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“Enquadrados” vence o 1° Hackfest Contra a Corrupção em Campina Grande

 

Hackfest Contra a Corrupção reúne mais de 60 participantes. Crédito: Divulgação/MPPB

Hackfest Contra a Corrupção reúne mais de 60 participantes. Crédito: Divulgação/MPPB

Todas as ferramentas desenvolvidas foram fantásticas, mas era preciso um vencedor para o primeiro ‘Hackfest Contra a Corrupção’, promovido pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) em parceria com o laboratório Analytics da Universidade Federal de Campina Grande e a Rede Paraíba de Comunicação, representada pelo Jornal da Paraíba. Os vencedores foram os desenvolvedores do Enquadrados, um aplicativo criado para identificar o número de servidores (efetivos, temporários e comissionados) por metro quadrado das Câmaras Municipais e das Prefeituras de todo o país, em especial na Paraíba. A ideia é mostrar o inchaço das repartições públicas, cujos espaços não seriam suficientes para acomodar tantos servidores (incluindo os cabos eleitorais).

O evento, promovido na sede do Ministério Público, em Campina Grande, teve inicio na sexta-feira (19) e foi concluído neste domingo (21). Na fase de brainstorming, logo no início, foram apresentadas 46 propostas pelos 60 estudantes inscritos para a disputa. Delas, dez foram selecionadas e, depois, com uma nova avaliação, oito passaram a ser desenvolvidas. As ferramentas deverão ser usadas pelo site colaborativo Eu Fiscal, fruto de uma parceria entre Ministério Público da Paraíba (MPPB), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e o Jornal da Paraíba, representando a Rede Paraíba de Comunicação. O site já está no ar com aplicativos importantes e anteriores ao evento pelo endereço http://eufiscal.jornaldaparaiba.com.br/.

O promotor Octávio Paulo Neto, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e um dos principais entusiastas do projeto, elogiou as ideias surgidas no Hackfest. Ele ressaltou que o melhor de tudo é a interação dos dois mundos, com o virtual contribuindo para o combate à corrupção. “A juventude, através desses exercícios de programação, pode contribuir bastante para o acesso inteligível dos dados, fazendo com que a população efetivamente possa tomar uma decisão apropriada, não só para as eleições, mas para a sua vida e relação para com o Estado”, disse o promotor durante o evento. Ele destacou ainda que as ferramentas devem contribuir para que as pessoas vigiem a aplicação do dinheiro público.

A expectativa dos organizadores é que todas as ferramentas desenvolvidas possam em breve ser disponibilizadas para a população, através do site Eu Fiscal. “O mais importante é que a gente conseguiu reunir mais de 50 pessoas em um prédio público, para pensar sobre corrupção ou pensar sobre o problema da corrupção e ainda pensar soluções para esse problema”, disse o professor da UFCG João Arthur Brunet Monteiro, que coordenou o evento ao lado do também professor Nazareno Andrade e do promotor Octávio Paulo Neto. “Eu consigo ver duas vertentes dessa iniciativa. Uma é o retorno do pensar, do pensar sobre política, do pensar sobre corrupção. E o outro é o concreto, que é a aplicação. A sociedade vai utilizar essas aplicações para controlar a gestão pública”, acrescentou.

Os participantes são estudantes de cursos de Ciência da Computação (ou áreas afins), Direito, Design ou Arte e Mídia participam da competição. O ‘Hackfest’, também chamado de hack day ou codefest, é uma maratona de programação na qual hackers se reúnem por longos períodos, com o objetivo de explorar dados abertos, desvendar códigos e sistemas lógicos, além de discutir novas ideias e desenvolver projetos de software ou até mesmo de hardware. Por ser um evento público, a maratona dá visibilidade e transparência a essas atividades, além de divulgar os novos produtos gerados.

As equipes da competição

# Ficha Limpa – Pretende criar dispositivo que irá ajudar a população na escolha de seus representantes, propondo uma ferramenta que mostre os políticos com ficha limpa.

# Topa Tudo – A principal da euipe é, por meio de análise de dados de licitações, encontrar empresas potencialmente corruptas, que fornecem serviços incompatíveis com a sua competência ou de competências muito divergentes.

# Corruptômetro – Vai medir a propensão de políticos ou empresas de se tornarem corruptos, baseado em casos conhecidos de corrupção de políticos e empresas.

# Obras GO – A proposta é “capturar” obras públicas para saber se foram realizadas ou não.

# Como Estou? – Será levantado o perfil dos vereadores que atuam na Câmara Municipal de Campina Grande e produzir um ranking levando-se em conta a produção legislativa desses parlamentares.

# Cartão Fidelidade – A proposta dessa equipe é mostrar as empresas que fecham “contrato” com partidos políticos e depois são recompensadas nas gestões públicas.

# Enquadrados – Identificar o número de servidores (efetivos, temporários, comissionados etc.) por metro quadrado das Câmaras Municipais e das Prefeituras de todo o país, em especial na Paraíba.

# Será Dubai?!! – Comparar os gastos das gestões públicas com os tipos de obras que executam, levando-se em conta o metro quadrado.

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COMENTÁRIOS

  1. Avatar for Suetoni
    José Maria

    Ideia belíssima e resultado desejado. Só no aguardo para baixar app.

  2. Avatar for Suetoni
    Tatiana

    Na verdade todas as equipes ganharam a competição. “Os Enquadrados” ganhou, na verdade, a aplicação mais criativa…

    • Avatar for Suetoni
      Suetoni

      Obrigado pela informação, Tatiana.

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