Ministro do PSB diz que intermediará encontro de Ricardo com Temer

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Fernando Bezerra Filho (C), durante reunião na Energisa

O ministro das Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, prometeu intermediar uma reunião entre o governador Ricardo Coutinho (PSB) e o presidente Michel Temer (PMDB). A informação foi dada por ele durante agenda cumprida, em João Pessoa, na manhã desta quinta-feira (3). O auxiliar do governo federal integra os quadros do PSB, partido do governador, e se mostrou contrariado com a recusa do presidente em receber o gestor paraibano para uma agenda de trabalho. Bezerra assegurou que vai colocar o tema em pauta durante uma reunião que terá com Temer, às 16h30, em Brasília. “Antes ou depois da reunião vamos colocar esse tema em pauta”, destacou.

O governador Ricardo Coutinho protocolou no dia 24 de outubro um pedido de audiência com Temer. O paraibano foi um dos principais adversários do movimento pró-impeachment, que retirou do poder a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), aliada de Coutinho. O estremecimento voltou à pauta no episódio da subtração de R$ 18 milhões destinados ao viaduto do Geisel. O dinheiro foi liberado antes da saída da petista, porém, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, alegou que as medições da obra não justificariam a liberação integral do montante.

Em resposta ao pedido de audiência do governador, para tratar de questões administrativas, a exemplo do contingenciamento de verbas, o cerimonial do Palácio do Planalto, por telefone, entrou em contato com o Ricardo para dizer que o presidente estava com “dificuldade de agenda para recebê-lo”. O assunto gerou muita polêmica, por conta da recusa de um encontro meramente institucional. O descontentamento dos socialistas paraibanos com Temer é grande. Uma das queixas foi o rebaixamento da nota atribuída pelo Tesouro Nacional aos estados, que serve de balizador dos empréstimos internacionais. A nota caiu de B- para C+, o que impede a Paraíba de contrair empréstimos.

Bezerra Filho falou que, em detrimento de todo esse debate, vai por o assunto na mesa e, de acordo com ele, não haverá impedimento para que o presidente receba institucionalmente o governador. O PSB do ministro e de Ricardo anda dividido entre os que apoiam o governo Temer e defendem uma composição muito provavelmente com o PSDB para a disputa de 2018, o caso de Fernando Bezerra, e os que buscam isenção em relação o atual governo e defendem candidatura própria, grupo em que se insere o governador. Ricardo, vale ressaltar, é ainda mais radical, já que faz oposição a Temer.

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