Deputado ameaça ação contra nova eleição de Tota para a Famup

Foto: Roberto Guedes/ALPB

Foto: Roberto Guedes/ALPB

O deputado estadual Renato Gadelha (PSC) pretende questionar a eleição da Federação dos Municípios da Paraíba (Famup) na Justiça. A queixa do parlamentar é a de que os novos prefeitos, eleitos no pleito deste ano, não podem votar nem ser votados no pleito, que tem o atual presidente, Tota Guedes, como único candidato. O mandatário é ex-prefeito de Pedra Lavrada e tentou ser reconduzido para o cargo neste ano, mas foi derrotado nas urnas. Ele tem como vice Dudu Dantas, prefeito reeleito de Cubati. “Vamos olhar o Estatuto da Famup e se houver brecha, vamos questionar esta eleição”, ressaltou.

A votação teve início na manhã desta segunda-feira (31) e, segundo Tota, houve ampla divulgação do pleito. Ele minimizou o fato de os prefeitos eleitos não poderem votar. Segundo o atual dirigente, o estatuto em vigor foi aprovado em 2012 durante uma reunião com 150 prefeitos, quando ficou estabelecido que a eleição deve ocorrer até o 10º dia útil de dezembro. Sobre os novos prefeitos, ele alega que todos votarão em 2018 e depois, em 2020. “Não haverá prejuízo”, reforça Tota Guedes.Outros dois dispositivos contidos no estatuto beneficiam o atual mandatário. Ele permite a eleição de ex-prefeitos (caso dele) e o quórum mínimo do pleito é de 20%.

Eleição revelou guinada do país à direita, ao conservadorismo e à “não política”

urnaO ano de 2016 vai ficar marcado como o gran finale de uma crônica anunciada, revelada pela derrota de Aécio Neves (PSDB) para Dilma Rousseff (PT), em 2014. A disputa acirrada foi vencida pela petista com a falsa garantia de que a economia do país estava bem e que seria mantida a política de conquistas sociais iniciada com o ex-presidente Lula. O castelo de cartas petista caiu após o fechamento das urnas, quando a mesma Dilma propôs um ajuste fiscal duríssimo.

O que se seguiu depois de janeiro de 2015 todo mundo sabe, com seus reflexos sentidos agora. Arrocho na economia, população nas ruas, pautas bombas na Câmara dos Deputados puxadas pelo ex-presidente e atual inquilino da carceragem da Polícia Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), impeachment de Dilma Rousseff (PT) e posse de Michel Temer (PMDB) no poder. Este último, atento ao movimento antipolítica e anti-PT, transformou o PSDB em sócio no governo.

E as urnas revelaram neste ano que ele leu corretamente os sinais. O descrédito da população com a política e, principalmente, com o partido antes dominante forçou uma guinada que vai do centro à extrema-direita, ao conservadorismo, com um capital que pode influenciar demasiadamente as eleições de 2018. Talvez não com as mesmas figuras da centro-direita de 2014. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) viu o seu partido se fortalecer, mas trazendo no bojo o fortalecimento do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), seu rival doméstico.

O poder de influência do PSDB e sua política mais privatista e liberal ganhou força com a crise econômica e política, fazendo com que o número de pessoas residentes em cidades comandadas pelo partido saltasse de 25,8 milhões para 48,7 milhões. O PMDB também ganhou impulso em número de partidos, passando de 1.017 para 1.038. Apesar disso, mais presente nos rincões. O partido conseguiu o domínio de quatro capitais, nenhuma entre as joias da coroa (São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre).

As urnas revelaram também um Brasil onde reina uma direita que perdeu a vergonha, deixou de se esconder e negar suas posições e agora aparece de cara limpa. Algumas protagonistas de episódios violentos e protestos com a exaltação até de Donald Trump, como se viu na avenida Paulista recentemente. O outro ponto do fenômeno é o descrédito da população na política, fazendo com que muitos tenham chegado ao poder se dizendo não-políticos. São os casos do prefeito eleito de São Paulo, João Dória (PSDB), e de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS).

O próximo ano e meio será decisivo para indicar se esse movimento à direita será o suficiente para influenciar o pleito de 2018. Em momentos de crise, o humor da população se apresenta instável, hora indo em uma direção, hora em outra. As pesquisas mostram que o bombardeio contra o ex-presidente Lula (PT) não o matou politicamente, a ponto de se vislumbrar força para desafiar a onda direitista daqui a dois anos, caso não seja preso.

Além disso, é difícil imaginar que o presidente Michel Temer saia do governo com alguma chance eleitoral daqui a dois anos, dada a extrema impopularidade, só reversível com um milagre na economia, o que não parece factível a curto prazo. Ele tende a ser tragado pelo ostracismo pós-governo, fechando o caixão da desastrada era Dilma-Temer. Agora fortalecido, o PSDB tende a chegar quebrado em 2018, com a briga entre Aécio Neves e Alckmin pela disputar da presidência.

As eleições de 2016 revelaram muito sobre 2018, mas ainda é difícil desenhar na areia da praia um cenário capaz de resistir ao vai e vem das ondas “progressista” e “conservadora”. Caberá à economia, mais uma vez, apontar o caminho.

Prefeitos eleitos para as capitais por ordem de partidos

São Paulo – SP
João Doria (PSDB)

Belém – PA
Zenaldo Coutinho (PSDB)

Maceió – AL
Rui Palmeira (PSDB)

Manaus – AM
Artur Neto (PSDB)

Porto Alegre – RS
Nelson Marchezan Junior (PSDB)

Porto Velho – RO
Dr Hildon (PSDB)

Teresina – PI
Firmino Filho (PSDB)

Boa Vista – RR
Teresa (PMDB)

Cuiabá – MT
Emanuel Pinheiro (PMDB)

Goiânia – GO
Iris Rezende (PMDB)

Florianópolis – SC
Gean Loureiro (PMDB)

Fortaleza – CE
Roberto Claudio (PDT)

Natal – RN
Carlos Eduardo (PDT)

São Luís – MA
Edivaldo Holanda Júnior (PDT)

Campo Grande – MS
Marquinhos Trad (PSD)

João Pessoa – PB
Luciano Cartaxo (PSD)

Palmas – TO
Amastha (PSB)

Recife – PE
Geraldo Julio (PSB)

Rio de Janeiro – RJ
Crivella (PRB)

Belo Horizonte – MG
Kalil (PHS)

Curitiba – PR
Rafael Greca (PMN)

Aracaju – SE
Edvaldo Nogueira (PC do B)

Macapá – AP
Clécio (REDE)

Rio Branco – AC
Marcus Alexandre (PT)

Salvador – BA
Acm Neto (DEM)

Vitória – ES
Luciano (PPS)

Candidato que vomitou ao “carregar” pobre foi eleito em Curitiba

 

Reprodução: Instagram

Reprodução: Instagram

O candidato Rafael Greca (PMN) foi eleito prefeito de Curitiba (PR). O postulante ganhou notoriedade nacional ao dizer, durante entrevista, que vomitou ao “carregar” em seu carro um pobre que precisou de socorro. O fato se transformou em polêmica ainda no primeiro turno e atrapalhou uma eleição considerada certa ainda na fase inicial do pleito. Ao ser questionado sobre a que atribuía a vitória, ressaltou a inteligência dos eleitores, que compararam ele ao seu candidato. Ainda com 94% dos votos apurados, ele já registrava 53,37% dos votos válidos, o suficiente para ser eleito, diante de Ney Leprevost (PSD).

Rafael Valdomiro Greca de Macedo é curitibano e tem 60 anos. Foi prefeito de Curitiba de 1993 a 1996. Greca é economista e engenheiro urbanista. Além disso, é escritor, poeta, editor e pesquisador de história e membro da Academia Paranaense de Letras. Em 1999, foi ministro de Esporte e Turismo no início do segundo mandato presidencial de Fernando Henrique Cardoso. Ficou no cargo até maio de 2000. Quando aceitou um cargo no primeiro escalão do governo FHC, tinha sido eleito deputado federal, sendo o mais votado do Paraná

Em 2002, Greca foi eleito deputado estadual com 51.921 votos. Quatro anos depois, tentou a reeleição mas chegou apenas à suplência. Este ano, concorreu à prefeitura pelo PMN, mas já foi do PMDB, PFL (atual DEM), PDT e PDS (extinto em 1993).

Com informações da Agência Brasil

 

Vídeo mostra que Alexia Dechamps realmente ataca nordestinos

alexia-dechampsTem posturas de algumas pessoas que só depõem contra elas. A atriz Alexia Dechamps decidiu voltar atrás dos comentários preconceituosos contra os nordestinos em sessão ocorrida na última terça-feira (25), na Câmara dos Deputados, para debater a legalização da vaquejada. Na oportunidade, olhando para os vaqueiros, ela teria dito em tom de irritação: “Calem a boca que nós já pagamos o Bolsa Família de vocês”. O caso foi denunciado no mesmo instante com pedido de repúdio pelo deputado federal alagoano Pedro Vilela (PSDB). A atriz negou tudo, ameaçou processar o deputado e garantiu que não havia um único vídeo no qual ela falasse de forma desrespeitosa contra os nordestinos. A máscara caiu.

Neste fim de semana, sites e redes sociais começaram a trazer um vídeo, com som ruim, é verdade, mas no qual é possível ver que a atriz argentina radicada no Brasil vocifera contra o público na sala, gritando que o dinheiro dela paga o Bolsa Família de muita gente no Nordeste e que muito brasileiro sabe disso. Um caso flagrante de preconceito, racismo e culto à eugenia. A atriz demonstra desconhecer as bases históricas em que se deu a formação do povo nordestino, a luta da região contra a seca e a pobreza e, sobretudo, os princípios básicos da economia. Afinal, Bolsa Família não é meio de vida, mas um socorro emergencial que todos prefeririam não receber. Confira o vídeo:

 

 

Paraibanos colaboram com livro contrário ao impeachment

livro-a-luta-continuaO padre Djacy Brasileiro, que ganhou fama nacional por causa da cruz de lata e das cobranças pela transposição, é um dos autores de um livro em fase de conclusão que versa sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e a ascensão ao poder do atual presidente Michel Temer (PMDB). A obra tem como título “A luta continua” e conta com uma coletânea de artigos escritos por 84 autores. Da Paraíba são cinco deles. Além de Brasileiro, compõem o grupo Elizabeth Cristina, Fabiana Agra, José Marciano e Sandra Ney. “Nesse livro, falamos sobre o golpe 2016 contra Dilma, o Estado Democrático de Direito e as políticas públicas de inclusão socioeconômicas”, enfatizou o padre. O livro será lançado inicialmente em Salvador, no dia 25 de novembro, e depois em Curitiba, em 2 de dezembro.

 

Antônio Edílio volta para a Procuradoria da República na Paraíba

Foto: Arquivo: 2001

Foto: Arquivo: 2001

O Diário Oficial da União (DOU) trouxe nesta quinta-feira (28) portaria assinada pelo procurador geral da República (PGR), Rodrigo Janot, que homologa o resultado do concurso de remoção para o cargo de procurador. Na relação, aparece o nome do procurador regional da República, Antônio Edílio Magalhães Teixeira, que será transferido para a Paraíba. O ponto curioso é que, para isso, o procurador, com muitos anos de atuação no Estado, abriu mão da ascensão profissional. Ele ocupava o cargo de procurador regional da República da 5ª Região, com sede do Recife, desde 2004.

Antes mesmo de fazer o concurso para a remoção, ele pediu a despromoção, criando as condições para que pudesse migrar da segunda instância para a primeira. Daí, houve um remanejamento inicial para São Carlos, em São Paulo, cargo que ele nem chegou a assumir, por ter entrado de férias. Neste período, fez o concurso com o pedido de remoção para João Pessoa. Edílio é natural de Varjota, no Ceará, e atuou por muitos anos na Procuradoria Regional da República, na Paraíba. No Recife, ele atuava junto a outros procuradores saídos da Paraíba, a exemplo de Fábio George da Nóbrega e Duciran Farena.

 

 

Em vídeo, atriz nega ataques a nordestinos e pede desculpas. Tire suas conclusões

A atriz Alexia Dechamps divulgou vídeo nas redes sociais no qual nega ataques aos nordestinos e pede desculpas. Ela diz ter sido mal interpretada pelo deputado alagoano Pedro Vilela (PSDB), que, na última terça-feira (25), durante sessão na Câmara dos Deputados para discutir a legalização das vaquejadas, fez discurso denunciando preconceito da artista. O parlamentar atribuiu a Dechamps, que estava no evento como convidada, a frase: “Calem a boca que nós já pagamos o Bolsa Família de vocês”. A agressão teria sigo dirigida aos vaqueiros que assistiam à discussão. Segundo ela, nada disso aconteceu, apesar de ter divulgado nota também nesta semana na qual não consegue disfarçar o preconceito com a população nordestina. Tire suas conclusões:

 

PEC-241: parábola da “vagabunda”, contada por Efraim Filho, revolta internautas

Oefraim-filho-e-a-pec-241 deputado federal Efraim Filho (DEM) atraiu contra si a revolta de internautas, nesta quinta-feira (27), nas redes sociais. Conhecido pela interação nas postagens feitas pelos seus eleitores, o parlamentar acabou tachado de sexista e até outros adjetivos menos elogiosos ao fazer uso de uma parábola para justificar seu voto a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC-241), a PEC dos Gastos. Na sua análise, ele conta uma história tendo como personagens um cidadão com cartão de crédito ilimitado e que o entrega nas mãos de uma “vagabunda”. Como é de se imaginar, a mulher “torra” o cartão de crédito e Pedro fica com a conta. A vagabunda citada é o governo e Pedro, o cidadão,

Não demorou para que surgissem cometários com acusações contra o parlamentar. Em um deles, um jovem diz ser uma vergonha a comparação. Efraim Filho não foi o único deputado da bancada federal paraibana a votar nos dois turnos pela aprovação da proposta. Ao todo, dos 12 membros, apenas Luiz Couto (PT) votou pela rejeição do projeto do executivo, que estabelece um teto para os gastos públicos pelos próximos 20 anos. A proposta só precisa agora ser votada no Senado para entrar em vigor.

 

Confira a postagem

Vou explicar a PEC 241 de uma forma didática.

Pedro tem um cartão de crédito sem limite. É Pedro quem paga a fatura. Pedro é o cidadão brasileiro comum.

Pedro deixa esse cartão com uma vagabunda bem fútil, daquelas que gostam de gastar aos tubos, em tudo que é tipo de besteira. Essa vagabunda é o GOVERNO.

Quando Pedro olha a fatura, observa que, com o cartão, Ela pagou o seu plano de saúde, a mensalidade da escola do seu filho, algumas outras coisas importantes e centenas de outras coisas caras e desnecessárias.

Quando Pedro vai tirar satisfação, para cada item desnecessário, Ela inventa uma justificativa para convencê-lo de que aquela compra era indispensável. Pedro aceita…
A cada mês, a fatura vem mais alta. Depois de alguns meses, a fatura ultrapassa a sua renda mensal. Ele já não aguenta mais pagar tanto imposto para bancar o que não é necessário.

Pedro percebe que, se isso continuar assim, vai acabar ficando inadimplente. Ou vai pagar mais impostos ou Vai falir e logo não vai sobrar dinheiro nem para o básico, para pagar as despesas de educação e saúde. Se demorar muito nesse ritmo não vai conseguir pagar nem o salário dos seus empregados.

Então, em um momento raro de inteligência, Pedro liga para o banco e pede para colocar um limite compatível com a sua renda no cartão. Cortar o supérfluo e gastar com aquilo que realmente importa, como saúde e educação.

As amigas da vagabunda ficam revoltadas. Dizem que, com esse limite, não vai dar mais para pagar a mensalidade da escola, nem o plano de saúde, como se não fosse houvesse mais nada para cortar. Mas na verdade querem continuar gastando sem limites. Essas amigas são os militantes do PT, PSOL e PCdoB.

Pedro decide manter sua decisão, mesmo assim. Vai colocar limite na gastança e usar o seu dinheiro para as despesas com saude e educação.
Quando Pedro fez isso, estava adotando a sua PEC 241.
Fim.

Enfim, já que ele não pode tirar o cartão da mão dela, é melhor que tenha limite.

 

 

Coordenador da bancada justifica falta de emendas para o Estado: “não fui procurado”

Divulgação/CBN João Pessoa

Divulgação/CBN João Pessoa

O coordenador da bancada paraibana na Câmara dos Deputados, Benjamin Maranhão (SD), jogou para os aliados do governador Ricardo Coutinho (PSB) e para o próprio governador a culpa pelos pleitos do Estado não terem sido inseridos nas emendas de bancada, justamente as que têm maior facilidade para serem liberadas. Segundo ele, não houve qualquer comunicação feita pelo gestor para apresentar as suas prioridades, ao contrário do que foi feito pelos prefeitos de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), e Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB). As duas cidades abocanharam R$ 224 milhões das emendas de bancada.

“O único que ligou para mim foi o secretário de Infraestrutura, João Azevedo, mas sem apresentar qualquer projeto”, criticou Maranhão. Ao todo, o governador tem na sua base aliada seis dos 12 deputados federais paraibanos e nenhum dos senadores. No final das contas, as emendas aprovadas beneficiaram prioritariamente as obras de infraestrutura urbanas. O grupo aliado ao gestor, formado por Efraim Filho (DEM), Hugo Motta (PMDB), Wellington Roberto (PR), Wilson Filho (PTB), Damião Feliciano (PDT) e Luiz Couto (PT), tentou emplacar emendas para assistência hídrica, mas não obteve sucesso. O deputado federal Luiz Couto usou as redes sociais para criticar a postura.

Para justificar a definição de recursos prioritariamente para João Pessoa e Campina Grande, voltadas para infraestrutura urbana, o deputado respondeu com questionamentos: “se essas obras voltadas para a infraestrutura urbana não são prioritárias, por que o governo do estado tem feito tanta propaganda para divulgar Trevo das Mangabeiras, Viaduto do Geisel e duplicação da Avenida Cruz das Armas?

Governo tira dinheiro de carros-pipa e cisternas para pagar dívidas

propaganda_aguaCom as contas do estado afetadas pela crise econômica nacional, o governador Ricardo Coutinho (PSB) retirou dinheiro destinado a ações de combate aos efeitos da seca, a exemplo de abastecimento através de carros-pipa, recuperação de cisternas, perfuração de poços e dessalizadores para serem utilizados na amortização das dívidas da Saúde e das dívidas interna e externa. Ao todo, contabilizando outras rubricas, foram relocados R$ 50,4 milhões para este fim. A iniciativa ocorre uma semana após o Tesouro Nacional rebaixar a nota da Paraíba de B- para C+, o que inviabiliza a contratação de empréstimos pelo governo.

O decreto, assinado pelo governador, foi publicado na edição desta quinta-feira (27) do Diário Oficial do Estado. Dos recursos destinados ao combate aos efeitos da seca, o governo está tirando R$ 10,4 milhões. Para completar o montante de R$ 50,4 milhões, também estão sendo retirados recursos da reserva para contrapartida de convênios (R$ 10 milhões), serviços de informatização (R$ 22 milhões), planejamento de engenharia para obras e serviços de transportes (R$ 4 milhões) e restauração, pavimentação e implantação de rodovias (R$ 4 milhões).

Sem empréstimos

Entre as operações de crédito internacionais aprovadas pela Assembleia Legislativa da Paraíba e agora contingenciadas pelo governo federal por causa do rebaixamento da nota estão os firmados com Corporação Antina de Fomento (R$ 250 milhões), Banco Interamericano (U$ 50 milhões), Banco Mundial (U$ 125 milhões) e Banco Europeu (U$ 125 milhões). O Tesouro Nacional destaca que a concessão de garantia pela União em operações de empréstimos tomados pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios está condicionada à análise da capacidade de pagamento (Capag) desses entes pelo Tesouro Nacional.

O governador Ricardo Coutinho deu declarações nesta semana dizendo que vai entrar com ação na Justiça para reverter o rebaixamento da nota. Ele culpa o governo federal pelo desempenho negativo das contas da Paraíba. O argumento é o de que R$ 270 milhões deixaram de ser repassados para o Estado só neste ano através do Fundo de Participação dos Estados (FPE).