João Azevedo abandona disputa e PSB convoca reunião para definir substituto

O tema era tabu. Ninguém no PSB aceitava falar em “on” a respeito da desistência do secretário de Infraestrutura do Estado, João Azevedo, de disputar a prefeitura de João Pessoa. Até que na noite desta terça-feira (26), por volta das 23h, o partido divulgou nota oficializando a saída do secretário do páreo. A crise econômica, além da nova conjuntura política nacional, foram argumentos usados pelos socialistas para justificar a mudança. O diretório municipal se reúne nesta quarta-feira, às 18h, para deliberar sobre a escolha de um novo nome para a disputa. São lembrados os nomes da deputada Estela Bezerra, da secretária de Desenvolvimento Humano, Cida Ramos, e do deputado Gervásio Maia, este último recém-filiado.

Secretário João Azevedo. Foto: Francisco França

Secretário João Azevedo. Foto: Francisco França

O governador Ricardo Coutinho chegou a negar na última segunda-feira (25) que fosse haver mudança mas, um dia depois, ele jogou a responsabilidade para o partido. O fato é que João Azevedo retirou o bloco da rua. Desde o dia 16, as redes sociais dedicadas a ele estão paradas e, no aniversário de Mangabeira, maior bairro de João Pessoa, não houve manifestação do auxiliar. Nos bastidores, a informação recorrente era a de que a falta de traquejo político e as dificuldades para tirar a campanha das últimas posições fizeram João Azevedo desistir, em comum acordo com as principais lideranças do partido. Oficialmente, no entanto, o argumento é o de que a nova conjuntura fez a presença dele na Secretaria ser essencial.

O líder do governo na Assembleia Legislativa, Hervázio Bezerra (PSB), foi enigmático nesta terça-feira ao dizer que “em política tudo pode acontecer”. Ele acha que uma eventual desistência de Azevedo poderia ocorrer por questão de foro íntimo, ele achar que política não é a praia dele, ou do partido, analisando a história da campanha até aqui. Apesar do palpite, evita dar o caso como prego batido e ponta virada. Já Gervásio Maia foi surpreendido, nesta terça-feira, com as manifestações de colegas de bancada que o tratavam de “prefeito” o tempo todo na Assembleia, em tom de brincadeira. Ele, no entanto, negou que haja conversas para que substitua João Azevedo. Na filiação de Gervásio, o governador Ricardo Coutinho disse ter prometido ao pai dele que cuidaria do neo-socialista.

É só esperar se as cenas dos próximos capítulos desta novela para saber se elas farão referência a “O outro”, “A favorita” ou “A próxima vítima”.

 

Confira a nota emitida pelo PSB

João Pessoa, 26 de abril de 2016

O presidente do Diretório Municipal do Partido Socialista Brasileiro, Ronaldo Barbosa, e o companheiro João Azevedo, atual secretário estadual de Infra-Estrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, em comum acordo, após reunião e deliberação conjunta,

1 – Considerando o atual cenário político nacional, que mudou inesperada e radicalmente a conjuntura, levando o Brasil a incertezas das mais diversas no campo econômico, administrativo e social, exigindo ainda mais atenção e capacidade de seus gestores;

2 – Considerando, em razão disso, a necessidade de dar continuidade, sem riscos de comprometimento do ritmo adotado, a um modelo administrativo que vem transformando a Paraíba, apesar dos obstáculos impostos pela atual crise política e econômica pela qual enfrenta o país;

3 – Considerando a importância da secretaria de Infra-Estrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, que responde pela quase totalidade das principais ações adotadas pelo governo do Estado, incluindo, entre outras, a construção de estradas, hospitais e infra-estrutura hídrica, exigindo o acompanhamento rigoroso da execução das obras em curso, tendo o companheiro João Azevedo como seu principal responsável ao lado do governador Ricardo Coutinho, desde o planejamento do projeto até o trabalho de captação de recursos junto ao governo federal e outras instituições financeiras;

4 – Considerando o caráter imprescindível do companheiro João Azevedo e sua disposição em se manter como secretário da pasta mais estratégica da atual gestão estadual, contribuindo com o projeto administrativo em curso diante de um cenário de extrema fragilidade econômica e institucional, adiando sua participação num processo eleitoral;

5 – Considerando ainda que toda essa alteração da conjuntura nacional supõe a avaliação de outros perfis igualmente capazes de discutir, elaborar e defender junto à militância e, especialmente, à população de João Pessoa os caminhos que devolvam a nossa cidade, capital de todos os paraibanos, a esperança de voltar a crescer de verdade, sem maquiagens ou demagogia política, resgatando os pilares da efetiva participação popular, igualdade social e desenvolvimento de João Pessoa;

Resolvem:

Abrir discussão interna sobre a substituição do companheiro João Azevedo Lins Filho na disputa eleitoral que se aproxima pela prefeitura municipal de João Pessoa por um novo nome a ser colocado pelo partido à disposição da população pessoense nas eleições deste ano.

Ronaldo Barbosa
Presidente do PSB de João Pessoa

João Azevedo Lins Filho
Secretário de Infra-Estrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia

Romero Rodrigues ameaça privatizar abastecimento de água em Campina Grande

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), anunciou que vai privatizar os serviços de bastecimento de água e coleta e tratamento de esgotos em Campina Grande, caso a Cagepa insista no corte do fornecimento de água para repartições públicas. A companhia divulgou nota nesta semana anunciando uma dívida de R$ 60 milhões da prefeitura e deu prazo até esta quinta-feira (28) para que o débito seja quitado. O prefeito acusa o governo do Estado de estar transformando o caso em fato político. Apenas prédios que prestem serviços essenciais, como escolas e hospitais terão o fornecimento de água mantido. Rodrigues disse que vai apenas esperar a notificação, para que o processo de municipalização dos serviços seja colocado em prática. A concessão da prefeitura com a Cagepa venceu no ano passado.

 

 

Mulheres lindas, fotografias comprometedoras e saia justa para os poderosos

Belas mulheres e poder sempre andaram de mãos dadas, porém, em muitas oportunidades, a combinação adquiriu características explosivas. O fato mais recente foi o da “Primeira Dama do Turismo”, Milena Santos, a vencedora do concurso “Miss Bumbum Estados Unidos”, edição de 2013. As fotos postadas por nas redes sociais, mostrando ela e o marido e novo ministro do Turismo Alessandro Teixeira deslumbrados com a posse na pasta, gerou muita, muita polêmica.

Mas situações em que fotos femininas meteram o “maridão” poderoso em saia justa não são poucas, algumas, é importante reconhecer, sem que as “primeiras-damas” ou candidatas a sê-lo tivessem culpa no cartório. De pronto, vamos a quatro casos emblemáticos e que tiveram grande repercussão na mídia, no Brasil e no mundo. Nesse contexto, além de Milena, poderíamos lembrar Lilian Ramos, com Itamar Franco; Pâmela Bório, com Ricardo Coutinho, e Jacqueline Kennedy.

Quatro casos em cronologia decrescente

Milena Santos/Alessandro Teixeira

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“Compartilhando com meus amigos meu primeiro dia de Primeira Dama do Ministério do Turismo do Brasil. Te amo meu amor, juntos somos mais fortes! Não é atoa (sic) que ao lado de um grande homem, existe sempre uma linda e poderosa mulher”. A frase é de Milena Santos, modelo, “Miss Bumbum Estados Unidos” de 2013, em postagem no Facebook desta segunda-feira (25). Deslumbrada com a chegada do marido ao cargo de ministro do Turismo, ela, lógico, compartilhou as fotos, algumas sensuais, nas redes sociais. Não imaginava a repercussão negativa. Retirou a postagem, mas não evitou o desgaste.

 

Pâmela Bório/Ricardo Coutinho

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“Presente para mim, mas quem curte é o maridão”. A frase de Pâmela Bório ao agradecer, via redes sociais, a lingerie recebida em forma de presente dado por uma cooperativa de artesãs gerou muita polêmica, em 2011, e uma saia justa sem tamanho para o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB). A bela, na época primeira-dama do Estado, também fez circular nas redes sociais fotos vestida de noiva nas escadarias do Palácio da Redenção. Os dois se separaram oficialmente após a campanha eleitoral de 2014. Pâmela promete lançar um livro sobre os bastidores do poder.

 

Lilian Ramos/Itamar Franco

Modelo Itamar

Em 1994, no segundo ano do governo de Itamar Franco (já falecido), ainda sem o Plano Real, a frágil estabilidade do governo foi abalada depois que o presidente que sucedeu Fernando Collor, alvo de um impeachment, apareceu em um camarote da Marquês do Sapucaí, durante o Carnaval do Rio, ao lado da modelo e atriz Lilian Ramos, que não usava calcinha. Parece um caso banal, mas não faltaram editorias nos jornais e revistas e pronunciamentos no Congresso Nacional pedindo o impeachment do presidente. A polêmica se estendeu de fevereiro até pouco depois do meio do ano, quando o plano econômico, bem-sucedido, alavancou a avaliação do governo de Itamar. Ele se deu ao luxo de eleger o sucessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

 

Jacqueline Kennedy/Aristotle Onassis

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Na década de 1970, o mundo se viu às voltas do escândalo gerado pelas fotos de Jacqueline Kennedy, viúva do ex-presidente norte-americano J. F. Kennedy, nua em uma praia da Grécia. Na época das fotos, ela já era casada com o megaempresário egípcio Aristotle Onassis. Depois surgiram acusações de que o próprio Onassis, já em pé de guerra com a mulher, teria dado as coordenadas para que fotógrafos pudessem fazer as fotos e expusessem a imagem da companheira. O caso teve grande repercussão mundial.

Governistas blindam Cartaxo e inviabilizam a CPI da Lagoa

Em meio aos protestos dos vereadores da oposição, a base governista na Câmara de João Pessoa ativou o rolo-compressor que deve culminar, nesta semana, com o arquivamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o suposto desvio de R$ 10 milhões nas obras de revitalização da Lagoa. A estratégia é descredenciar a denúncia e, na sequência, arquivá-la. O primeiro passo ocorreu na segunda-feira (26), quando a Comissão de Políticas Públicas promoveu uma reunião aberta, com cara de sessão especial, para que auxiliares do prefeito Luciano Cartaxo (PSB) rebatessem o relatório da Controladoria Geral da União (CGU).

Foto: Olenildo Nascimento/CMJP

Foto: Olenildo Nascimento/CMJP

A arma governista foi um relatório elaborado pela Caixa Econômica Federal que atestava a regularidade dos valores e serviços executados pela prefeitura na obra. O relatório da CGU é o ponto de partida para a CPI protocolada pela oposição. Nesta terça-feira, o vereador Lucas de Brito (PSL) apresentou um requerimento para a realização de uma sessão especial com a participação de representantes da Controladoria Geral da União. O argumento era o de que eles poderiam explicar, com transparência, as bases usadas para apontar o suposto desvio de recursos públicos na construção do túnel e na retirada de resíduos da Lagoa.

Os governistas, no entanto, derrubaram a convocação. As informações de bastidores indicam que ainda nesta semana o presidente da Câmara Municipal, Durval Ferreira (PP), decidirá pelo arquivamento da CPI. Ele foi notificado na semana passada de uma decisão judicial que cobra informações sobre o andamento da análise do pedido formulado pela oposição. Ou seja, nada de discussão sobre desvio de recursos nas obras da Lagoa.

Socialistas já não descartam retirada de João Azevedo da disputa

Os socialistas já não desmentem a saída de João Azevedo da disputa pela prefeitura de João Pessoa. O governador Ricardo Coutinho, um dia depois de garantir a continuidade da campanha, adotou um discurso mais lacônico nesta terça-feira (26). “Eu não sou dirigente partidário”, resumiu o gestor, durante a participação de ato com os representantes da “Marcha pela reforma agrária e contra o golpe”, na Praça João Pessoa. O diretório municipal do partido tem uma reunião prevista para esta quarta-feira, quando o tema deverá ser colocado em pauta. Mesmo sem haver confirmação, a campanha socialista parou.

Cotado para substituir Azevedo na disputa da prefeitura de João Pessoa, o deputado estadual Gervásio Maia (PSB) negou que tenha recebido sondagens do partido. Ele, inclusive, se prepara para assumir a presidência da Assembleia Legislativa no próximo ano. Já o líder do governo na Casa, Hervázio Bezerra (PSB), resumiu-se a dizer que João Azevedo poderá deixar de ser candidato por uma decisão pessoal ou por uma avaliação do partido, tendo como base o histórico da campanha até aqui. São prerrogativas dele e do partido, reforça Bezerra, assegurando, no entanto, que não há confirmação de nenhuma das duas teses.

O próprio governador Ricardo Coutinho, irritado com a insistência dos repórteres, nesta terça-feira, foi evasivo ao afirmar que a eleição será discutida no momento oportuno, o período eleitoral. Entre os socialistas, a leitura é a de que a pré-candidatura de João Azevedo não decolou e o período eleitoral mais curto, de apenas 45 dias, inviabilizaria o seu crescimento. Não está descartada a escolha da deputada estadual Estela Bezerra para assumir a missão. Ela tem recall de outras campanhas e teria maior chance de enfrentar a candidatura à reeleição de Luciano Cartaxo (PSD).

Além de Estela, são lembrados como opções Gervásio Maia e Cida Ramos, secretária de Desenvolvimento Humano. O nome dela é elogiado até pela oposição na Assembleia Legislativa, a exemplo do deputado Raniery Paulino (PMDB). O ex-secretário de Esportes, Tibério Limeira também é visto como uma possibilidade. Ele deixou o governo para disputar uma vaga na Câmara de João Pessoa.

 

Ricardo não descarta candidatura de João Azevedo, mas falta ação do socialista

As palavras do governador Ricardo Coutinho (PSB) em relação à pré-candidatura de João Azevedo (PSB) a prefeito de João Pessoa vão em sentido contrário à prática do postulante. Em meio à mega-especulação de que o secretário de Infraestrutura do Estado teria desistido da candidatura, Coutinho tratou de elogiar o auxiliar e tratá-lo como grande quadro. A mensagem é a de que se João quiser, ele será o nome do partido na disputa. A prática, no entanto, é bem diferente. Desde o dia 16 deste mês não se ouve nada sobre a postulação de João Azevedo, que se consolida cada vez mais como “eminência parda” para a disputa.  Simplesmente, não está nas ruas.

Secretário João Azevedo. Foto: Francisco França

Secretário João Azevedo. Foto: Francisco França

O secretário foi a grande estrela da plenária do partido, ocorrida no dia 2 deste mês. De lá para cá, tirando umas críticas pontuais ao atual prefeito, Luciano Cartaxo (PSD), ele não produziu nada em termos de campanha. Nos bastidores há a informação de que a postulação do socialista não decola, por mais esforços que tenham sido feitos. As plenárias ocorridas nos bairros serviram apenas para mobilizar a militância mais próxima e não elevou o alcance da candidatura. Além disso, João Azevedo convive com fantasmas de nomes mais fortes no partido, como a deputada estadual Estela Bezerra; a secretária Cida Ramos e o ex-secretário Tibério Limeira.

Uma reunião foi marcada pelo diretório municipal para esta quarta-feira, quando fatalmente o tema será colocado em pauta. Se for trocar o nome do secretário, Ricardo Coutinho terá que impor uma liderança com maior peso. Nesta segunda-feira, no Conde, ele falou que não faltam bons quadros no PSB. Poderá, inclusive, puxar o deputado estadual Gervásio Maia, recém-filiado no partido, para comandar a disputa. O fato é que não existe uma liderança incontestável sob o guarda-chuvas do PSB e o tempo é curto para consolidar uma candidatura competitiva. O relógio corre contra as pretensões socialistas.

Justiça afasta delegada suspeita de desviar fianças, mas e a corregedoria da Polícia Civil?

O corporativismo da Polícia Civil tem chamado a atenção de membros do Ministério Público da Paraíba. Nesta segunda-feira (25), o juiz  Gustavo Procópio, titular da 5ª Vara de Santa Rita, determinou o afastamento da delegada Maria Solidade de Sousa, da 6ª Delegacia de Polícia da cidade. Ela foi acusada pelo MP de ter se apropriado de valores oriundos de pagamentos fiança. A corregedoria da PC também foi notificada, mas a coisa não andou por lá, o que tem descontentado alguns promotores. De acordo com a denúncia, em 2014, a delegada se apropriou de valores que lhe foram entregues a título de fianças em consequência de autos de prisões em flagrante lavrados, valores que a denunciada detinha em função do cargo e que foram desviados em proveito próprio e alheio.

“O Ministério Público, alegando que a denunciada usou, de forma indevida, os deveres constitucionais e legais impostos aos agentes públicos, requereu, na denúncia, como medida cautelar criminal, o afastamento da delegada Maria Solidade de suas funções públicas”, destacou o magistrado. Na sua decisão, Procópio entendeu que o afastamento da investigada mostra-se conveniente, pois ela exerce um cargo de mando e de poder na estrutura policial e o seu afastamento é necessário para resguardo da instrução criminal, tendo em vista a real possibilidade de destruição de provas e de utilização do cargo para intimidação de servidores, testemunhas e vítimas do processo. A delegada disse que vai recorrer da decisão.

Em sessão tumultuada, vereadores tentam “sepultar” CPI da Lagoa

Os vereadores da base de apoio ao prefeito Luciano Cartaxo (PSD) criaram uma estratégia para dar suporte à decisão do presidente da Casa, Durval Ferreira (PP), de arquivar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) proposta pela oposição para investigar um suposto sobrepreço de R$ 10 milhões nas obras de requalificação da Lagoa e do Parque Solon de Lucena. Em sessão tumultuada, com troca de ofensas e empurrões entre vereadores, foi apresentado um relatório elaborado pela Caixa Econômica Federal (CEF) no qual se conclui que não houve o suposto desvio de recursos apontado pela Controladoria Geral da União (CGU).

A sessão foi puxada pelo líder do governo na Câmara, Marco Antônio (PHS), e contou com a participação dos secretários Daniella Bandeira (Planejamento), Cássio Andrade (Infraestrutura) e Adelmar Regis (Procuradoria). Houve muita tensão no início dos trabalhos. Os vereadores Felipe Leitão (PSL), Renato Martins (PSB) e Raoni Mendes (DEM) se posicionaram na parte frontal à mesa diretora, tentando impedir a continuidade da sessão. Mendes, inclusive, chegou a ser empurrado pelo vereador Professor Gabriel (SD), que não gostou da provocação.

O relatório da Caixa Econômica analisou os valores declarados, bem como a operação para a retirada de sedimentos da Lagoa e, ao final, concluiu pela não existência de irregularidades. O documento foi encaminhado à CGU e vai subsidiar Durval Ferreira na resposta à Justiça, que, atendendo a ação movida pela oposição, cobrou do Legislativo informações sobre o andamento da análise do pedido de CPI protocolado na Casa. Durval tem dito a todos que a Procuradoria da Casa está analisando o pedido e que dará o resultado após ser notificado pelo órgão. Alguém tem dúvida sobre o resultado?

Renúncia de João Azevedo: diretório municipal se reúne na quarta

O secretário de Infraestrutura e Recursos Hídricos da Paraíba, João Azevedo (PSB), desistiu de disputar a prefeitura de João Pessoa, dizem, em off, lideranças socialistas. Informações de bastidores revelam que a dificuldade de decolar nas pesquisas e o período de campanha mais curto teriam desestimulado o gestor escolhido pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) para tentar impedir a reeleição de Luciano Cartaxo (PSD). Uma reunião será realizada pelo diretório municipal do partido, na próxima quarta-feira (27), para oficializar a saída. Ainda não há um nome de consenso na sigla para encarar a disputa, apesar de a deputada Estela Bezerra ser a opção mais forte.

Secretário João Azevedo. Foto: Francisco França

Secretário João Azevedo. Foto: Francisco França

De acordo com informações de bastidores, as pesquisas internas realizadas pelo partido sinalizaram para a dificuldade de a postulação de Azevedo decolar. A nova legislação eleitoral, que reduziu o tempo de campanha, também surgiu como complicativo para retirar uma postulação do zero e torná-la competitiva. Antes, os candidatos tinham 90 dias para fazer campanha de rua e 45 dias para os guias eleitorais e rádio e TV. Agora, o período de campanha foi reduzido para 45 dias e o guia eleitoral será restrito a 35 dias. Ou seja, os nomes menos conhecidos terão muita dificuldade de prosperar.

 

As especulações ganharam força também por causa de episódios colocados na conta de indicativos da desistência. O postulante não atualiza suas páginas nas redes sociais desde o dia 16 deste mês. Além disso, diferente do que seria natural, não participou de nenhuma forma da comemoração pelo aniversário do maior bairro da capital, Mangabeira, ocorrido no último sábado (23). Dirigentes de siglas como o PPS, por exemplo, não fecharam questão em relação ao apoio ao socialista. Nesse contexto, postulações como a de Manoel Júnior (PMDB) começam a ganhar força.

Os nomes mais prováveis para assumir a missão é o da deputada estadual Estela Bezerra, porém, a parlamentar não tem demonstrado interesse. “Ela está se sentindo bem na Assembleia”, disse um aliado. A socialista foi a candidata do PSB na disputa da prefeitura em 2012 e ganhou know-how. Tem um nome mais conhecido que o de Azevedo. Além dela, surgem como possibilidade os nomes do deputado estadual Gervásio Maia (PSB) e a secretária de Desenvolvimento Humano, Cida Ramos.

Cássio e Manoel Júnior ampliam diálogo sobre aliança em João Pessoa

A aproximação entre PMDB e PSDB no contexto nacional, por causa do iminente impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), começa a repercutir também em João Pessoa. Antes visto como patinho feio para a disputa municipal, Manoel Júnior (PMDB) agora vislumbra de forma mais sólida o apoio dos tucanos. O tema tem sido pauta de várias conversas com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) e já não enfrenta uma oposição tão grande dos três vereadores tucanos.

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Alguns ingredientes têm pesado para a aproximação. Há a perspectiva de os tucanos participarem de um eventual governo do vice-presidente Michel Temer (PMDB), a aproximação do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) do PP de Durval Ferreira, presidente da Câmara, sinalizando que ele poderá ser o vice na chapa, e a perspectiva de poder, em oposição aos petistas (maiores inimigos dos tucanos), que Manoel Júnior começa a representar.

Aquele movimento dos três vereadores tucanos (Luiz Fávio, Eliza Virgínia e Marcos Vinícius) pró-Cartaxo não existe mais. As declarações do presidente municipal do PSD, Lucélio Cartaxo, de que não havia sinalização de composição da chapa majoritária com o PSDB frustrou os tucanos que, juntos, tiveram mais de 15 mil votos. Eles exigiam de Cássio e Ruy Carneiro uma composição. Eliza Virgínia, por exemplo, não escondeu o seu descontentamento com o não de Lucélio.

Procurado pelo blog, Manoel Júnior revelou que a conversa tem existido e se intensificado. Ele dá gargalhadas quando perguntado sobre a perspectiva de tirar o PSDB da zona de conforto do prefeito Luciano Cartaxo. Ou seja, pelo andar da carruagem, quando Cartaxo acordar, terá perdido a sigla tucana e o seu tempo de TV.