Legislativo 22:21

Chico Buarque x Kim Kataguiri: se fosse no futebol, seria goleada

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Dilma Rousseff deixa a mesa. Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Quem dispôs de tempo suficiente para assistir a defesa da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), nesta segunda-feira (29), no Senado, certamente se surpreendeu com um discurso mais “humano” da gestora conhecida pelo semblante quase sempre duro, de poucos amigos. A petista falou dos momentos mais difíceis da sua vida. Relatou a militância contra a ditadura, o câncer e iminente risco do impeachment. Não chorou, mas em vários momentos embargou a voz ao se confrontar com perguntas mais duras dos adversários. Entre os convidados de gala para a sessão, apoiadores da gestora e adversários que partiram da “insignificância” política para um estrelato sem muita certeza de futuro.

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Aliados da presidente Dilma. Crédito: Lula Marques/Agência PT

Do lado da presidente afastada estavam o cantor e compositor Chico Buarque, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros Jacques Wagner (Casa Civil), Eleonora Menicucci (Políticas para as Mulheres) e Miriam Belchior (Planejamento). Do outro, os jovens que encabeçaram os protestos pró-impeachment, a exemplo de Kim Kataguiri, e a advogada Janaína Paschoal, que integrou o grupo que subscreveu o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Se para se livrar do impedimento a presidente pudesse recorrer aos apoiadores contra os “adversários” seria uma goleada. Chico com sua influência popular e Lula com a habilidade política incontestável, apesar de estar às voltas com denúncias de tráfico de influência e corrupção.

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Os defensores do impeachment. Crédito: Lula Marques/Agência PT

A defesa da presidente não é simples. Dilma abusou de errar e admitiu os erros nas suas explanações no Senado, nesta segunda-feira. A presidente segue ladeira abaixo o caminho para a saída do poder, dando lugar ao vice, Michel Temer (PMDB), que de tanto as pessoas estarem cansadas da petista, já aceitam, sem muita resistência, entregar o poder a uma figura com postura política questionável. O calvário da presidente tende a chegar ao fim até a madrugada da quarta-feira (31), com pouquíssima possibilidade de escapar da degola. É uma lição para quem almeja o poder.

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