Ricardo quer “tomar” 17 prefeitos eleitos por partidos adversários

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Foto: Angélica Nunes

O governador Ricardo Coutinho (PSB) tem levado muito a sério o projeto de se fortalecer visando as eleições de 2018, quando não será candidato, mas terá o desafio de tentar eleger o substituto. O PSB elegeu 53 prefeitos nas eleições deste ano, menos da metade do que era sonhado pela sigla. Apesar disso, o partido deu início a uma articulação para engordar com a aquisição de gestores eleitos por agremiações adversárias. A meta do governador é chegar a janeiro de 2017 com 70 prefeitos filiados à sigla socialista.

O primeiro a se filiar ao PSB do governador foi o prefeito eleito de Itaporanga, Divaldo Dantas, que deixou o PMDB. A ida dele para o partido fez com que as chamadas distribuídas coma  imprensa para o evento desta segunda-feira (10) incluísse o gestor entre os eleitos pelo PSB. Nesta tarde são esperadas as filiações dos prefeitos eleitos de Santana de Mangueira, Zé Inácio (PSDB), e Mato Grosso, Doca (PMDB). São esperadas ainda as filiações dos gestores eleitos para Manaíra, Nel (PMN), e Passagem, Magno de Bá (PMDB).

O governador Ricardo Coutinho não poderá disputar a reeleição, em 2018. Por isso, terá que formar um nome para a disputa, com menos risco de insucesso como os registrados em João Pessoa, onde apostou na candidatura de Cida Ramos, e Campina Grande, onde a aposta foi Adriano Galdino, ambos do PSB. O agravante é que se decidir disputar o Senado na mesma época, estará fora do governo do Estado, portanto, com menos força para fortalecer o apadrinhado. Se Coutinho se desincompatibilizar, quem assume o cargo é Lígia Feliciano (PDT).

Colaborou Angélica Nunes, do jornaldaparaiba.com.br

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