Peso eleitoral para Cartaxo dos protestos dos servidores municipais

Pau que dá em Chico, dá em Francisco. É mais ou menos assim que a música toca na área política. Se no início do ano o governador Ricardo Coutinho (PSB) enfrentou a ira dos servidores públicos ao afirmar que, por causa da crise, não daria reajuste salarial a ninguém, agora chegou a vez do inferno astral do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). O gestor está às voltas com manifestações de médicos, servidores da saúde e professores. Todos cobram um reajuste salarial além do que a prefeitura diz ter condições de pagar.

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Depois de muita confusão, os servidores da saúde conseguiram uma audiência pública para esta sexta-feira (31), porém, esperavam que o prefeito aparecesse. A presença do secretário de Saúde, Adalberto Fulgêncio, acabou desapontando a categoria. A presidente do Sindicato de Saúde, Wanda Cely, se acorrentou com outros servidores e disse que só deixará a Câmara Municipal após se reunir com o prefeito. A categoria cobra a incorporação de gratificações aos seus salários e promete radicalizar.

A data-base da categoria é junho, como a de outros servidores, porém, eles estão antecipando os protestos por causa do período vedado pela legislação eleitoral. O movimento é reforçado pelos vereadores de oposição, que estão ajudando os servidores a fazerem pressão contra o prefeito de João Pessoa. Para o líder do prefeito na Casa, Marco Antônio (PHS), os protestos estão sendo potencializados pela oposição com motivação puramente eleitoral.

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