Ao que parece, “rolou pó” durante a defesa de Dilma no Senado

A sessão que marcou a defesa da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), no Senado, nesta segunda-feira (29), gerou controvérsias, apoios, acusações e polêmicas. Uma delas ganhou as redes sociais e foi bastante compartilhada. Durante um dos momentos em que o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) faz pergunta à gestora, alguém é focado, um pouco mais atrás, balançando um pacotinho com pó branco. Não demorou para que ganhasse destaque nas redes sociais a ilação de que o tal pó se tratava de cocaína.

Fazendo, aqui, o papel de advogado do diabo, poderíamos dizer também que o “bagulho” poderia se tratar de sal pertencente a algum parlamentar acometido de pressão baixa. Não são raras as pessoas que colocam o pozinho na língua para elevar a pressão arterial, apesar de os médicos desaconselharem a prática. Sem querer fazer ilações, mas já fazendo, o ângulo da filmagem mostra, na fileira de trás, a área ocupada pelas bancadas do Pará e da Paraíba. Uma semana depois de o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) ter bradado no plenário para deixarem de “cheirar pó” na Casa…

Bom, tire você as suas conclusões. O vídeo é do perfil Mariachi no Facebook.

Chico Buarque x Kim Kataguiri: se fosse no futebol, seria goleada

ER_Julgamento-Impeachment-Dilma-Rousseff-terceiro-dia-segunda-feira_01308292016

Dilma Rousseff deixa a mesa. Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Quem dispôs de tempo suficiente para assistir a defesa da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), nesta segunda-feira (29), no Senado, certamente se surpreendeu com um discurso mais “humano” da gestora conhecida pelo semblante quase sempre duro, de poucos amigos. A petista falou dos momentos mais difíceis da sua vida. Relatou a militância contra a ditadura, o câncer e iminente risco do impeachment. Não chorou, mas em vários momentos embargou a voz ao se confrontar com perguntas mais duras dos adversários. Entre os convidados de gala para a sessão, apoiadores da gestora e adversários que partiram da “insignificância” política para um estrelato sem muita certeza de futuro.

LM_Julgamento-Impeachment-Dilma-Rousseff-terceiro-dia-segunda-feira_01008292016

Aliados da presidente Dilma. Crédito: Lula Marques/Agência PT

Do lado da presidente afastada estavam o cantor e compositor Chico Buarque, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros Jacques Wagner (Casa Civil), Eleonora Menicucci (Políticas para as Mulheres) e Miriam Belchior (Planejamento). Do outro, os jovens que encabeçaram os protestos pró-impeachment, a exemplo de Kim Kataguiri, e a advogada Janaína Paschoal, que integrou o grupo que subscreveu o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Se para se livrar do impedimento a presidente pudesse recorrer aos apoiadores contra os “adversários” seria uma goleada. Chico com sua influência popular e Lula com a habilidade política incontestável, apesar de estar às voltas com denúncias de tráfico de influência e corrupção.

LM_Julgamento-Impeachment-Dilma-Rousseff-terceiro-dia-segunda-feira_01708292016

Os defensores do impeachment. Crédito: Lula Marques/Agência PT

A defesa da presidente não é simples. Dilma abusou de errar e admitiu os erros nas suas explanações no Senado, nesta segunda-feira. A presidente segue ladeira abaixo o caminho para a saída do poder, dando lugar ao vice, Michel Temer (PMDB), que de tanto as pessoas estarem cansadas da petista, já aceitam, sem muita resistência, entregar o poder a uma figura com postura política questionável. O calvário da presidente tende a chegar ao fim até a madrugada da quarta-feira (31), com pouquíssima possibilidade de escapar da degola. É uma lição para quem almeja o poder.

Dilma embargou a voz ao responder a Cássio sobre impeachment?

A resposta da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) ao questionamento do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) a respeito de crime de responsabilidade e as causas do impeachment, nesta segunda-feira (29), tem gerado controvérsia. A petista embargou a voz ao falar sobre a pressão das manifestações populares como causa para o seu processo de impedimento? O trecho do depoimento ocorreu por volta dos dez minutos no intervalo do vídeo que mostra a pergunta do parlamentar paraibano. Dilma fala do processo como arma de vingança do então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a que, na visão dela, os tucanos se aliaram para dar suporte ao impeachment. Em certo momento, visivelmente emocionada, ela interage com o plenário (não fica claro com quem) e diz “além disso… a vida é assim, senador, dura” e força um sorriso após embargar a voz. Tire suas conclusões.

Após proibição da Justiça, PSB coloca Wilson como locutor no guia de Cida

Carreata de cida

Wilson Filho (E) é candidato a vice na chapa encabeçada por Cida Ramos. Crédito: Divulgação/PSB

O deputado federal e candidato a vice na chapa encabeçada por Cida Ramos (PSB) para a disputa da Prefeitura de João Pessoa, Wilson Filho (PTB), assumiu novo papel no guia eleitoral. Desde a manhã desta segunda-feira (29), o parlamentar passou a figurar como locutor das propagandas. A contratação de profissionais para a função foi proibida pela nova legislação eleitoral e foi contestada pela coligação União por João Pessoa, do prefeito e candidato à reeleição, Luciano Cartaxo (PSD) .

Wilson Filho chegou a lançar seu nome para a disputa das eleições deste ano. Achava que conseguiria capitalizar o voto do eleitorado interessado em uma terceira via. Acabou desistindo por causa da perda de partidos aliados e das dificuldades de arrecadação. No acordo para compor a chapa de Cida Ramos, teve assegurado pelo governador Ricardo Coutinho (PSB), padrinho político da socialista, que teria espaço na campanha.

A decisão de usá-lo na locução ocorreu ainda no fim de semana, quando o juiz da propaganda de mídia de João Pessoa, José Ferreira Ramos Júnior, acatou representação apresentada pelos advogados do prefeito Luciano Cartaxo. Nas discussões internas, surgiu a possibilidade de usar depoimentos das pessoas nas ruas e até de familiares, para preencher espaço no guia. A ideia, no entanto, perdeu força no bunker de campanha e optou-se por Wilson por integrar a chapa.

Ricardo “ataca” fiscal e TRE promete apurar responsabilidades

Carreata de Cida RamosO governador Ricardo Coutinho (PSB) não tem poupado críticas ao fiscal da propaganda eleitoral Sérgio Ricardo Ponce Leon. O servidor do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) foi acusado pelo gestor de ter agido deliberadamente para prejudicar a carreata da coligação Trabalho de Verdade, encabeçada pela afilhada política do socialista, Cida Ramos (PSB). Perto do fim do ato político, o fiscal foi cercado por militantes quando tentava fazer imagens do carro onde seguiam Ricardo, Cida e o vice na coligação, Wilson Filho (PTB). Foi quando ele teve o celular derrubado pelo militante Marcos Antônio Alves Bandeira, que foi agredido fisicamente pelo fiscal.

“Não foi um incidente, foi uma agressão. E acho que não dá para dourar a pílula chamando de incidente o que é nitidamente um agressão. Ninguém cumprindo a lei pode agir daquela forma. Absolutamente ninguém. Um policial não pode agir, como é que um agente de propaganda eleitoral pode agir daquela forma?”, questionou o governador. No momento anterior à agressão, o fiscal foi cercado por militantes do PSB, quando tentava parar o carro onde seguia Ricardo Coutinho. O PSB, inclusive, apresentou representação na Justiça cobrando investigação e punição do servidor.

A juíza da propaganda eleitoral de rua, Agamenilde Dias Arruda Vieira Dantas, evitou falar em culpa do servidor enquanto não houver uma apuração mais aprofundada do caso. Ela se reuniu na manhã desta segunda-feira (29) com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, José Aurélio da Cruz, para discutir a posição que será adotada pela Justiça Eleitoral. A juíza explicou que vão ser analisadas imagens sem edição, em poder do órgão, porque, ela assegura, as que circulam nas redes sociais foram editadas. Só a partir daí, a corte vai decidir sobre a punição ou não do servidor.

Grifo meu

Se tomarmos por base o Código Brasileiro de Trânsito (CBT), não apenas essa, mas todas as carreatas de candidatos majoritários em João Pessoa não poderiam ocorrer diante das irregularidade. Na foto acima, Ricardo, Cida e Wilson, só para citar alguns, estão no compartimento de carga de uma caminhonete. A lei diz que é proibido “conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados (e entre eles não há carreatas). A infração é grave; o motorista deve ser multado e o carro retido. E esse é apenas um ponto. O comum nas carreatas é pessoas com o corpo projetado para fora das janelas, gente bebendo e dirigindo, buzinaços, etc. Ou seja, se a lei fosse aplicada ao pé da letra, dificilmente sobraria um motorista sem multa.

Procurador do Estado critica “postura’ de fiscais durante carreata

Gilberto CarneiroO procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, enviou comentário ao blog, com críticas à postura da fiscalização durante a carreata promovida pela coligação Trabalho de Verdade, encabeçada pela candidata a prefeita de João Pessoa, Cida Ramos (PSB), neste domingo (28). O ato político acabou com um episódio de agressão envolvendo o fiscal do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Sérgio Ricardo Ponce Leon e o militante do PSB, Marcos Antônio Alves Bandeira. O fiscal agrediu a socos, pontapés e puxões de cabelo o socialista, após ter o celular usado para fazer imagens jogado no chão.

Carneiro deixa claro que fala como testemunha ocular e emite opinião pessoal. Confira:

 

“Desde o princípio alguns dos fiscais da Semob (Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana) tratavam os condutores com rispidez e arrogância. Eu próprio fui vítima dessa abordagem. No tocante aos fiscais do TRE, tudo transcorria bem, na maioria das vezes eles sempre abordavam com respeito e sempre procurando primeiro orientar. Durante todo o percurso da carreta não houve nenhum incidente, salvo pequenas abordagens, quando ao final da carreata um fiscal do TRE, sem qualquer motivo que justificasse, tentou forçar a parada do carro em que se encontravam a candidata Cida, Wilson (Filho) e o governador (Ricardo Coutinho), quase provocando um acidente ao interferir na direção do veículo. Posteriormente após os militantes protestar partiu pra cima de um dos militantes e o esmurrou, causando ferimentos e sangramentos, conforme as imagens do vídeo revelam”.

 

Olenka Maranhão assume a Secretaria de Trabalho de João Pessoa

Olenka Maranhão_Roberto GuedesAgora é oficial. A suplente de deputada estadual Olenka Maranhão (PMDB) foi nomeada para o cargo de secretária de Trabalho, Produção e Renda da prefeitura de João Pessoa. O ato, publicado no último Semanário Oficial, foi um dos efeitos práticos da aliança entre o PMDB do senador José Maranhão (PMDB), tio de Olenka, e o PSD do prefeito Luciano Cartaxo. O convite para a peemedebista foi feito logo após o governador Ricardo Coutinho (PSB), ex-aliado do partido, anunciar o retorno de Trocolli Júnior (Pros) à Assembleia Legislativa como retaliação à decisão de Maranhão. Júnior é o titular do mandato e ocupava a Secretaria de Articulação Política para, quando Maranhão e Ricardo andavam em faixa única, dar lugar à suplente.

Com o convite em mãos, Olenka pediu tempo ao prefeito para refletir e só nos últimos dias voltou ao assunto. A chegada dela para a gestão trará algumas mudanças na pasta. Paulo Roberto Fernandes Vieira deixa a secretária adjunta e passa ao cargo de diretor de Operações. Para o cargo de adjunto do Trabalho, vai José de Paiva Gadelha Neto. Gadelha pertenceu à gestão em 2012, quando o prefeito era Luciano Agra (já falecido). Naquela época ele ocupou o cargo de adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Já Roberto Pinto, ex-Secretaria de Mobilidade Urbana, deixou a condição de adjunto da Secretaria Municipal de Segurança de João Pessoa.

Carreata de Cida: show de absurdos da militância e de fiscal do TRE-PB

Carreata de Cida Ramos

Crédito: Divulgação/PSB

Não custa sonhar. Um dia as carreatas deixarão de ser permitidas, assim como os showmícios, e uma série de atentados ao Código Brasileiro de Trânsito (CBT), à Legislação Eleitoral e até à criminal também deixarão de acontecer. A mobiliação puxada neste domingo pela coligação Trabalho de Verdade, encabeçada por Cida Ramos (PSB) e Wilson Filho (PTB), candidata a prefeita e a vice de João Pessoa, respectivamente, foi a prova disso. Muito rigor dos fiscais da propaganda, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), somado a muitos abusos e provocações da militância girassol e, no final, insultos e agressões. O fiscal Sérgio Ricardo Ponce Leon foi alvo de uma representação na Justiça Eleitoral por causa da agressão física a um militante, ocorrida no final da carreata.

Parece até um filme antigo sendo reexibido. Na sexta-feira (26), a juíza da propaganda eleitoral de rua, Agamenilde Dias Arruda Vieira Dantas, tentou convencer os candidatos a prefeito de João Pessoa a não realizarem carreatas. A reunião com os representantes das coligações terminou sem acordo, apesar da advertência de que a fiscalização seria rigorosa. E foi. Desde os primeiros momentos da carreata, os fiscais da propaganda abordaram motoristas, mediram adesivos e reclamaram de bandeiras postas para fora dos carros. Tudo era registrado através de filmagens via celular. As imagens antes da confusão mostram Ponce Leon registrando imagens do carro onde seguiam Cida, Wilson e o governador Ricardo Coutinho (PSB), padrinho político da candidata socialista.

A coisa esquentou mesmo no momento em que um militante, identificado como Marcos Antônio Alves Bandeira, de 60 anos, derrubou o celular do fiscal. O que se vê depois disso é um show deplorável de pancadaria contra o militante, que até deveria ser preso, não agredido. O advogado da coligação Trabalho de Verdade, Fábio Brito, relatou o incidente na representação protocolada às 18h54, na diretoria do Fórum de João Pessoa. A expectativa da assessoria jurídica é que o caso seja apreciado pela Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral e o servidor, punido. A agressão foi vista pelos advogados como falta funcional. O caso, vale ressaltar, foi claramente reflexo de um clima de muito acirramento, que se estendeu do início ao fim da carreata.

Na reunião em que Agamenildes Dias pediu aos candidatos para não realizarem carreatas, ela cobrou das forças de segurança maior rigor na fiscalização. Uma fiscalização que raramente ocorre, já que esses órgãos são ligados ao Estado ou ao município. O mais sóbrio era que os candidatos, entre si, decidissem não fazer mais carreatas, já que é visível que elas trazem mais prejuízos políticos do que agregam. Os motoristas que ficam presos no trânsito por causa das mobilizações, invariavelmente, se irritam. Além disso, sobram bebedeiras, gente com a cabeça fora da janela e outros absurdos.

Confira uma observação do promotor Octávio Paulo Neto, do Ministério Público da Paraíba, sobre os crimes comuns  nas carreatas:

“Pessoas penduradas em janelas ou portas de veículos, o artigo 235 do capítulo XV do Código Brasileiro de Trânsito (CTB), que trata das infrações, considera grave a infração de conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados. A legislação prevê multa de R$ 127,69 e retenção do veículo como penalidade, além da perda de 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do condutor.

Já pessoas carregadas em carrocerias de caminhonetes ou caminhões, o CTB diz que conduzir veículo transportando passageiro em compartimento de carga configura infração de trânsito de natureza gravíssima, prevista no artigo 230, inciso II, sujeita à multa de R$ 191,54, 7 pontos no prontuário e apreensão do veículo.

Temos ainda o acionamento das buzinas e tantas outras infrações!”

PS: Os vídeos publicados estão circulando nas redes sociais.

Juíza tenta, mas não convence candidatos a não realizarem carreatas em João Pessoa

Crédito: Divulgação/TRE-PB

Crédito: Divulgação/TRE-PB

A juíza da propaganda eleitoral de rua de João Pessoa, Agamenilde Dias Arruda Vieira Dantas, até que tentou, mas não conseguiu convencer os candidatos a prefeito de João Pessoa sobre a não realização de carreatas. A reunião com os representantes das coligações ocorreu nesta sexta-feira (26) e terminou sem acordo. A primeira já acontece neste domingo (28), com saída de Jaguaribe, organizada pela candidata socialista Cida Ramos. A magistrada, por outro lado, prometeu que a Justiça Eleitoral será rigorosa no combate aos excessos. “As regras básicas de segurança, de trânsito e de mobilidade, não deverão ser descumpridas”, afirmou a juíza Agamenilde Arruda, em tom de cobrança.

Participaram da reunião, representantes da Força de Segurança e dos partidos políticos para tratar do disciplinamento, regras de segurança, mobilidade urbana e outros temas relacionados à Propaganda Eleitoral de Rua. Foram tratados temas como carreatas, passeatas e eventos similares previstos em lei. “Temos a preocupação com a mobilidade urbana, com a segurança, com a questão ambiental e sobre tudo com a mobilidade do cidadão, e  entendemos que a carreata é um direito assegurado em lei, não conseguimos o convencimento de todos quando à não realização, então, passamos a disciplinar, deliberar sobre o exercício disciplinado deste direito de realizar carreata”, disse Agamenilde. “Nós seremos rigorosos no cumprimento da legislação”, acrescentou.

Paraíba já tem preso usando tornozeleira eletrônica

José Aloysio da Costa Machado Neto

José Aloysio da Costa Machado Neto

O acusado de participação em suposto esquema de improbidade administrativa, em Patos, o empresário José Aloysio Neto, é o primeiro preso domiciliar, na Paraíba, a usar tornozeleira eletrônica. Ele foi preso no bojo da operação Desumanidade, que investiga fraudes em licitações, desvio de recursos e lavagem de dinheiro em obras de municípios do Sertão do estado. As apurações ocorrem sob sigilo por determinação do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Neto estava foragido e foi preso meses atrás pela Polícia Federal. Por questões de saúde, no entanto, a prisão preventiva foi convertida em domiciliar pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). Isso ocorreu em julho e, como não havia tornozeleiras eletrônicas disponíveis, a corte determinou o monitoramento da PF.

Após denúncia feita pelo blog, a Secretaria de Desenvolvimento da Administração Penitenciária prometeu resolver a questão. O secretário Wagner Dorta explicou que o Estado adquiriu recentemente 242 tornozeleiras eletrônicas, tinha tecnologia, pessoal treinado para aplicar o equipamento nos presos domiciliares, mas faltava apenas o Tribunal de Justiça do Estado (TJPB) resolver questões técnicas pontuais. O convênio foi firmado com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen). O tribunal precisava, segundo o secretário, concluir um cabeamento de internet na sala de audiência de custódia, onde os agentes vão atuar na aplicação das tornozeleiras após as sentenças. Isso não impediria, no entanto, que se atendesse o pedido da Procuradoria da República.

Crédito: Jonas Oliveira/ AENPr

Crédito: Jonas Oliveira/ AENPr

Tal qual o dito pelo secretário, não demorou para que a situação fosse resolvida em relação ao preso na operação Desumanidade. De acordo com o procurador da República, Rodolfo Alves, em questão de dias José Aloysio Neto passou a ser monitorado e o MPF recebe informações sobre cada movimentação do preso. Com isso, ele que tem autorização apenas para deslocamentos em direção ao atendimento médico, tem cada saída de casa registrada via satélite e os procuradores são informados via mensagem de telefone. Parabéns ao secretário Wagner Dorta.