Falta transparência e sobram nomeações na Assembleia

Gervásio Maia assumiu o Legislativo no atual biênio. Foto: Roberto Guedes/ALPB

O espaço destinado ao Diário do Poder Legislativo (DPL) da Assembleia Legislativa trouxe nesta sexta-feira (24) a publicação referente ao dia 10 e que estava pendente. Nela, estão os nomes de nada menos que 379 servidores comissionados, que vão dar suporte à atividade legislativa. O número contrasta com o de efetivos, o equivalente a 605, de acordo com a última prestação de contas disponível, referente a junho de 2016. A lista do dia 10, vale ressaltar, traz a republicação por erro dos comissionados nomeados para o primeiro escalão.

O presidente da Casa, Gervásio Maia (PSB), deu declarações durante a sua posse no cargo de que estava exonerando, naquele momento, todos os servidores comissionados para passar um pente-fino na folha de pagamento. A ideia era reduzir o gasto com pessoal. Ele garantiu que haveria critérios objetivos para as novas admissões. Infelizmente, por falta de transparência no repasse dos dados, não é possível fazer comparativos. O último balancete disponibilizado fala em apenas cinco servidores comissionados.

A polêmica em torno das declarações “maquiadas” vem desde a gestão de Adriano Galdino (PSB) à frente da Assembleia Legislativa. O órgão não repassava as informações sobre o quadro de pessoal para o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Por conta disso, os números nunca foram confiáveis. A lista publicada nesta sexta-feira tem validade retroativa ao dia 1º de fevereiro, para garantir o pagamento dos salários. Estão na relação assessores, chefes de gabinetes e assistentes operacionais.

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