População “implora” para que alguém assuma prefeitura abandonada

Mesmo afastado do poder, Renê Caroca é candidato a reeleição. Crédito: Reprodução/Facebook

Mesmo afastado do poder, Renê Caroca é candidato a reeleição. Crédito: Reprodução/Facebook

A população de São José de Espinharas até que tem pressionado, mas ninguém quer assumir a prefeitura da cidade. Pelo menos não antes das eleições, que ocorrem no próximo domingo (2). O município está sem comando desde o dia 9 deste mês, quando, por determinação do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), o prefeito Renê Trigueiro Caroca (PSDB) foi preso e afastado do poder. O vice-prefeito, Paulo Marchante (PTdoB), renunciou ao mandato no dia 13 para não ficar inelegível. Ele vai concorrer como vice na chapa de Neto Gomes (PSB), adversário à de Caroca, que disputa a reeleição.

E foi justamente a partir da renúncia de Marchante que a confusão ganhou contornos mais dramáticos. A segunda na linha de sucessão é a presidente da Câmara Municipal de São José de Espinharas, Maria do Socorro Santos (PMDB). Ela vinha adiando a posse desde a vacância do cargo. Na última sexta-feira (23) haveria uma reunião dos vereadores, para marcar a sessão extraordinária para a escolha do presidente da Câmara, já que poderia renunciar. O problema é que todos os vereadores temem assumir o mandato antes das eleições e ficarem inelegíveis para o cargo de vereador.

A história mudou com o ofício do Ministério Público Federal, assinado sexta-feira (23) pelo procurador Edgard de Almeida Castanheira, com prazo de 72 horas para que se realize uma sessão extraordinária e, daí, se escolha o presidente da casa. Com isso, regimentalmente, a Câmara Municipal ganha cinco dias após a sessão para dar posse ao escolhido. Com isso, Socorro Santos entende que poderá se manter no cargo e assumir a prefeitura no dia 3 de outubro, um dia após as eleições. O problema é que até lá nenhum servidor público terá recebido dois meses dos salários bloqueados, tampouco os fornecedores da prefeitura.

Socorro explicou que protocolou uma ação cautelar na Justiça para garantir que a procuradoria jurídica do município faça os pagamentos dos servidores ainda nesta semana. A advogada Verônica Vieira de Miranda, uma das diretoras do Sindicato dos Servidores Municipais de Patos e Região (SINFEMP), explicou que a categoria deixou o prédio da Câmara Municipal, mas não descartam greve a partir do dia 29. Eles ocuparam o prédio na semana passada.

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