Rodrigo Maia é reeleito, Bolsonaro dá vexame e Rômulo fica com a 4ª Secretaria

Rodrigo Maia discursa para os colegas durante sessão. Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito nesta quinta-feira (2) para um novo mandato à frente da Câmara dos Deputados. Ele teve o nome sacramentado com 293 votos, seguido de Jovair Arantes (PTB-GO), com 105 votos; André Figueiredo (PDT-CE), com 59; Júlio Delgado (PSB-MG), com 28 votos, e Luiza Erundina (Pson-SP), com 10. O “badalado” e polêmico deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), pré-candidato a presidente da República em 2018, completou a lista de postulantes com inexpressivos 4 votos (certamente o dele, o do filho, Eduardo, e outros dois).

 

Foto: Reprodução/TV Câmara

Foram registrados cinco votos em branco. Com o resultado, Maia permanece no comando da Casa até o final de 2018. A eleição confirmou o favoritismo do democrata que contava com o apoio do Palácio do Planalto. Apoiado por um bloco formado por 13 partidos, ele também contou com o apoio do PCdoB para a sua eleição, apesar da legenda ter formado um bloco com o PT e o PDT, que apoiaram a eleição de André Figueiredo (PDT-CE).

Foto: Reprodução/TV Câmara

O deputado federal paraibano Rômulo Gouveia (PSD) foi eleito para a quarta secretaria. O cargo é responsável, entre outras coisas, pela concessão de auxílio moradia para os parlamentares. Durante entrevista à CBN João Pessoa, na manhã desta quinta-feira, o parlamentar demonstrou otimismo em relação à eleição. Ele conquistou 433 votos no pleito.

Discursos

Antes da eleição, os candidatos ocuparam a tribuna para apresentar suas propostas. Primeiro candidato a falar, Maia começou seu discurso mostrando solidariedade à família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela morte cerebral da ex-primeira dama Marisa Letícia, decretada na manhã desta quinta.

Na oportunidade, ele criticou a judicialização do processo de escolha da Mesa Diretora da Casa. A candidatura de Maia foi alvo de quatro ações no Supremo Tribunal Federal que questionavam sua legalidade. “Muito se fala em fortalecimento da nossa Casa, muito se fala em fortalecimento da Câmara, mas mais uma vez o ator principal da nossa eleição foi o poder Judiciário e, por incrível que pareça, por decisão dos próprios políticos. Essa é uma decisão que vem enfraquecendo a nossa casa”, disse Maia.

Segundo Maia, para que país saia da crise, é preciso que se discuta o pacto federativo, para aliviar o caixa dos estados e municípios. O candidato também defendeu as reformas Trabalhista e Previdenciária. Maia presidiu a Câmara por sete meses, em substituição ao ex-deputado Eduardo Cunha. Durante sua gestão, manteve boa relação com o Poder Executivo. Para ele, não só a independência dos Poderes é importante, mas também a harmonia entre eles.

Em seguida, foi a vez de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ocupar a tribuna. O candidato disse que o Brasil vive uma crise entre os três Poderes e que a eleição do novo presidente precisa resgatar a credibilidade da Casa. “Hoje temos um Câmara que não cria lei, que não fiscaliza, que não representa os anseios do povo. O pode Legislativo se apresenta subserviente ao Executivo e ao Judiciário”, disse Bolsonaro em seu discurso.

Jovair Arantes (PTB-GO) discursou na sequência e dedicou boa parte de sua fala para tratar do funcionamento da Câmara. Ele defendeu rodízio “rigoroso” nas presidências e relatorias de comissões, dando “protagonismo aos deputados dos mais variados cantos do Brasil”. Arantes também defendeu que as sessões deliberativas terminem antes das 21h. “Aqui não é boate para funcionar à noite”, disse.

Candidato avulso pelo PSB, Júlio Delgado (MG) foi o quarto a ocupar a tribuna e criticou a candidatura de Maia à reeleição. Delgado leu trechos da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello que liberou a candidatura de Maia, mas determinou que ele se pronuncie a respeito dos questionamentos sobre a ilegalidade de sua candidatura.

Maia assumiu o cargo em julho passado, após a renúncia de Cunha. Na avaliação de Delgado, o candidato fluminense faltou com a palavra de cumprir apenas o mandato-tampão e não tentar se reeleger. “Corremos o risco de abrir um precedente perigoso com a eleição de um candidato sub judice que pode trazer consequências para este Parlamento. A instabilidade política e institucional volta a pairar nesse momento perigoso”, disse Delgado.

André Figueiredo (PDT-CE), candidato da oposição, começou o seu discurso criticando o que chamou de subserviência do Legislativo ao poder Executivo. “Há dois caminhos a seguir nesta eleição: o primeiro, da subserviência, de a Câmara estar sempre atrelada ao Poder Executivo; o segundo, de abertura da Casa para a discussão de temas encaminhados não só pelo Executivo, como pela população brasileira e pelos próprios parlamentares”, disse Figueiredo que defendeu que o parlamento seja mais permeável às demandas da sociedade.

“Queremos resgatar o que a Casa já foi. O presidente da Câmara não pode ser instrumento de chantagem do Poder Executivo, como foi há pouco tempo, ou mero carimbador da vontade do Executivo, como está sendo agora”, disse.

Última a se pronunciar, a deputada Luiza Erundina (Psol-SP) disse que o parlamento tem que respeitar as manifestações populares que ocorrem dentro da Casa e querem ser ouvidas pelos deputados. Ela cobrou igualdade de gênero e raça. “Precisamos abrir a Câmara a temas como a igualdade de gênero e raça””, disse. Erundina também defendeu a reforma política e cobrou o cumprimento do Regimento Interno e respeito às posições da Maioria da Minoria.

Mesa Diretora

Neste momento, o presidente eleito Maia conduz a eleição para os demais cargos da Mesa Diretora. Antes do início da votação, o líder do PSDB Ricardo Tripoli (SP) informou que o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) retirou candidatura para o cargo de segundo secretário, deixando o caminho aberto para Mariana Carvalho (PSDB-RO) vai ficar com a vaga.

Quem também tenta construir unidade é o PMDB. O partido estava dividido em torno da disputa para a primeira vice-presidência. Mas o líder da legenda, Baleia Rossi (SP), disse que Jose Priante (PMDB-PA) desistiu da candidatura atendendo aos apelos do presidente da República, Michel Temer, pela unidade do partido. Com isso, a legenda vai apoiar o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), candidato oficial. Ainda seguem na disputa Osmar Serraglio (PMDB-RS) e Fábio Ramalho (PMDB-MG).

Para a segunda vice-presidência estão concorrendo André Fufuca (PEN-MA) e Eduardo da Fonte (PP-PE). A disputa também ocorre para o cargo e 3º secretário no qual concorrem João Fernando Coutinho (PSDB-PE) e o deputado JHC (PSB-AL).

Com informações da Agência Brasil

 

Petistas lamentam morte de Marisa e culpam Sérgio Moro

Marisa Letícia ao lado do e-presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert

A confirmação da morte cerebral da ex-primeira-dama Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Lula, causou grande comoção entre os petistas paraibanos. Ouvidos pelo blog, as reações variaram de relatos emotivos a ataques à operação Lava Jato e, principalmente, ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações na primeira instância. A confirmação da morte ocorreu na manhã desta quinta-feira (2), em decorrência de um aneurisma diagnosticado há uma década e agravado nos últimos dias. A família iniciou os preparativos para a doação de órgãos.

“Essa morte pode ser facilmente atribuída a um algoz, que transformou a vida da dona Marisa em um verdadeiro inferno, sabendo que ela não tinha culpabilidade, procurando matar politicamente Lula, terminou matando fisicamente a sua esposa. Se alguém atribuir alguma coisa, procure no (juiz Sérgio) Moro. Ele que transformou a vida dela num inferno. Aí veio o aneurisma, a pressão alta, o estresse, tudo aquilo que é necessário para quem tem problema daquela natureza (ter o quadro agravado). Então, ele vai morrer, o senhor Moro, com esse drama na consciência”, disse o deputado estadual Anísio Maia.

Já a vice-presidente do partido, Giucélia Figueiredo, foi mais emotiva nas suas colocações. Ela lembrou a importância de Marisa Letícia para a história do Partido dos Trabalhadores. “Foi ela quem confeccionou a primeira bandeira do PT. É uma perda inestimável para o ex-presidente Lula e para todos nós do partido”, ressaltou, lembrando que a história da petista se confunde com a da sigla. “Vou parar de falar porque já estou começando a chorar”, disse Giucélia ao encerrar a entrevista.

O presidente estadual do PT, Charliton Machado, falou da tristeza com a qual foi tomado ao receber a notícia. “Dona Marisa Letícia foi essencial para a história de Lula e do Partido dos Trabalhadores”, ressaltou. O dirigente lembrou ainda o caso da mãe dele, falecida há 20 anos, também por acometimento de um aneurisma. A ex-presidente Dilma Rousseff (PT), alvo de um impeachment no ano passado, divulgou nota nas redes sociais, na qual se solidariza com o ex-presidente Lula. “Estamos juntos, presidente Lula, agora e sempre”.

História

A ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, 66 anos, teve morte cerebral confirmada na manhã desta quinta. Ela está na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês desde o dia 24 de janeiro. Segundo boletim médico, foi realizado um doppler transcraniano que identificou a ausência de fluxo cerebral na paciente. Diante do resultado e com autorização da família, foram iniciados os procedimentos preparativos para a doação de órgãos.

Pelo Facebook, a família da ex-primeira-dama agradeceu as manifestações de afeto recebidas no últimos dias. “A família Lula da Silva agradece todas as manifestações de carinho e solidariedade recebidas nesses últimos 10 dias pela recuperação da ex-primeira-dama Dona Marisa Letícia Lula da Silva. A família autorizou os procedimentos preparativos para a doação de órgãos”, diz a mensagem na rede social.

Marisa Letícia Lula da Silva nasceu em São Bernardo do Campo (SP), em 1950, sob o nome de Marisa Letícia Casa. Começou a trabalhar aos nove anos, como babá na casa de um sobrinho do pintor Cândido Portinari. Cresceu em uma família de onze irmãos e casou-se aos 19 anos com o taxista Marcos Cláudio da Silva. Três meses depois e grávida do primeiro filho, Marisa viu-se viúva após Marcos Cláudio ser assassinado durante um assalto.

Em 1973 conheceu Lula no Sindicato dos Metalúrgicos. Sete meses após se conhecerem, casaram. Com Lula, teve três filhos. Também compõem a família Marcos, filho do primeiro marido, e a enteada Lurian, filha de outro relacionamento de Lula. Marisa esteve ao lado de Lula durante sua ascensão política, desde os tempos de sindicato, passando pela fundação do PT – que ajudou a criar – até a presidência da República, em 2003.

 

Ao mesmo tempo que fecha escolas, Ricardo amplia leque de “derrotados” no governo

Reprodução/TSE

Ao mesmo tempo em que fecha escolas e demite professores e diretores para “modernizar” a educação no Estado, o governador Ricardo Coutinho (PSB) continua firme e forte na construção de um guarda-chuvas para abrigar os aliados que tiveram insucesso nas urnas nas eleições deste ano. O Diário Oficial desta quinta-feira (2) traz o nome de Adauto Fernandes (PTB), candidato a vereador de João Pessoa no pleito de 2016 que conseguiu inexpressivos 951 votos. Mesmo assim, por indicação do seu partido, vai ocupar o cargo de Secretário Executivo de Representação Institucional do Estado da Paraíba. O PTB confirmou recentemente a adesão ao governador Ricardo Coutinho.

Fernandes não teve mais votos que o ex-vereador de Campina Grande, Napoleão Maracajá (PCdoB), dono de 3.244 votos no pleito, mas teve mais sorte. Vai ocupar uma secretaria, enquanto Maracajá foi nomeado no mês passado para um cargo de assessoramento. O representativo cargo de Assessor para Assuntos Parlamentares da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar e Desenvolvimento do Semiárido. Deve ter uma utilidade enorme para a sociedade. Mas estes são apenas alguns dos aliados derrotados que encontraram guarida no governo do Estado.

Antes deles, entre muitos outros, o governador Ricardo Coutinho (PSB) abriu espaço para o vice-prefeito de João Pessoa, Nonato Bandeira (PPS); a ex-prefeita de Cajazeiras, Denise Oliveira (PSB), e a mulher do deputado federal e ex-candidato a prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo, Ana Cláudia, que estava na planície desde que deixou o cargo que ocupava na Fundação Nacional de Saúde (Funasa), durante o governo de Dilma Rousseff (PT).

Os nomes foram divulgados na edição do dia 30 de dezembro do Diário Oficial. Nonato Bandeira, como o anunciado previamente, ocupou o cargo de Chefe de Gabinete do governador Ricardo Coutinho, no lugar do presidente do PSB de Campina Grande, Fábio Maia. Este último, por outro lado, foi para o cargo de Executivo da Secretaria de Planejamento. Bandeira passou a ter ao seu lado Ana Cláudia Vital do Rêgo, na pasta Executiva da Casa Civil, no lugar de Paula Laís de Oliveira Santana. Já Denise Oliveira assumiu o cargo de secretária Executiva do Desenvolvimento Humano. A pasta tem como titular Cida Ramos (PSB), que também foi derrotada nas eleições deste ano, quando disputou a prefeitura de João Pessoa.

Nas escolas

O blog do Rubão, do Jornal da Paraíba, trouxe nesta quarta-feira a história da diretora de uma escola premiada pelo governo do Estado e fechada em seguida pelo mesmo governo do Estado. Trata-se de Ilka Andrade, da Escola Estadual Fenelon Câmara, de João Pessoa. Ela foi demitida depois que a TV Cabo Branco divulgou matéria na última terça-feira denunciando o caso. Confira.

Joás de Brito nomeia irmã de Cássio para chefe de gabinete da presidência

Joás de Brito conquistou dez votos para a disputa. Foto: Divulgação/TJPB

O novo presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, Joás de Brito Pereira Filho, virou alvo dos internautas nas redes sociais no mesmo dia em que foi empossado no cargo, após intensa batalha interna. O motivo da polêmica não tem nada a ver com a judicialização do pleito, mas com a nomeação da irmã do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) para o cargo de chefe de gabinete da presidência. O nome de Glauce Cunha Lima foi publicado no Diário do Poder Judiciário desta quinta-feira (2), disponibilizado desde a noite desta quarta no portal do TJPB. Durante a sua posse, o magistrado anunciou a formação de uma equipe técnica.

Brito chegou ao Tribunal de Justiça há dez anos, como nome indicado na quota dos advogados através do quinto constitucional. Era o segundo nome de uma lista encabeçada pelo ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Paraíba, Odon Bezerra, o mais votado pela categoria. O nome foi escolhido pelo então governador Cássio Cunha Lima, em 2007, provocando a irritação do primeiro colocado. Ainda em 2007, houve a primeira nomeação de Glauce Cunha Lima para o cargo de chefe de gabinete do magistrado, o que gerou polêmica já naquela época. De lá para cá, a nomeação foi constantemente renovada e, agora, teve como destino o gabinete da presidência.

A justificativa para a escolha pode até ser técnica, mas causa inevitável repercussão no campo político em uma corte que precisa, urgentemente, ser vacinada desta prática. A nomeação acontece também no mesmo dia em que Cássio Cunha Lima foi eleito para a primeira vice-presidência do Senado Federal.

Joás usa citações bíblicas ao falar de união na Corte durante posse na presidência do TJPB

Joás de Brito toma posse na presidência do Tribunal de Justiça. Foto: Reprodução/TJPB

O desembargador Joás de Brito Pereira Filho iniciou o seu discurso, durante a posse na presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), nesta quarta-feira (1°), com uma citação bíblica. O trecho escolhido foi extraído de Isaias 46, 3-4; 9-12 e fala sobre o quanto são “felizes os que temem o Senhor, os que andam em seus caminhos”. O texto, no discurso, deu o tom do desafio colocado como meta pelo magistrado, que terá como uma das suas principais missões a busca pela unidade no Judiciário. A eleição que culminou com a escolha dele para o comando do TJPB abriu feridas, reveladas com sucessivos embates e brigas que deixaram os corredores do Tribunal de Justiça e ganharam as ruas.

“Hoje, recebo uma nova e árdua missão: a de comandar o Poder Judiciário do nosso Estado. Sei das dificuldades que irei enfrentar, mas terei ao meu lado os meus pares e, mais próximos, os eminentes desembargadores João Benedito da Silva, na condição de vice-presidente, e José Aurélio da Cruz, na corregedoria”, disse Joás de Brito. Ele tratou de fazer referência, também, ao processo eleitoral ainda sub judice que o levou ao poder. Lembrou do recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) que resultou na anulação da primeira eleição, que conduziria João Alves para o comando da Corte. Alegou que tudo foi feito para que fosse respeitada a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman).

Apelo à unidade

“Para que essa missão possa frutificar, sei que precisarei buscar o apoio dos meus pares. Isso passa, necessariamente, por um processo de pacificação, pacificação essa que lutarei fortemente para alcançá-la. Procurarei ouvir a todos, abraçarei os projetos que me apresentarem e que sirvam para o engrandecimento e fortalecimento do Poder Judiciário”, ressaltou Brito, reforçando como argumento a lembrança do tempo em que as disputas pela presidência não existiam, já que, pelo critério de antiguidade, todos chegariam ao topo da carreira na magistratura. No pleito do dia 16 de novembro, anulado pelo STF, foram eleitos João Alves da Silva Júnior, Leandro dos Santos e José Aurélio da Cruz, para os cargos de presidente, vice e Corregedor.

“Sei também da minha responsabilidade, principalmente, por estarmos vivendo um momento bastante delicado na vida nacional, onde se sabe que esse Poder é ‘o último esteio de preservação das instituições, a última barricada para que a ordem seja mantida, a última fortaleza da proteção dos direitos individuais, a última trincheira de um país assolado por escândalos políticos’, tomando por empréstimo as palavras do Professor Yves Gandra Martins, ao referir-se ao Supremo Tribunal Federal”, ressaltou.

Joás de Brito prometeu também esforço para atualizar a LOJE e o Regimento Interno. Prometeu formar uma equipe de trabalho forte e técnica. Além disso, assegurou que manterá um relacionamento amistoso e respeitoso com todos os servidores, membros da magistratura, do ministério público, da advocacia pública e privada, bem como os respectivos órgãos de classe, associações e sindicatos. Uma queixa antiga foi respondida antecipadamente pelo magistrado, com a promessa de que implantará critérios objetivos para a substituição de juízes, além de austeridade e total transparência na execução do orçamento, controlando os gastos e cumprindo, à risca, as recomendações e orientações do Tribunal de Contas do Estado.

Histórico
A reclamação acatada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki (já falecido), contesta a regra adotada nas duas últimas eleições para o comando da casa, baseada no voto direto e não mais pelo critério de antiguidade. Com a decisão, a atual mesa teve a sua vigência prolongada e convocou novas eleições. Há outro recurso tramitando no Supremo, só que desta vez contestando a eleição de Joás de Brito.

 

TCE publica decisão que libera Fundac para contratar 400 agentes socioeducativos sem concurso

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) oficializou nesta quarta-feira (1°) a autorização para que a Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), do governo estadual, contrate 400 agentes socioeducativos através de um Processo Seletivo Simplificado (PSS). As contratações estavam suspensas desde o ano passado, quando uma medida cautelar da corte determinou a suspensão dos contratos. A decisão publicada no Diário Oficial Eletrônico estabelece, no entanto, que os contratos terão duração de 12 meses, período em que o órgão deverá providenciar um concurso público para a substituição dos contratados precariamente.

A decisão publicada no Diário Eletrônico também estabelece a advertência ao governador Ricardo Coutinho (PSB) de que ao final do prazo, os contratos passarão a ser considerados irregulares e “as despesas que porventura vierem a ocorrer a título de pessoal, serão consideradas ilegais e de sua inteira responsabilidade, sem prejuízo de multa e outras cominações legais”. A lista com os nomes dos selecionados para a etapa de entrevista no Processo Seletivo Simplificado (PSS) da Fundac era prevista para a semana passada, mas foi adiada pelo órgão. Foram mais de 3 mil candidatos inscritos para as vagas e o processo de análise de currículos, que consiste na primeira etapa.

Vagas

As vagas são para as unidades socioeducativas de João Pessoa, Sousa e Lagoa Seca. A liberação da contratação foi feita após a assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pela direção do órgão, com o compromisso de que providenciará o concurso público. A previsão de divulgação da lista de selecionados para o dia 25 de janeiro foi publicada no Diário Oficial do Estado, em dezembro, mas o prazo não foi cumprido. Um grupo de selecionados no Processo Seletivo Simplificado ameaça fazer protesto para forçar a antecipação dos contratos. Ao G1 Paraíba, a assessoria da Fundac disse que ainda não há prazo para a publicação da lista.

O Termo de Ajustamento de Conduta estabelece que a nomeação dos novos agentes aprovados no concurso deverá acontecer até 30 de dezembro de 2018, devendo ser nomeados 50 por mês, a partir de 30 de julho de 2018, totalizando 300 agentes até o final do prazo, quando deverão ser finalizados os contratos dos agentes socioeducativos contratados por meio do processo seletivo simplificado. O Processo Seletivo Simplificado foi suspenso em julho do ano passado, depois de uma recomendação do Ministério Público de Contas. O entendimento da corte foi o de que o cargo deve ser preenchido apenas por meio de concurso.

Recurso
O deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) promete levar ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) denúncia sobre o processo de seleção. Ele alega que o processo é viciado e totalmente direcionado, o que facilitará o cabide de emprego no Estado. Segundo o deputado, no momento da entrevista dos candidatos, demonstrando a tentativa de fraude na realização do processo, era perguntado qual tinha sido o político que havia indicado para a vaga. Além disso, as entrevistas eram realizadas com lápis grafite, o que facilitaria a mudança nas informações. “O Governo do Estado tenta de todas as formas criar vagas para manter seus apadrinhados políticos. Desta vez, utiliza um processo seletivo para contratar 400 pessoas que servirão para fortalecer as fileiras eleitorais do próximo ano. Por isso, vamos levar a denúncia ao Ministério Público da Paraíba”, afirmou o deputado.
 

Crise: Picolé de Manga, de Luciano Cartaxo, não desfilará pelo segundo ano

Desfile do Picolé de Manga, em 2014. Foto: Reprodução/Facebook

Um dos blocos carnavalescos mais tradicionais de João Pessoa, o Picolé de Manga, ficará de fora das prévias carnavalescas da capital paraibana pelo segundo ano consecutivo. A decisão do presidente do bloco, Lucélio Cartaxo, também atinge a versão infantil da agremiação, o Dindim de Manga, e já foi comunicada ao Folia de Rua. No ano passado, o bloco fundado por Lucélio e pelo prefeito Luciano Cartaxo (PSD) anunciou a decisão de abandonar o desfile por causa da crise econômica, que inviabilizou a captação de recursos.

O Picolé de Manga foi fundado em 1993 e, ao longo dos últimos 24 anos, só não havia desfilado em 2016. Em 2014, por exemplo, a agremiação desfilou puxada pela banda Aviões do Forró. Já em 2015, foram à rua com Gabriel Diniz, Raiany Stefany, Ramon Schnayder, Capilé e Gracinha Telles. A desistência do desfile no ano passado veio junto com a decisão da prefeitura da capital de reduzir os repasses para as agremiações. Houve protesto de carnavalescos, mas a desistência do bloco acabou sendo vista como medida de austeridade.

Picolé de Manga distribuído para a população. Foto: Divulgação

No caso deste ano, o prefeito Luciano Cartaxo se reuniu de forma antecipada com representantes do Folia de Rua e do Carnaval Tradição. Foi anunciada a liberação de R$ 700 mil para o período festivo. Apesar disso, a decisão de manter o Picolé de Manga longe das ruas mais uma vez foi tomada em seguida. Além do desfile, uma tradição do bloco era a um picolé gigante, feito com 180 litros de água, 100 kg de polpa, 45 kg de açúcar e 5 kg de amido de milho.

Lamento

O presidente do Folia de Rua, Raimundo Nonato, popularmente conhecido por Bola, lamentou a desistência da agremiação. “Vejo como prejuízo porque é um bloco que costumava arrastar muita gente. Depois que foram para a Epitácio Pessoa, viraram vitrine. É um bloco tradicional e vai fazer falta”, disse.

 

Governo do Estado autoriza reajuste de até 24,9% para o gás natural

Foto: Divulgação/Secom-PB

Os consumidores paraibanos começam o mês de fevereiro com uma notícia nada animadora. O governo do Estado autorizou a PBGás a reajustar o valor do metro cúbico de gás natural em até 24,97%, montante muito superior aos 6,29% do acumulado da inflação dos últimos 12 meses, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE. A decisão da Agência de Regulação do Estado da Paraíba (ARPB) foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (1°). O peso maior no reajuste será para os consumidores residenciais.

A reunião que sacramentou o novo reajuste ocorreu no dia 26 de janeiro, com alíquotas diferentes de acordo com o segmento. O reajuste médio foi de 9,01%. De acordo com a decisão, as tarifas terão reajuste de 6,99% para o industrial; 20,83% para o comercial; 24,97 % para o residencial; 9,98% para o Gás Natural Veicular (GNV); 9,96% para o Gás Natural Comprimido (GNC). Já para os Energéticos de Baixo Valor Agregado (EBVA), classes Coque Verde: 13,50%; Briquetes: 13,70%, e Lenha: 13,90%. Para o segmento Geração Distribuída (GD), o reajuste foi de 9,29%. .

 

Gervásio refaz caminho do pai, mas ainda vai penar para se igualhar ao avô

Foto: Rizemberg Felipe

O deputado estadual Gervásio Maia Filho (PSB) assume nesta quarta-feira (1°) o comando da Assembleia Legislativa, refazendo o caminho do pai, também Gervásio Maia, que comandou a Casa entre os anos de 2001 e 2003. Sem dúvida, um importante passo político do parlamentar, mas ainda muito distante do seu objetivo principal: chegar no mesmo posto alcançado pelo avô, João Agripino (1966-1971). Para isso, como se diz no interior, terá ainda que “comer muita farinha”. O parlamentar assume o cargo com ares de preferido do governador Ricardo Coutinho (PSB) para a disputa do Executivo, em 2018, e tem feito por onde merecer a deferência do “chefe”. Maia tomou a frente das principais articulações para atrair prefeitos eleitos por outras siglas para as fileiras do PSB e tem feito a defesa do partido.

Ricardo não esconde de ninguém o apreço pelo neossocialista, importado das fileiras do PMDB. O governador sabe que terá dificuldades para fazer um sucessor, até por que os principais nomes entre os potenciais candidatos ao governo se agrupam nas fileiras da oposição. Integram a lista o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), e o senador José Maranhão (PMDB) – todos ex-aliados e atuais desafetos de Ricardo Coutinho. Mas é bom lembrar que a Paraíba, em seus registros históricos, tem um cemitério cheio de candidatos que se lançaram em disputas achando que estavam eleitos. Que o digam os ex-adversários e hoje aliados Cássio Cunha Lima e José Maranhão, ambos derrotados pelo governador socialista.

Derrotas

A fama de imbatível de Ricardo Coutinho, no entanto, acaba sempre que ele se coloca como transferidor de votos. Talvez pela insistência de a propaganda eleitoral para beneficiar os aliados focarem muito mais o gestor socialista que as suas crias políticas. Outro ponto que poderá complicar a vida de Gervásio Maia, lógico, é o terreno movediço que se forma para a sucessão. O governador tem agido para fragmentar a oposição, principalmente o PMDB, que padece da falta de renovação com fôlego para voos estaduais, mas terá que exorcizar os fantasmas na sua própria base. A deputada Estela Bezerra (PSB), por exemplo, não fica à vontade vendo o crescimento de Maia. Mas a bomba relógio pode estar nas mãos da vice-governadora, Lígia Feliciano (PDT).

Lígia é vista com desconfiança pelo coletivo, ligado a Coutinho, mas será a governadora a partir de abril de 2018, quando o atual gestor deve se afastar do cargo para a provável disputa por uma vaga no Senado. Sem fazer conta disso, Maia tem feito a parte dele, evitando temas espinhosos, como a construção da nova sede da Assembleia Legislativa. Promete colocar mais de 100 prefeitos na sua solenidade de posse, além de deputados e do governador. Terá dois anos à frente no Legislativo para tentar construir um caminho rumo a 2018 mais sólido que a fracassada tentativa do seu antecessor, Adriano Galdino (PSB), no ano passado, quando disputou a prefeitura de Campina Grande e ficou em um constrangedor quarto lugar.

Histórico

De acordo com a assessoria de imprensa da Assembleia Legislativa, Gervásio Filho será o 60° presidente da Casa em 182 anos da sua existência. Nascido em abril de 1975 e advogado por formação, ele é casado com a também advogada Manuela Maia. Filho do ex-deputado Gervásio Bonavides Mariz Maia e neto do ex-governador da Paraíba, João Agripino Filho. A primeira experiência política de Gervásio Maia foi no ano de 2002, quando foi eleito deputado estadual pelo PMDB com 26.152 votos. Atualmente exerce o quarto mandato de deputado estadual e integra a Comissão de Constituição, Justiça e Redação e Comissão de Administração, Serviços Públicos e Segurança na Assembleia Legislativa da Paraíba.

 

Suetoni Souto Maior: “a moleza acabou. Estou de volta ao trabalho”

Há vários ditos populares que eu poderia usar agora para marcar o meu retorno ao blog, após um breve (pelo menos para mim) período de férias. O que eu mais gosto é o que diz que ‘ninguém se perde na volta’. Esta foi a minha sensação ao retornar ao Jornal da Paraíba, em 2015, após um longo período no Diário de Pernambuco, entre 2010 (incluindo passagem pelo jornal O Norte) e 2014. A impressão não é diferente nesta quarta-feira (1°). Saudades dos colegas de redação e dos leitores, no caso do JP, e dos ouvintes, na CBN. Reencontrarei todos. Momento também de agradecer aos queridos colegas Jhonathan Oliveira e Angélica Nunes, que me representaram de forma brilhante durante o meu período de descanso.

Agradecimentos feitos, fica aqui a minha promessa aos leitores de esforço para trazer sempre notícias confiáveis e rigorosamente apuradas, como mandam os melhores princípios do jornalismo. Bom estar de volta.