um riso constrangido de Moro que, de imediato, deu as costas e foi embora, deixando no vácuo e com cara de quem sobrou na curva o parlamentar. Bolsonaro foi “salvo” por alguns fãs que passaram a tietá-lo. O vídeo da Mídia Ninja viralizou na internet.

https://www.youtube.com/watch?v=-ilP21yctoE

Mais cedo, o juiz Sérgio Moro foi condecorado com o grau de distinção pelo Superior Tribunal Militar (STM), em Brasília. Por ocasião dos 209 anos da Justiça Militar da União, o STM condecorou cerca de 190 pessoas. Moro foi um dos que receberam a medalha diretamente do presidente do tribunal, José Coêlho Ferreira. “Eu disse que estava dando essa medalha, essa condecoração, não só a um juiz federal, mas a um juiz federal que estava fazendo um trabalho que toda a sociedade estava reconhecendo”, disse Coêlho a jornalistas ao ser perguntado sobre as palavras que transmitiu a Moro. “Está fazendo um grande trabalho”, reforçou.

Bastante assediado por equipes de reportagem e outros condecorados que lhe pediam fotos e filmagens, Moro teve que ser isolado por seguranças e deixou a quadra do Clube do Exército, onde ocorreu a cerimônia em Brasília, sem falar com a imprensa. Receberam condecorações também a presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Laurita Vaz, o vice-procurador-geral da República, José Bonifácio de Andrada, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o ministro da Defesa, Raul Jungmann, entre outros.

Manifestantes parodiam música do Abba com críticas à Reforma da Previência para protesto

Movimentos sociais e até desembargadores da área trabalhista prometem muito barulho nesta sexta-feira (31) para marcar os protestos contra a Reforma da Previdência, as Terceirizações e a defesa da Justiça do Trabalho. Apesar de motivações diferentes, eles têm alvos comuns: o governo federal e o Congresso Nacional. No caso do ato destinado à Reforma da Previdência e à Terceirização, os manifestantes fizeram até uma paródia de uma das músicas da banda sueca Abba, que trata das perdas com os projetos que estão sendo aprovados pelo Congresso Nacional.

A concentração em João Pessoa terá em frente ao Sinttel (Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado da Paraíba), a partir das 15h, e o evento terá a participação de servidores públicos e privados, além de trabalhadores rurais. A mobilização tem ocorrido através das redes sociais. Em todo o país, o grupo promete manifestação contra o presidente Michel Temer (PMDB), avalista das proposituras enviadas ao Congresso Nacional. Apesar de aprovada na Câmara, uma nova versão do projeto da terceirização tramita no Senado.

O Ato Público em Defesa da Justiça do Trabalho vai acontecer às 9h, em frente ao Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região. O presidente do TRT13, desembargador Eduardo Sergio de Almeida, fará a abertura do ato, que será conduzido pelo juiz Paulo Henrique Tavares, vice-diretor da Escola Judicial. O evento tem apoio de várias entidades e associações, como a Associação dos Magistrados do Trabalho da 13ª Região (Amatra13) e da Associação dos Servidores do TRT (Astra13).

O objetivo, segundo os organizadores, é chamar a atenção da sociedade para os relevantes serviços prestados pela Justiça do Trabalho, instituição que pacifica greves e equilibra a relação entre capital e trabalho, garantindo direitos sociais em sintonia com a necessária preservação da atividade econômica. O ato também pretende alertar para a constante ameaça de fragilização da Justiça do Trabalho e dos direitos sociais.

Leoni critica Temer e desabafa: “a gente não consegue tirar ele de lá”

O cantor e compositor Leoni esteve em João Pessoa no fim de semana, quando realizou um show primoroso no Teatro Pedra do Reino. Mas antes de tudo isso, ele conversou com a repórter Gabriela Muniz, do Jornal da Paraíba. Com histórico de militância de esquerda, o artista, que vestia uma blusa com os dizeres “Cuba Rebelde“, falou de política ao ser questionado sobre a música “As coisas não caem do céu“, cuja temática casou com os protestos de rua ocorridos no Brasil, em junho de 2013. As manifestações, segundo ele, mostraram que as pessoas têm poder apenas relativo.

Na entrevista, Leoni critica a pouca capacidade de resolução das manifestações para temas, por exemplo, como a retirada do presidente Michel Temer (PMDB) do poder. “A gente tem atualmente um presidente não eleito, fazendo tudo ao contrário do que o povo espera e a gente não consegue tirar ele de lá. E o pessoal deixou até de ir para rua, não é? Para reclamar. Então, percebeu que tem algum poder, que não é um poder tão grande assim, que a gente tem que imaginar outras formas de relacionamento com o poder”, ressaltou o artista.

Além das críticas a Michel Temer, o cantor também lamentou a atuação dos políticos brasileiros. “A política representativa não nos representa, a democracia representativa, as pessoas estão lá e não dão a menor satisfação para quem os elegeu. Então, acho que é um momento complicado. Mas é isso, as coisas não caem do céu. Se é difícil, não fazer nada torna impossível um relacionamento”, ressaltou Leoni. Apesar de militante, durante o show, o cantor evitou referências político-partidárias, mesmo quando, da platéia, ouviu gritos tímidos de “Fora Temer”.

 

Em artigo, Michel Temer diz que “o emprego voltou”

A Presidência da República divulgou divulgou nesta semana um artigo escrito pelo presidente Michel Temer (PMDB). Nele, o gestor apresenta um quadro otimista sobre os primeiros sinais de recuperação da economia. O ponto a ser comemorado, de acordo com o peemedebista, é a retomada do crescimento do emprego, depois de 22 meses de desempenho negativo. Confira a íntegra do artigo:

O emprego voltou

*Michel Temer

A melhor notícia que um governante pode transmitir, sejam quais forem as circunstâncias que envolvem o momento de sua administração, é a geração de novos empregos. Tive a felicidade de fazê-lo, ao anunciar que, depois de 22 meses de números negativos, revertemos a tendência de queda. Foram criados mais de 35 mil empregos com carteira assinada em fevereiro.

É claro que temos ainda muitos milhões de brasileiros a trazer de novo para o mercado formal. O importante é que o emprego está voltando. Agimos de forma corajosa para que a iniciativa privada, que gera os empregos, possa prosperar. Sem o empresariado fortalecido não temos oportunidade de novas vagas na indústria, no comércio, na agricultura, nos serviços.

Tivemos a ousadia de editar uma lei que limita os gastos públicos. E foi uma ação bem sucedida, porque há um diálogo muito sólido com o Congresso Nacional, que aprovou nossa proposta em tempo recorde. Colocar ordem nas contas públicas é criar condições para a retomada do crescimento e, consequentemente, geração de empregos, nosso objetivo central.

A queda da inflação e a baixa dos juros básicos da economia vieram logo a seguir. Segundo o Banco Central, até o final do ano, a inflação estará abaixo do centro da meta, que é de 4,5%. Todos sabemos que esses fatores são imprescindíveis para o crescimento da economia, o que significa mais renda e mais empregos.

Com a liberação dos saldos das contas inativas do FGTS, vamos injetar cerca de R$ 35 bilhões na economia brasileira. Todo esse dinheiro vai diretamente para as mãos de mais de 30 milhões de trabalhadores. Dívidas serão pagas, reabrindo acessos ao crédito. Compras adiadas vão aquecer, especialmente, o comércio lojista. No final, seja qual for a aplicação desse dinheiro, toda a sociedade será beneficiada.

Para este ano, nós destinamos, apesar da crise que enfrentamos e estamos vencendo, R$ 75 bilhões para a construção de cerca de 600 mil casas no Minha Casa Minha Vida, que vai incentivar a construção civil. E isso significa mais empregos para quem precisa.

A confiança no Brasil está sendo recuperada. O caminho da responsabilidade começa a dar resultado. Vamos fazer as reformas da Previdência e trabalhista que o Brasil tanto precisa para seguir na retomada do crescimento econômico sustentável e do desenvolvimento social.

*Presidente da República

Zé Paulo tira licença da Assembleia para tratar “triglicerina altíssima”

Zé Paulo deve tirar licença para tratamento médico na Assembleia Legislativa. Foto: Francisco França/Arte: Cógenes Lira

O deputado estadual Zé Paulo (PSB) anunciou nesta quinta-feira (30) que vai tirar licença de 121 dias para o tratamento de saúde. Ao ser questionado sobre a enfermidade que precisa de atenção médica, o parlamentar explicou que está há dois anos no mandato, disputou duas eleições e está com a “triglicerina altíssima”, isso mesmo, “triglicerina altíssima”, além de problemas com o colesterol. O problema mesmo é que a enfermidade não é prevista na literatura médica.

Não surpreende para uma Casa onde o também deputado estadual João Gonçalves (PDT) não apenas saiu em defesa do Voto de Aplauso aprovado na Câmara de Vereadores de Bayeux destinado a um grupo de WhatsApp, mas também decidiu apresentar um projeto com igual teor na Assembleia Legislativa. E tudo isso nesta quinta-feira. É ou não é uma Casa legislativa capaz de provocar surpresas?

Voltando ao caso de Zé Paulo, não demorou muito para que alguns engraçadinhos procurassem saber o que significa essa tal de “triglicerina”. Vou logo dizendo que ela não figura como nenhum dos 118 elementos da tabela periódica. Há quem diga ser um híbrido de glicerina com trinitrotolueno (fórmula da dinamite). Se for, poderá, de repente, figurar como o 119º ou 120º elemento da tabela, ao lado, talvez, do adamantium, existente apenas no universo fantástico dos quadrinhos. Outra tese é que ele pode ter se referido a três sabonetes de glicerina. Daí o “tri-glicerina”.

Mas brincadeiras à parte, o deputado deve se afastar do cargo nos próximos dias, dando espaço para a posse do suplente Cabo Sérgio Rafael, do PCdoB. A sigla era o partido de Zé Paulo até pouco antes das eleições do ano passado, quando ele disputou a prefeitura de Santa Rita e foi derrotado pelo atual prefeito, Emerson Panta (PSDB). Em pouco mais de um ano, mais de 40 parlamentares assumiram vaga na Assembleia Legislativa, contabilizando-se os suplentes. A Casa tem 36 cadeiras.

Ex-petista, Cartaxo vai homenagear pai de Lindbergh Farias

Lindbergh Farias ao lado de Luciano Cartaxo, durante encontro em 2013. Foto: Divulgação/Secom-JP

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Bancários, em João Pessoa, ainda está em construção, mas já tem nome escolhido. O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), resolveu prestar uma homenagem ao pai do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), dando o nome dele ao equipamento. A medida ocorre dois anos após o gestor pessedista ter deixado o Partido dos Trabalhadores, em meio à crise nacional nacional da sigla. O prefeito encaminhou nesta semana à Câmara Municipal um projeto que propõe dar o nome de Dr. Luiz Lindbergh Farias para a instituição de saúde. A matéria ainda está em tramitação na Casa.