Escolha das emendas mostra que bancada paraibana voltou ao coronelismo

propaganda_aguaO episódio da definição das emendas parlamentares para a Paraíba, nesta semana, mostrou que a política paraibana não evoluiu um milímetro. Pior, só regrediu em um cabo de guerra que justifica o momento de impopularidade que os políticos e a política vivem. E se até agora isso não se refletiu nas urnas, não custa esperar um pouco mais. É fato que a maior necessidade do Estado atualmente é de obras para garantir a segurança hídrica. Porém, elas não tiveram lugar de destaque nas emendas parlamentares. Por quê? Por pirraça dos parlamentares de oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB), um ex-aliado de todos, que agora tentam matar politicamente por inanição. Mas não por menos culpa também de Ricardo, que não cansou de fazer inimigos na briga pelo poder.

João Pessoa, governada por Luciano Cartaxo (PSD), e Campina Grande, por Romero Rodrigues (PSDB), ficaram com a maior parte do bolo. Do total de R$ 224,7 milhões destinada às emendas de bancada, R$ 144 milhões serão para obras de mobilidade urbana na capital e R$ 80 milhões para as obras do Canal de Bodocongó, na Rainha da Borborema. Os dois têm o aval da maioria da bancada federal. Contam com os votos de 11 dos 15 parlamentares, um verdadeiro rolo-compressor. Já Ricardo Coutinho, lógico que por culpa dele também, tem a simpatia e o compromisso de apenas quatro.

Mas é fato que uma coisa não justifica a outra. O deputado federal Luiz Couto (PT) divulgou um desabafo nas redes sociais. Disse que tentou emplacar emendas voltadas para a segurança hídrica. Sua proposta era que R$ 100 milhões das emendas impositivas fossem destinadas para o setor. Não conseguiu. Quem estava do lado do pleito orientado pelo governador? Apenas Couto, Wellington Roberto (PR), Wilson Filho (PTB) e Damião Feliciano (PDT). Muito pouco para convencer os outros oito deputados federais e três senadores mais preocupados em bombar as obras em João Pessoa e Campina Grande, cidades inseridas nos seus arcos de aliança.

Um caminho para suprir esta lacuna seriam as emendas individuais. Cada deputado ou senador pode apresentar R$ 15,3 milhões em emendas ao orçamento, mas as obras hídricas não aparecem nas emendas individuais do próprio Luiz Couto, autor do desabafo. Ou seja, mais dificuldades para quem vive no semiárido. Sobraram pouquíssimas emendas individuais para o setor. Para concluir, o episódio é apenas uma pequena mostra da lição que precisa ser aprendida pelos governistas e pela oposição. O que não pode é o cidadão ficar preso em meio ao tiroteio.

Efraim

O deputado federal Efraim Filho entrou em contato com o blog para dizer que, apesar o grupo aliado ao governador Ricardo Coutinho não ter conseguido emplacar emendas voltadas para a infraestrutura hídrica, ele, pessoalmente, o fez nas emendas individuais. Destinou recursos para um 3º eixo da Transposição do São Francisco na Paraíba, integrando a bacia do Ria Piancó com o Açude e sistema de abastecimento Coremas-Mãe D’Água. “O sistema é o que se encontra mais crítico no atual momento e é responsável pelo abastecimento de grande parte das cidades do Sertão paraibano, como as regiões polarizadas por Patos, São Bento e Catolé do Rocha, Santa Luzia e o Vale do Sabugi”, ressaltou.

 

5 comentários - Escolha das emendas mostra que bancada paraibana voltou ao coronelismo

  1. Maria Bernadete Oliveira Disse:

    Eu fico revoltada com o descaso dos parlamentares paraibanos, em relação a questão hídrica do estado, principalmente Campina Grande, mas quando chega a época de eleição todos correm para conseguir votos aqui em campina, bando e urubus, mas é bem feito isso, quem manda o povo ser besta, olha a votação para prefeito aqui em Campina, elegeram logo no primeiro turno com margem folgada, coisa nunca vista aqui, pelos menos desde que me entendo por gente, agora vão com as panelinhas para a porta do prefeito pedir água, fico indignada quando leio matéria desse tipo.

  2. Newton Mota Disse:

    Ninguém volta prá lugar nenhum, se de lá nunca saiu. O coronelismo e o cabresto no cariri e no sertão, de lá nunca saíram. Basta observarmos que o negócio da seca está a pleno vapor, ou melhor a Indústria da seca agora está em plena expansão, está chegando a Campina Grande.. Na região de Teixeira um caminhão com 8(oito) mil litros de água sem qualquer tratamento custa a preço de hoje e na conversa R$ 280,00(duzentos e oitenta reais). E quanto custará um caminhão pipa em Campina Grande !? Dirão os “gênios”: a salvação é a transposição. Mas, água com esgotamento sanitário serve !? é potável !? descendo rio abaixo nestas condições é potável !? Vai dar tempo socorrer uma população média de 1 milhão e meio de pessoas na grande Campina !?
    Essas emendas sempre existiram, e sempre foram administradas pelos coronéis, que bancam os vereadores, prefeitos, deputados, senadores, etc. É o retorno. É a recompensa. É o ciclo vivo e atuante.
    Nota-se claramente que ninguém está interessado na reforma do ensino, mas é fato que somente a Educação é capaz de mudar essa triste realidade.
    Por fim, quem quiser ver o sertão no mar, sem seca, visite Camboinha, Jericoacoara(CE), Canoa Quebrada(CE), Lençóis Maranhenses, Natal, etc., Os hotéis já estão lotados para as festas que se avizinham, pois suas excelências e famílias precisam de “descanso”. Seca ! que seca ?

  3. Continua mesmo uma vergonha a representação da Paraíba no Congresso Nacional. Mais sem vergonha é o povo da Paraíba que continua dando seus votos a estes nanicos e felinos da política, que só pensam em ir à forra na hora de colocarem recursos no Orçamento da União para as Obras e desenvolvimento da Paraíba, com as chamadas Emendas de Bancada, onde é o lugar de demonstrarem que aprenderam a serem políticos com “P” maiúsculo, deixando as picuinhas de lado e lembrando que o Povo da Paraíba, suas cidades e seu desenvolvimento não se chama Ricardo Coutinho não. Estão querendo espezinhar o Governador Ricardo Coutinho e a vingança recai sobre os paraibanos. Acordem pelo amor de DEUS políticos de Jardim de Infância! Se coloquem de imediato no Fundamental Dois, já que não dá para serem PHD em Política e superarem a campanha eleitoral, quando termina com o Resultado das Urnas, sejam para que lado for. Vocês ainda não perceberam que devem tomar lição de aprendizado com os políticos do vizinho Estado do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará, que ao término das campanhas políticas se unem para levarem verbas, Recursos da União para seus Estados, independente de suas colorações partidárias. Será que ainda assistiremos esta triste realidade em nosso Estado? A Paraíba não merece esta sujeira por parte de seus 11 Deputados Federais e dos Três Senadores. Repensem suas posições Senhores Políticos Tabajaras. O povo paraibano agradece .

  4. Bruno Rodrigues Disse:

    O coronelismo é uma marca da PB, está aí o real significado da palavra nego. De negar ao povo sua cidadania, pois tudo q se faz e almeja no estado tem q ter um dedo político. Quer conseguir um emprego? Quer ter uma causa deferida no judiciário? Quer ser nomeado num concurso? Ou seja, tudo. Inclusive os advogados tem medo de advogar contra o Estado. Automaticamente o MP e o judiciário não tem autonomia para determinar o q prevê as leis e jurisprudências. É um absurdo. É um caos. É um atraso e retrocesso ao estado de direito democrático. Vivemos num estado de favores q começa nas pequenas cidades e chegam ao poder executivo estadual.

  5. Rosenilda Dias da Silva Disse:

    Quando elegemos um candidato nao pensamos que estamos votando numa pessoa em particular, mas num partido, numa coligação que representa alguma coisa para nós eleitores,é uma vergonha para nós paraibanos o que está acontendo em termos de representação política paraibana, pois retroagimos constantemente na politica de pao e circo a que esses políticos submetem nosso povo. Em pleno século XXI a questão secular hídrica especifica de nossa Paraiba segue a todo vapor com a industria da seca a cada estação climática se alastrando e perpetuando o mandonismo e acirramento de disputas de oligarquias locais.Portanto tenho vergonha de minha representação política a nível nacional, sou paraibana e luto a cada dia por uma educação conscientizadora e libertadora como arma para vencer a violência a que nossos tao lutadores e perseverantes paraibanos sofrem a cada dia.
    Paraibanos sofrem a cada dia.

    que na verdade

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