Governo diz que obra de viaduto não vai parar e ministro critica uso político

A queda de braço entre o governo do estado e o Ministério das Cidades não deve paralisar o andamento das obras no Viaduto do Geisel, em João Pessoa. Essa, pelo menos, é a informação repassada pelo secretário de Infraestrutura, João Azevedo. O auxiliar do governador Ricardo Coutinho (PSB) está em Brasília, onde tenta a liberação de recursos. O gestor paraibano está em pé de guerra com o presidente interino Michel Temer (PMDB), a quem acusa de perseguição por ele ser aliado da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), que estará na Paraíba nesta quarta (15).

Bruno Araújo

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, resolveu nesta segunda (13) diminuir o tom no embate com o governador, porém, sem abandonar a firmeza com a qual justificou a retirada dos R$ 17,5 milhões dos cofres do governo do Estado. A pasta entende que o governador foi tratado com “privilégios” pela presidente afastada nos últimos dias da gestão. A nota diz que o governo federal repassou em um ano e quatro meses de obra apenas R$ 240 mil ao Estado, porém, nos últimos dias da gestão de Dilma, foi repassada a integralidade do convênio, sem a efetiva conclusão da obra.

O governo do Estado diz que já executou 58% da obra, mas as medições do governo federal reconhecem apenas 22,9% do trabalho como concluído. Araújo explicou que o dinheiro será liberado na medida em que o governador consiga concluir as etapas do cronograma físico do empreendimento. O tom foi elevado entre as partes na última sexta-feira (10) porque o governador acusou Temer e o ministro das Cidades de perseguição política e prometeu judicializar a questão. Em nota, naquele dia, Bruno Araújo disse que se houvesse judicialização o dinheiro só seria liberado após o trâmite em julgado.

 

Confira a nota publicada no perfil do ministro no Facebook

Bom dia amigas e a amigos da Paraíba!

Gostaria de falar sobre o Viaduto do Geisel.

Os brasileiros exigem que os recursos públicos sejam utilizados com eficiência e cuidado. O governo afastado, em um período de um ano e quatro meses, só enviou R$ 240 mil para o Viaduto do Geisel e, às vésperas de seu afastamento, repassou R$ 17,8 milhões em recursos não para conta do governo do Estado, como afirmado, mas a para a conta do convênio do Ministério das Cidades.

A boa administração dos recursos públicos impede que se mandem todos os recursos para uma obra que consta no Ministério com apenas 22,9% de execução. Ou seja, o governo anterior transferiu dinheiro antes da realização do serviço.

A prática mais eficaz da administração é liberar os recursos na medida em que as etapas de construção são terminadas. É a melhor maneira de evitar desperdícios e proteger o contribuinte. Não é esse o costume do cidadão? Só pagar quando o serviço é feito? É o que pretendemos fazer com rigor. Além do que, dia 3 de junho, em entrevistas ao vivo na Paraíba, ouvindo as demandas dos senadores paraibanos, anunciamos que os pagamentos seriam feitos na medida em que as obras forem executadas. É possível discordar desse procedimento?

A nossa atitude, portanto, foi no sentido de garantir maior eficiência e compromisso na execução da obra, o que é exigência da sociedade. Não se deve transformar um tema tão importante na vida das pessoas em batalhas políticas que, sem sentido, tiram o foco do que é fundamental: o atendimento ao cidadão. Como nordestino, conheço das dificuldades de nossa região e a conclusão do Viaduto do Geisel é uma prioridade.

Muito obrigado

Bruno Araújo

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