PMDB terá que entregar o comando de cinco órgãos na Paraíba

O PMDB da Paraíba decidiu abandonar a base governista no Congresso, seguindo a orientação nacional da sigla. O partido, sentindo o enfraquecimento da presidente Dilma Rousseff (PT), viu crescer a perspectiva de poder em torno do vice-presidente, Michel Temer, presidente nacional do partido, após acordo dos peemedebistas com os tucanos para o pós-impeachment. O partido joga alto, apostando na queda da petista, conhecida pela incompetência na condução política e pouca habilidade para o comando do Executivo. Caso ela caia, assume Michel Temer.

Michel Temer

Os reflexos na Paraíba, para um partido conhecido pelo apetite fisiológico, é a perda do comando de cinco órgãos. São eles as representações estaduais da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), do Ministério da Saúde, do INSS, do Departamento de Obras Contra as Secas (Dnocs) e do Ministério da Pesca. Na Funasa, inclusive, está Ana Cláudia, mulher do deputado federal Veneziano Vital do Rêgo. Ele era o mais resistente à tese de desembarque da aliança, mas mudou de ideia durante a reunião do PMDB, seguindo a orientação do partido.

As consequências para Veneziano serão maiores, já que o PT não mais dará apoio ao partido, em Campina Grande. Chateado com a decisão, o presidente estadual do PT, Charliton Machado, que é pré-candidato a prefeito da capital, disse que o partido não vai apoiar golpistas. A reunião do PMDB, ontem, contou com a participação dos senadores José Maranhão e Raimundo Lira e dos deputados federais Hugo Motta, Veneziano e Manoel Júnior. O quadro de diretorianos reunidos no gabinete de Maranhão, em Brasília, incluiu ainda o tesoureiro do partido na Paraíba, Antônio Sousa.

Vai haver desespero se Temer não conseguir chegar à Presidência da República.

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