Dez dos 12 deputados paraibanos votaram pela cassação de Eduardo Cunha

Brasília- DF 14-07-2016   Sessão da CCJ que não aceitou os recursos do deputado Eduardo Cunha. Foto Lula Marques/Agência PT

Brasília- DF 14-07-2016 Sessão da CCJ que não aceitou os recursos do deputado Eduardo Cunha. Foto Lula Marques/Agência PT

A bancada paraibana, que já foi majoritariamente afinada com o agora deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), faltou na hora que ele mais precisava. Dos 12 parlamentares do Estado, 10 votaram contra a permanência dele na Casa, um votou a favor e outro não compareceu. Da tropa de choque, antes formada por Manoel Júnior (PMDB), Hugo Motta (PMDB) e Wellington Roberto (PR), apenas o republicano ficou até o fim ao lado de Cunha. O placar final foi de 450 a 10.

Eduardo Cunha foi cassado por quebra de decoro parlamentar, segundo parecer do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar que o acusou de ter mentido em depoimento espontâneo à CPI da Petrobras ao afirmar que não tinha contas no exterior. Houve 9 abstenções. Curiosamente, o ausente entre os paraibanos, Hugo Motta, foi o relator da CPI que acabou decretando o início do fim do poder do ex-presidente na Casa.

Cunha é o sétimo deputado a ter o mandato cassado na história na Câmara, desde a criação do Conselho de Ética, em 2001. O parlamentar ainda tentou, durante seu discurso, forçar a tese de que a condenação dele à pena máxima fortaleceria o discurso de golpe, pregado pelos petistas. Cunha foi a peça principal da admissibilidade do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Repercussão na Paraíba

Aqui na Paraíba, a votação quebra o discurso dos apoiadores da candidata a prefeita de João Pessoa, Cida Ramos (PSB), de que o seu adversário, o prefeito Luciano Cartaxo (PSD), estaria alinhado com a “turma do Cunha”, já que tem Manoel Júnior como vice na chapa que disputa a reeleição. O peemedebista votou pela cassação, contrariando o prognóstico inicial, já que integrava a defesa do parlamentar carioca na fase inicial do processo. O único voto pró-Cunha veio de um aliado de Cida, o deputado federal Wellington Roberto.

Vivendo um verdadeiro inferno astral em família, Hugo Motta não compareceu à sessão que decretou a cassação do seu principal aliado político na Câmara dos Deputados. Pelas mãos de Cunha, ele assumiu a CPI da Petrobras e concorreu ao cargo de líder do PMDB na Casa, perdendo por poucos votos para Leonardo Picciani, hoje ministro dos Esportes. A avó de Hugo foi afastada da prefeitura de Patos e a mãe, ex-chefe de gabinete, se encontra presa por determinação do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

Confira como votaram os paraibanos:

Pelo sim
Aguinaldo Ribeiro (PP)
André Amaral (PMDB)
Benjamin Maranhão (SD)
Danião Feliciano (PDT)
Efraim Filho (DEM)
Luiz Couto (PT)
Manoel Júnior (PMDB)
Pedro Cunha Lima (PSDB)
Rômulo Gouveia (PSD)
Wilson Filho (PTB)

Pelo não
Wellington Roberto (PR)

Faltou à sessão
Hugo Motta (PMDB)

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