Ricardo fala em “tempos difíceis”, “sombrios” e de “perseguição”

O governador Ricardo Coutinho (PSB) elevou o tom das críticas ao governo provisório do presidente Michel Temer (PMDB-SP), nesta quarta-feira (15), durante a audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa em favor da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). Durante o ato, no Espaço Cultural, em João Pessoa, o socialista falou que o país vive “tempos difíceis”, “sombrios” e de “perseguição política”.

Discurso Ricardo

A referência foi principalmente à decisão do Ministério das Cidades de frear o repasse de R$ 17,5 milhões liberados por Dilma Rousseff antes de ser afastada. A leitura do governo federal era de que o dinheiro foi repassado de forma irregular. Se voltando para Dilma, no palanque, Ricardo Coutinho lembrou que a perseguição era sobre um convênio que foi dividido pelo governo federal, especificamente na gestão dela, com o governo do estado.

Ricardo ainda fez referência ao senador Cássio Cunha Lima (PSDB), apontado por ele como responsável por convencer o governo federal na retirar o dinheiro que seria destinado à conclusão do viaduto do Geisel, em João Pessoa. Neste momento, a militância gritou em coro “fora Cássio, fora Cássio”. No retorno, o governador voltou a reforçar o sentimento de que a presidente será reconduzida ao poder, saindo vitoriosa do processo de impeachment.

O governador paraibano também usou a discussão sobre os “tempos sombrios” para falar do retorno da cultura do estupro. Disse que o governo do Estado estimula e não combate as mulheres quando elas fazem atos contra o crime, em referência aos protestos do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), que criticou a pichação do monumento “Eu amo Jampa”, na orla. O ato, na época, contou com a participação de vários socialistas, inclusive a pré-candidata a prefeita, Cida Ramos.

Mais informações em instantes…

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