Cartaxo congela salários dele, do vice e secretários por quatro anos

Cartaxo na oraO prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), reeleito neste ano, anunciou na manhã desta quarta-feira (9) o congelamento dos salários dele, do vice-prefeito, dos secretários, secretários adjuntos e superintendentes pelos próximos quatro anos. A justificativa apresentada pelo gestor para a medida é a crise econômica enfrentada pelo país. O comunicado se torna público um dia depois de o presidente da Câmara de Vereadores da capital, Durval Ferreira (PP), anunciar que não colocaria em pauta, na Casa, o aumento dos subsídios dos parlamentares.

Com a medida, o salário do prefeito será mantido nos mesmos patamares de hoje, aprovados em 2012, ou seja, R$ 22 mil. O vice tem vencimentos de R$ 16,5 mil, enquanto que os secretários ganham R$ 15 mil e os adjuntos R$ 11 mil. Os vereadores de João Pessoa poderiam reajustar os salários para R$ 18,9 mil, porém, se for mantida a proposta do presidente da Câmara, permanecerá na cada dos R$ 15 mil. O anúncio do prefeito foi feito durante a entrega de uma rua no Alto do Mateus, na manhã desta quarta.

Ouvido pelo blog, Cartaxo explicou que a medida é fruto do arrocho nas contas causados pela crise econômica nacional. Ele explicou que vinha pensando no congelamento há vários meses e essa decisão teria que ser tomada agora, já que a Câmara Municipal tem até o fim do ano para aprovar os subsídios para o período que vai de janeiro de 2017 até dezembro de 2020. “Adotamos medidas para enxugar as contas em 2014 e em 2015 porque a máquina pública precisava funcionar de forma a não deixar que as obras fossem paralisadas”, disse.

O prefeito evitou fazer prognósticos sobre um eventual congelamento dos salários dos servidores públicos municipais. Neste ano, segundo ele em decorrência da crise, todas as categorias não regidas por pisos nacionais ficaram sem reajuste. É o caso de quem ganha salário mínimo e dos professores. “Nos preocupamos primeiro com os salários que são fixados pelos vereadores para o Executivo, porque tem prazo apertado. Ano que vem, depois de observar as receitas e as despesas, essas questões serão analisadas”, ressaltou.

Cartaxo não fixou datas, mas assegurou que serão pagos dentro do mês trabalhado os salários de novembro, dezembro e a segunda parcela do 13º. “Fazemos isso desde o primeiro ano de mandato, em 2013, e vamos repetir agora”, garantiu.

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