Durval Ferreira trabalha para atrair apoiadores de Marcos Vinícius

Durval FerreiraO vereador Marcos Vinícius (PSDB) posou para fotos, na semana passada, ao lado de 16 vereadores que anunciaram apoio a ele para a disputa da presidência da Câmara dos Deputados. A quantidade de votos é mais que o suficiente para ganhar a disputa pelo cargo, mas levando em conta o histórico das disputas pelo poder, na Casa, não faz mal à saúde ficar com um pé atrás em relação ao resultado. Já vimos muitos pleitos com resultado surpreendente, alguns deles, tendo o atual presidente, Durval Ferreira (PP), como artífice.

Aos seus apoiadores, Ferreira tem esbanjado otimismo, principalmente, sobre a possibilidade de tirar apoiadores do tucano. “Alguns deles ligaram para o presidente logo depois de se reunirem com Marcos Vinícius e anunciar apoio. Diziam estar com Durval para o que der e vier”, disse um aliado do progressista, em contato com o blog. O presidente da Casa tem trabalhado com todas as armas para vencer o pleito, o último que diz pretender disputar na Câmara Municipal. Durval está no comando do Legislativo há dez anos.

O prefeito Luciano Cartaxo (PSD) foi chamado pelos vereadores para mediar a disputa, apelos feitos principalmente pelos aliados de Durval Ferreira. O discurso é o da desconfiança, lembrando que a maioria construída por Marcos Vinícius é fundada no apoio quase que irrestrito dos vereadores de oposição, em sua maioria, ligados ao governador Ricardo Coutinho (PSB). Isso preocupou o pessedista, que chamou os vereadores da base aliada para conversar, procurando entender o processo, por mais negativo que pareça ele admitir desconhecimento sobre o processo.

O argumento pregado contra Durval Ferreira tem sido o de que a população cobra renovação, o que não seria o caso com a manutenção no comando da Casa de alguém que está no poder há 10 anos. O parlamentar, no entanto, tem usado uma retórica diferente. Alega que a renovação é feita com a passagem de uma legislatura para a outra, já que é o início de um novo mandato. A eleição para a escolha no novo presidente acontecerá em janeiro, logo após a posse dos novos parlamentares. Até lá, tudo poderá acontecer.

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