MPT recorre de decisão para continuar investigando pedofilia na Igreja

eduardo-carandasO Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) vai recorrer da decisão do procurador-geral da República em Exercício, José Bonifácio Borges de Andrada, que suspendeu liminarmente a investigação dos casos de exploração sexual de crianças e adolescentes por membros da Igreja Católica, no Estado. O procurador-geral julgou representação que apontava conflito de atribuições entre o MPT e o Ministério Público da Paraíba (MPPB), já que ambos mantinham investigações sobre o mesmo tema. A decisão foi tomada durante a 19ª Sessão Ordinária do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Com base nela, caberia à instância estadual do Ministério Público apurar o caso.

Por meio de nota, o Ministério Público do Trabalho reconheceu a decisão do Conselho Nacional, mas reafirmou a disposição de adotar as “medidas cabíveis para que o poder investigatório do Ministério Público do Trabalho (MPT) seja restaurado e o procedimento retome o seu curso”. A investigação do órgão era coordenada pelo procurador Eduardo Varandas Araruna que, procurado pelo blog, se restringiu a dizer que o caso corre em segredo de Justiça e que a posição do órgão foi expressa na nota divulgada nesta segunda-feira. Durante o curso da investigação, ele colheu denúncias muito graves envolvendo o arcebispo emérito da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, e religiosos próximos a eles.

Documentos a que o blog teve acesso mostram o envolvimento de vários religiosos que participavam do círculo mais íntimo do arcebispo emérito, a exemplo dos monsenhores Jaelson de Andrade e Ednaldo Araújo. Os dois, ao lado do padre Severino Lima, estão impedidos de ordenar e celebrar missas. Os relatos de testemunhas falam de orgias e relações sexuais na dependências das igrejas. Os jovens seriam agraciados com dinheiro e roupas bancados pelos religiosos. O procedimento foi instaurado no ano passado, após denúncias de que o então arcebispo Dom Aldo Pagotto estaria encobrindo casos de exploração sexual de crianças e adolescentes na Igreja.

Após ser impedido de ordenar, o próprio dom Aldo Pagotto renunciou ao cargo em 6 de julho deste ano. Ele foi substituído no cargo pelo administrador apostólico Dom Genival Saraiva, nomeado pelo papa Francisco. Quando renunciou ao cargo, o agora arcebispo emérito divulgou carta pública na qual admitia ter “confiado demais” em pessoas que não mereciam.

 

 

Confira a nota do Ministério Público do Trabalho

NOTA DO MPT – Exploração sexual na Paraíba

O Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) confirmou que o procurador-geral da República em Exercício, José Bonifácio Borges de Andrada, suspendeu, temporariamente, a investigação acerca da ‘Exploração Sexual de meninos por sacerdotes católicos da Arquidiocese da Paraíba’.

Todavia, reafirma que tomará as medidas cabíveis para que o poder investigatório do Ministério Público do Trabalho (MPT) seja restaurado e o procedimento retome o seu curso.

O procedimento ainda se encontra sigiloso, somente tendo acesso às peças os advogados devidamente habilitados nos autos, para o regular exercício do direito de defesa dos seus constituintes, e não autoriza a divulgação pública do conteúdo investigado.

 

MPPB receberá relatos graves contra padres colhidos pelo MPT

Dom Aldo PagottoO Ministério Público da Paraíba (MPPB) receberá nos próximos dias depoimentos com relatos muito fortes contra religiosos paraibanos acusados de exploração sexual de crianças e adolescentes em casos apurados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O MPPB passa, a partir de agora, a concentrar todas as investigações sobre os supostos casos de pedofilia na Arquidiocese da Paraíba. Por decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o material colhido pelo procurador do Trabalho, Eduardo Varandas, passará às mãos do Ministério Público da Paraíba.

Nos relatos colhidos por Eduardo Varandas, há declarações muito fortes contra o arcebispo emérito da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, e os monsenhores Jaelson Alves de Andrade e Ednaldo Araújo, ambos afastados da Igreja. Em um dos depoimentos, um homem que trabalhou para a Igreja disse que monsenhor Jaelson Andrade começou aos poucos a levar jovens para a casa paroquial. Disse ainda que quando percebeu os casos, foi transferido para a Igreja Mãe dos Homens.

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Os depoimentos colhidos pelo procurador também mostram supostos agrados financeiros que seriam providenciados pelos religiosos.

 

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Envolvimento de jovens em orgias foi relatado pelas testemunhas ouvidas por Eduardo Varandas.

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Apuração

A transferência dos casos investigados pelo Ministério Público do Trabalho foi definida durante a 19ª Sessão Ordinária do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A questão foi analisada em procedimento de conflito de atribuição entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o MPPB, instaurado por provocação do CNMP, com base em procedimento interno da Comissão da Infância e Juventude, presidida pelo conselheiro Walter Agra. O processo, instaurado com base em representação formulada por cidadão que preferiu não se identificar.

Cópias dos autos foram remetidas ao procurador-geral da República, a quem cabe, de acordo com o Supremo Tribunal Federal, dirimir conflitos de atribuições entre as unidades do Ministério Público. Em despacho, o procurador-geral da República em exercício afirmou que “uma vez que os fatos têm nítida repercussão criminal, evidencia-se a atribuição do Ministério Público do Estado da Paraíba para sua investigação”. As investigações no Ministério Público da Paraíba foram iniciadas após o recebimento de investigação da Polícia Federal envolvendo suposta exploração sexual de jovens por membros da cúria.

Durval defende dobradinha para a presidência da Câmara

Durval Ferreira durante sessão na Câmara. Crédito: Olenildo Nascimento

Durval Ferreira durante sessão na Câmara. Crédito: Olenildo Nascimento

A velha máxima de que se você não pode vencê-los, una-se a eles, poderá dar as caras na Câmara de João Pessoa para a definição do próximo presidente da Casa, para a próxima legislatura. O atual mandatário, Durval Ferreira (PP), não esconde de ninguém o desejo de disputar a reeleição. Diz que um grupo de vereadores já o procurou pedindo que ele se mantenha no cargo comandado por ele há quase 10 anos. O problema é que têm crescido as articulações na base aliada em defesa da renovação, abrindo espaço para a disputa pelo cargo. Diante disso, Durval já não descarta uma composição.

A ideia trabalhada por aliados de Durval Ferreira é que seja seguida na Câmara de João Pessoa a mesma receita da Assembleia Legislativa, que elegeu de uma vez Adriano Galdino (PSB) para o primeiro biênio e Gervásio Maia (PSB) para o segundo. O progressista vai conversar nesta terça-feira (17) com Marcos Vinícius (PSDB), seu virtual adversário na corrida pela presidência da Casa. Em conversa com o blog, Ferreira fez muitos elogios ao tucano, bem como à vereadora Eliza Virgínia, também do PSDB, que colocou o nome para a discussão.

Além dos três, surgem como opções para a disputa da presidência da Casa os vereadores Lucas de Brito (PSL), Helton Renê (PCdoB) e Léo Bezerra (PSB). O grupo de oposição a Durval Ferreira critica a falta de renovação na Câmara Municipal. Lembra que o atual presidente está no cargo há quase dez anos. Marcos Vinícius, por exemplo, criou um leque de propostas que ele tem apresentado aos potenciais eleitores, inclusive, com a garantia de espaço para os vereadores de oposição. Ele promete entre outras coisas, revisão do Regimento Interno e mesa de diálogo entre os vereadores e o Executivo.

Subsídios

O presidente da Câmara de João Pessoa, Durval Ferreira (PP), disse nesta segunda-feira que não há prazo para a definição dos novos subsídios de vereadores e do prefeito reeleito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), para os quatro anos da próxima legislatura. “Tenho prazo para fazer isso até o fim do ano. Essa discussão ainda não foi iniciada”, ressaltou o presidente da Casa.

Pedofilia: igrejas de João Pessoa foram pichadas no fim de semana

Divulgação

Divulgação

Igrejas, casas paroquiais e até a cúria foram alvo de pichações neste fim de semana, em João Pessoa. Os alvos das inscrições, todas ofensivas, foram religiosos reconhecidos como opositores ao arcebispo Emérito da Paraíba, Dom Aldo Pagotto. O religioso renunciou ao cargo, em 6 de julho deste ano, acusado de acobertar casos de pedofilia dentro da Igreja e envolvimento amoroso com um jovem. Para o lugar dele, foi nomeado o administrador apostólico Dom Genival Saraiva.

Um dos alvos foi o padre Marcondes Meneses, da Paróquia Menino Jesus de Praga, no bairro dos Bancários. Os vândalos escreveram “pedófilo” nas paredes da Igreja comandada por ele. Entre os padres, a tese corrente é que pessoas ligadas ao grupo fiel a Dom Aldo teriam feito o vandalismo. Dom Genival, recentemente, afastou três religiosos próximos ao arcebispo emérito. Os impedidos de ordenar por tempo indeterminado são Monsenhor Jaelson de Andrade, Monsenhor Ednaldo Araújo e Padre Severino Lima.

whatsapp-image-2016-10-16-at-22-18-30Além de padre Marcondes, os vândalos tiveram como alvo a casa do monsenhor Virgílio e a Cúria Metropolitana. As pichações têm ocorrido de forma coordenada com cartas apócrifas ou mentirosamente assinadas como se fossem de Mariana José Araújo da Silva. Ela é ex-participante da vida pastoral na Paróquia São Rafael, no Castelo Branco. De Mariana saiu a carta que serviu de pivô para a renúncia de Dom Aldo e o afastamento dos outros três religiosos.

Mariana nega a autoria das novas cartas que circulam nas redes sociais e foram enviadas pelos correios e e-mails a vários fiéis. As correspondências acusam outros membros da cúria de pedofilia e envolvimentos com grupos homossexuais. Irritada com a situação, ela registrou Boletim de Ocorrência na polícia negando a autoria. Mariana chegou a ser processada por Dom Aldo, mas foi inocentada das acusações de calúnia e difamação.

Em investigação movida pelo Ministério Público do Trabalho, o procurador Eduardo Varandas Araruna ouviu de uma das testemunhas depoimentos que implicavam Jaelson e Ednaldo nas acusações de pedofilia. Os casos foram anexados pela defesa no processo movido por Dom Aldo contra Mariana e que foi arquivado. Ambos são citados como envolvidos em casos de pedofilia, mas negam as acusações. Eles foram impedidos de ordenar por Dom Genival Saraiva.

Os três padres foram suspensos por tempo indeterminado no dia 29 de setembro. Com a decisão, assinada por Dom Genival Saraiva, administrador apostólico, os religiosos ficam impedidos de celebrar missas, realizar batizados e de fazer qualquer outra atividade inerente ao cargo de padre ou monsenhor. Os religiosos são investigados pela Arquidiocese da Paraíba por supostas práticas incompatíveis com o exercício do sacerdócio atribuídas a Jaelson, Ednaldo e Severino.

Carta com negativa e Boletim de Ocorrência assinados por Mariana Araújo

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TCE manda prefeitura suspender licitação para obras na barreira do Cabo Branco

Barreira do Cabo BrancoO Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou que a prefeitura de João Pessoa suspenda o processo licitatório para as obras de contenção na barreira do Cabo Branco. A medida cautelar foi emitida pelo conselheiro Fernando Catão com base em relatório da auditoria do órgão, que detectou indícios de irregularidades no certame. Na decisão, o membro da corte estabelece prazo de 15 dias para que a secretária de Planejamento da capital, Daniella Bandeira, apresente justificativas a respeito das irregularidades apontadas pelo corpo técnico do órgão.

O processo licitatório para a contratação da obra foi aberto no dia 10 de outubro e, contabilizando-se os quatro lotes, tem valor global estimado em R$ 82.233.773,341. As obras preveem intervenções no continente, com as obras de drenagem, e no mar, com a construção de quebra-mares para conter a energia das ondas. A medida cautelar cita como motivo para o pedido de cancelamento da licitação erros formais do edital de licitação. Lembra, por exemplo, que “o item 5.3.1 do Edital veda a participação de empresas que estejam reunidas em consórcio, mas sem a devida motivação, indo de encontro ao entendimento do TCU”.

A auditoria do Tribunal de Contas entendeu também que a elaboração do estudo de impacto ambiental e relatório de impacto ambiental, previstos no lote 1, deverá ocorrer em separado e anterior a dos demais lotes. O argumento, para isso, é que a Constituição Federal em seu Art. 225, IV, afirma que o estudo de impacto ambiental deve ser prévio, ou seja, deve anteceder à instalação da obra ou atividade capaz de causar degradação ao meio ambiente.

Confira os lotes previstos na licitação:

  1. Elaboração do estudo de impacto ambiental e relatório de impacto no meio ambiente
  2. Implantação de uma proteção de enrocamento ao longo de toda a base da falésia ativa. implantação e posterior remoção de material rochoso e de areia onde será feito o transbordo comercial. Implantação dos quebramares 1 e 2 dispostos de forma sequencial no sentido oeste-leste. Implantação parcial da engorda de praia;
  3. Implantação das obras de drenagem superficial definitiva. implantação e posterior descarga de material rochoso e de areia onde será feito o transbordo comercial. implantação dos quebramares 3 e 4 dispostos de forma sequencial no sentido oeste-leste, esta até a face norte do Cabo Branco. Implantação parcial da engorda de praia;
  4. Implantação e posterior remoção de um segundo caminho de acesso aos futuros quebra-mares. Implantação dos quebra-mares 5, 6, 7 e 8, completando todo o sistema de quebra-mares de praias. Engorda artificial de praia.

Procurada pelo blog, a secretária de Planejamento da prefeitura informou que ainda não foi notificada da decisão.

Confira a íntegra da medida cautelar

MP não descarta processar Estado e União por atrasos na transposição

propaganda_aguaO procurador-geral de Justiça da Paraíba, Bertrand Asfora, integra a comitiva paraibana que vai participar de reunião, na próxima segunda-feira (15), com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho. O encontro foi articulado pelo deputado federal Rômulo Gouveia (PSD), terá a presença do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), e há perspectiva de participação de um representante do governo do Estado. A pauta vai girar em torno da pressa para a chegada das águas da transposição do rio São Francisco. O temor dos paraibanos é que haja mais atrasos na operação, prevista para março de 2017.

Asfora explicou que o Ministério Público da Paraíba tem acompanhado de perto as discussões em torno do abastecimento dos municípios paraibanos, sobretudo de Campina Grande, que se encontra à beira de um colapso. O órgão, inclusive, já entrou com representação contra o governo do Estado por causa da qualidade da água fornecida para escolas e hospitais. O grande problema é que a situação só tende a piorar, de acordo com prognóstico da Cagepa para o ano que vem. Atualmente, o Açude Epitácio Pessoa se encontra com apenas 6,5% da sua capacidade de acumulação e, se não chover, ela será suficiente para atender 19 cidades até fevereiro de 2017.

Boqueirão

O Açude Epitácio Pessoa, ou de Boqueirão, como é mais conhecido, atende Campina Grande e outras 18 cidades do entorno. Todas, atualmente, já vivem às voltas com um racionamento rigoroso. São quatro dias com água e quatro sem uma gota nas torneiras. Só para complicar, a Agência Nacional de Água (ANA) editou portaria a pedido do Ministério da Integração Nacional estabelecendo como prazo para a operação do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) o dia 26 de março de 2018. O primeiro prazo foi fixado em 26 de setembro de 2011 pela Resolução ANA nº 411/2005.

 

O procurador-geral de Justiça, no entanto, disse esperar que o prazo anterior, que previa a operação no início do ano que vem, seja mantido. Caso contrário, vai dialogar com o Ministério Público Federal para que o órgão acione judicialmente a União, ao passo que se encontrar indicativos de qualquer impedimento envolvendo o governo do Estado, a ação ficará por conta do Ministério Público da Paraíba. A campanha publicitária do governo federal tem apresentado como soluções para o enfrentamento da seca apenas carros-pipa e cisternas. As duas iniciativas não seriam suficientes ou viáveis para atender uma cidade do porte de Campina Grande.

A hipocrisia por trás da proibição das vaquejadas

Foto: Angélica Nunes

Foto: Angélica Nunes

Tenho encontrado grandes debates, nos últimos dias, em relação à proibição das vaquejadas. Os defensores da prática (prefiro não chamar de esporte) saíram às ruas, para se manifestar contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que, com margem apertada de votos, decidiu pela inconstitucionalidade de uma lei cearense que disciplinava a derrubada de boi. A decisão abre espaço para que magistrados de instâncias inferiores, se provocados, proíbam as festas  derrubada do boi. Ao contrário do que muita gente pensa, não houve decisão proibindo diretamente as vaquejadas, mas é inegável que a decisão gerou insegurança jurídica para todas elas.

Por experiência própria, confesso que fui a pouquíssimas vaquejadas na minha vida e nunca me senti, digamos, atraído. Agora, não dá para desconsiderar a importância histórica da festa. Uma tradição que se confunde com a origem das cidades do Agreste e do Sertão do Nordeste. O gado era criado solto e, periodicamente, os vaqueiros corriam na caatinga a procurar o rebanho. A festa surgiu daí. É uma indústria, hoje, que movimenta milhões de reais e emprega também milhares de pessoas. Tem gente que ganha e tem gente que perde dinheiro como em qualquer prática esportiva. Serve de entretenimento tendo o vaqueiro e, de forma involutária, o boi como principais estrelas.

A decisão do STF tem uma função importante. Serviu, sobretudo, para resgatar o debate. Já estava mais do que na hora. Entidades e grupos têm se organizado para dizer que são contra as vaquejadas. A alegação mais recorrente é a de maus tratos. Acham primitiva a prática de puxar os bois pela cauda, fazendo com que eles caiam entre duas faixas pintadas de cal. O animal deve realmente sofrer ao ser puxado pelo rabo. Concordo e aceito o argumento quando apresentado por pessoas que não consomem carne bovina. São vegetarianos ou adeptos da dieta do mediterrâneo, mais saudável, inclusive, que o consumo da carne vermelha.

Não dá, no entanto, para travar um embate descente com quem não resiste a um churrasco. Esta pena dos animais não combina com os amantes da picanha. Quer dizer, puxar a cauda do bicho não pode, mas se ela vier no prato em forma de rabada, tudo bem? Não amigo. A defesa mais comum para o argumento é a de que não se está discutindo cadeia alimentar. Um argumento, convenhamos, sem sentido. Os seres humanos estão na cadeia alimentar de leões e tigres e os animais são mortos nos zoológicos sempre que fazem valer o instinto e atacam quem se aproximar mais das jaulas. Por esta lógica, não deveriam ser sacrificados.

Duvido que o Supremo venha a incluir os rodeios nesta discussão e eles sejam proibidos. A atividade é mais ofensiva aos animais, mas se desenrola em uma região mais rica do país. Temos muito a discutir ainda sobre o consumo de carne bovina para, depois disso, chegarmos nas vaquejadas. Quando o gado deixar de ir para o prato, sim, chegará a hora de acabar com todas as vaquejadas, rodeios e touradas do planeta. Nada é mais primitivo que o ser humano nos dias de hoje ainda estar consumindo carne de outros animais para se manter vivo.

Senador defende aliança PSDB/PSD/PMDB para 2018

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Deca do Atacadão (D) fez visita de cortesia ao empresário Eduardo Carlos, da Rede Paraíba de Comunicação

O senador Deca do Atacadão (PSDB) tem defendido nas rodas políticas a manutenção da aliança PSDB/PSD/PMDB para as próximas eleições. “Eu, particularmente, acho que se houve uma aliança positiva para 2016, porque não mantê-la para 2018?”, ressaltou o parlamentar, que ocupou a vaga de Cássio Cunha Lima (PSDB) após a licença do tucano para o tratamento de saúde. Oriundo da área empresarial, Deca acompanhou as campanhas eleitorais de perto neste ano.

O otimismo de Deca do Atacadão tem razão de ser. Os três partidos, aliados a outras siglas ligadas ao grupo, tiveram um desempenho surpreendente no pleito deste ano, frente aos candidatos apoiados pelo governador Ricardo Coutinho (PSB). Ele ressaltou as vitórias do PSD, em João Pessoa, e PSDB, em Campina Grande, como exemplos da força adquirida pela composição no pleito deste ano.

“A Paraíba tem 223 municípios. Na grande João Pessoa, com João Pessoa, Bayeux, Santa Rita e Cabedelo, tivemos todos (os prefeitos) eleitos do nosso grupo. Então, você quando analisa as 10 principais cidades do Estado, nós conquistamos oito. Quando você puxa um pouquinho mais para a frente, das 30 maiores cidades, nós ficamos com 19, o que representa 56% do eleitorado da paraíba”, ressaltou o senador.

A defesa de Deca é que a aliança seja mantida e que em 2018 se discuta a escolha de nomes. Ele diz perceber que tem havido um amadurecimento do eleitorado, que tem buscado a mudança. O senador diz que foi o trabalho que reelegeu os prefeitos de João Pessoa e Campina Grande, Luciano Cartaxo (PSD) e Romero Rodrigues (PSDB), respectivamente. Os dois, inclusive, costumam ser lembrados como opção para a disputa do governo daqui a dois anos. Os nomes dos senadores Cássio Cunha Lima (PSDB) e José Maranhão (PMDB), ambos ex-governadores, também são bem cotados.

Visita

O senador Deca do Atacadão (PSDB) fez visita de cortesia ao empresário Eduardo Carlos, nesta sexta-feira (14). Durante o encontro, ele conversou sobre projetos para a Paraíba.

Cartaxo reintegra Diego Tavares e Zennedy à prefeitura

 

Diego e Maranhao

Diego Tavares foi um dos articuladores que facilitaram a composição do PSD com o PMDB do senador José Maranhão

Os dois coordenadores de campanha do prefeito reeleito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), retornaram à prefeitura da capital. O anúncio foi confirmado na tarde desta sexta-feira (14). Com a decisão, Zennedy Bezerra volta a ocupar a titularidade da Secretaria de Articulação Política do Município, enquanto que Diego Tavares, que ocupou a pasta do Trabalho, Produção e Renda, foi designado para ocupar a Secretaria de Acompanhamento Governamental em Brasília.

Tavares explicou que recebeu a missão do prefeito Luciano Cartaxo de tentar agilizar a liberação de recursos de projetos e convênios pendentes em ministérios do governo federal, além de prospectar novas fontes de recursos para o Município. A crise que atinge o setor público no país, segundo ele, vai exigir esforços extras e muita criatividade para a superação das dificuldades. O prefeito tem depositado suas esperanças na bancada federal para conseguir mais recursos para a capital.

O prefeito tem evitado dar declarações sobre a nova reforma no secretariado. Ele explicou que vai conversar com os partidos aliados para a definição de nomes, mas apresentou que a reforma mais ampla deve ocorrer apenas no ano que vem.

 

Prefeitos fazem peregrinação a Brasília para pedir emendas aos deputados

LucianoCartaxoOs prefeitos paraibanos vão fazer uma peregrinação, na próxima semana, a Brasília para cobrar dos deputados federais a inclusão de emendas ao Orçamento Geral da União (OGU). A logística da “sacolinha” obedece regras que vão da afinidade partidária ao partilhamento de projetos eleitorais comuns no último pleito. O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), anunciou que vai na próxima semana para Brasília em busca de emendas parlamentares. Tem comemorado a grande base aliada construída nas eleições desde ano. O gestor foi reeleito com apoio, entre outros, do PMDB e do PSDB – ambos detentores das maiores bancadas.

Romero Rodrigues (PSDB), prefeito de Campina Grande, revelou que vai a Brasília para uma reunião com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, para discutir a situação da transposição, mas também para tentar carimbar recursos para a cidade. Ele disse que vai conversar, entre outras lideranças, com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB). Tanto Cartaxo quanto Romero terão os três senadores paraibanos dentro do mesmo projeto eleitoral. Por isso, terão maior perspectiva de atrair emendas. O deputado federal Wilson Santiago (PTB) explicou que vai emendas genéricas e, no ano que vem, indicará as prefeituras que receberão os recursos. Já Rômulo Gouveia (PSDB) disse que colocaria o seu gabinete à disposição dos gestores paraibanos.