Empresa citada em delação sobre propina para Vitalzinho tinha contratos milionários na gestão de Veneziano

Vital do RêgoA empresa citada em delação premiada pelo ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, como canal para transferências de propinas da empreiteira para o hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, manteve contratos superiores a R$ 10,4 milhões com a prefeitura de Campina Grande, entre 2006 e 2012, período em que o agora deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) comandou o Executivo municipal. As informações são do Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade (Sagres), do Tribunal de Contas do Estado (TCE). De acordo com o órgão, a Construtora Planicie LTDA. executou contrato da ordem de R$ 92,7 mil, em 2006, e outro de R$ 10,3 milhões, em 2012, para a gestão municipal, justamente no último ano de mandato de Veneziano.

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De acordo com Pinheiro, as propinas eram cobradas em 2014 pelos ex-senadores Vital do Rêgo Filho e Gim Argello, este último preso no curso da Operação Lava Jato. Os dois teriam cobrado “pedágio” para não dar seguimento aos requerimentos apresentados por outros parlamentares na Comissão Parlamentar de Inquérito Mista da Petrobras (CPMI), em 2014. Segundo o empreiteiro, a Construtora Planicie, com sede em Santa Rita, foi utilizada para lavar R$ 1,5 milhão de caixa 2 para a campanha de Vitalzinho que, na época, disputou o governo do Estado e foi derrotado ainda no primeiro turno. A informação foi revelada nesta terça-feira (4) em reportagem publicada pelo jornal O Estado de São Paulo e reproduzida pelo Blog do Rubão.

O primeiro a denunciar o suposto recebimento de propina por Vitalzinho foi o ex-senador Delcídio do Amaral, que, em depoimento ao Ministério Público Federal, deu detalhes sobre como teria funcionado o suposto esquema para “extorquir” empreiteiros. O resultado disso é que, em maio deste ano, o ministro Teori Zavaski aceitou as denúncias contra o ministro do Tribunal de Contas da União e determinou a abertura de investigação contra ele. Além de Vitalzinho, viraram réus no processo Gim Argello e o deputado federal petista Marco Maia (RS). Todos foram acusados por Delcídio de chantagear executivos das empreiteiras para evitar convocações para depor na CPMI.

Segundo a matéria de hoje de O Estado de São Paulo, esta “é a primeira vez que o empreiteiro implica a Construtora Planície, localizada no município paraibano de Santa Rita, de 140 mil habitantes e que recebeu R$ 2,5 milhões da OAS entre os dias 29 de setembro e 30 de outubro de 2014 sob a rubrica ‘locação de equipamentos’ para as obras do Canal do Sertão em Inhapi, Alagoas, parte das obras da Transposição do São Francisco”. “Parte desta quantia (R$ 1,5 milhão, segundo o empreiteiro) foi utilizada para viabilizar o pagamento da mencionada parcela da vantagem indevida”, afirma a defesa de Léo Pinheiro, preso pela segunda vez na Lava Jato em setembro.

Resposta de Vital do Rêgo

Em nota, o ministro Vital do Rêgo informa que não recebeu recursos da referida empresa para sua campanha eleitoral. Ele ainda reitera que jamais negociou, com quem quer que seja, valores relacionados a doações ilícitas de campanhas eleitorais ou qualquer tipo de vantagem pessoal indevida.

Resposta da Construtora Planicie

“Ao cumprimentá-lo, em atendimento aos questionamentos trazidos, a Construtora Planície Ltda., tem a esclarecer:

• Não conhece o Sr. Leonardo Pinheiro;
• Foi contratada pela Construtora OAS S.A, para locação de equipamentos destinados para a obra no Estado de Alagoas, por já estar prestando serviços naquele Estado junto a obras de Transposição do Rio São Francisco pelo Exército Brasileiro e certamente por possuir em sua frota própria, todos os equipamentos necessários a execução da obra. A mencionada contratação se deu por meio de prepostos da contratante, sem qualquer intervenção de seus Diretores;
• Os serviços elencados nas notas fiscais anexas ao vosso e-mail podem ser facilmente comprovados por meio de documentação própria e comum a serviços desta natureza;
• Não possui conhecimento de quaisquer afirmações supostamente feitas pelo Sr. Leonardo Pinheiro, reitere-se, nunca o conheceu, ou a qualquer de seus assessores;
• Jamais prestou quaisquer serviços ao Sr. Vital do Rego ou qualquer de seus familiares;
• Quanto ao CNPJ, a empresa possui situação regular, estando ativa junto a Receita Federal do Brasil, encontrando-se adimplente com todas suas obrigações tributárias.”

Da redação com informações do jornal O Estado de São Paulo

3 comentários - Empresa citada em delação sobre propina para Vitalzinho tinha contratos milionários na gestão de Veneziano

  1. lima Disse:

    Ele não sabia. não tem o que comentar. Ele não era presidente da CPI da Petrobras? Era, e não encontrou nenhuma irregularidade, encerrou a CPI não indiciou ninguém, não havia nada de errado. Só esclarecendo, à época, Paulo Roberto Costa, Nestor Ceveró, Renato Duque, ainda não faziam parte da diretoria da Petrobras. Esse Vitalzinho entende tudo de fiscalização e auditoria. – Não encontrou, não viu, NÃO FISCALIZOU. NÃO SABIA. PRONTO FALEI.

  2. genezio Fernandes figueredo Disse:

    Vital, hoje ministro do TCU, recebeu 8 milhões,para sua campanha a Governador da Paraíba.Esse dinheiro veio de onde? O povo da Paraiba quer saber,se foi declarado ao TSE, cujo montante foi divulgado pela mídia paraibana.Ele e o irmão, são muito espertos.Olho neles.

  3. edivan da silva firmino Disse:

    CLARO QUE A DILMA DEU DE PRESENTE A INDICAÇÃO DO VITALZINHO PARA DO MINISTRO TCU,
    PORQUE?

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