PSDB vira a grande noiva da disputa eleitora em João Pessoa

O PSDB será a grande noiva nas eleições deste ano, em João Pessoa. A reunião de cúpula do partido, ocorrida no fim da manhã desta segunda-feira (29), terminou com a disposição de que a sigla poderá compor com o prefeito Luciano Cartaxo (PSD), o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) ou com o também deputado federal Wilson Filho (PTB). O encontro ocorreu no escritório do senador Cássio Cunha Lima no mesmo dia em que o presidente estadual da sigla, Ruy Carneiro, abandonou oficialmente a pretensão de disputar a eleição municipal.

Reunião do PSDB2

Carneiro evitou demonstrar preferências por um dos postulantes, mas deixou claro que tudo vai depender da proposta de governo apresentada por eles. O tucano alega que o partido não “vai aderir a uma candidatura”, mas pretende construí-la em conjunto. A partir de agora, ele alega, começam as conversas com os postulantes. O prazo para a definição do candidato ainda não foi escolhido. Os vereadores do PSDB (Marcos Vinícius, Luis Flávio e Eliza Virgínia) deram ultimato ao partido, recentemente, que trocariam de legenda caso o partido não siga Cartaxo.

A vereadora Eliza Virgínia comemorou o resultado da reunião desta segunda. Ela alega que a partir de agora, vai depender de Luciano Cartaxo o trabalho de bastidores para que a aliança seja confirmada. Nos bastidores do partido, há uma movimentação intensa para que se garanta vaga na chapa majoritária. Os nomes mais fortes para isso são os de Lauremília Lucena, presidente do Diretório Municipal, e Marcos Vinícius, que atualmente ocupa a pasta da Comunicação na gestão de Luciano Cartaxo.

Ruy Carneiro sai de cena e PSDB deve anunciar apoio ao PSD de Cartaxo

O ex-deputado federal Ruy Carneiro (PSDB) não será mais candidato a prefeito de João Pessoa. A decisão de disputar era pessoal, assim como passou a ser a desistência, comunicada nesta segunda-feira (29), justamente quando ocorre a reunião do partido para definir sobre a adesão à candidatura à reeleição de Luciano Cartaxo (PSD). Carneiro, que é presidente estadual da sigla tucana, sentará à mesa com Lauremília Lucena, presidente municipal, o ex-senador Cícero Lucena, os três vereadores pessoenses (Marcos Vinícius, Eliza Virgínia e Luis Flávio) e o senador Cássio Cunha Lima, a maior liderança do partido no Estado. A conversa vem amadurecendo há alguns dias e na semana passada, em Brasília, houve encontro entre Cartaxo e Cunha Lima.

Confira a nota emitida por Ruy Carneiro

Foto: Hacéldama Borba

Foto: Hacéldama Borba

A hora é de união

Entrei na política não para continuar uma história familiar, que começou com o senador Ruy Carneiro, meu tio-avô. Entrei por fé e dever. Como ele, creio que “Forte é o povo!” e que todos os cidadãos têm a obrigação de contribuir para uma sociedade que ofereça paz e prosperidade. No exercício dos mandatos de vereador, deputado estadual, secretário de estado e de município, deputado federal e dirigente partidário, não tive problemas para manter o foco no único propósito aceitável para um mandatário: o bem estar do seu povo.

Por opção, não disputei a reeleição em 2014, o que seria politicamente mais fácil. Lutei pelo sonho do meu partido, e do líder e amigo Cássio Cunha Lima, apoiado por outros 13 partidos, de implantar na Paraíba um projeto que contemplava não apenas soluções para problemas imediatos, mas a construção de um futuro com as marcas da superação e da ousadia.

O estelionato eleitoral marcou 2014 no Brasil e na Paraíba. O “paraíso” retratado nos guias eleitorais da presidente Dilma Rousseff e de seu aliado, Ricardo Coutinho revelou-se “pesadelo”. Fizeram tudo o que garantiram não fazer: mexeram em direitos dos trabalhadores, aumentaram contas de água, luz, gasolina e gás de cozinha, elevaram impostos, comprometeram obras, mas não demitiram a quantidade dos apadrinhados políticos nas gestões.

Nesse momento em que o País atravessa uma grave crise política, ética e econômica, impõe-se ao político compromissado privilegiar projetos coletivos ao invés dos individuais, para tentar devolver aos eleitores a confiança e obter deles a credibilidade necessária para mostrar que é possível fazer diferente. É possível governar voltado para o interesse público.

As pesquisas eleitorais divulgadas pela imprensa têm me apontado em segundo lugar na disputa pela Prefeitura de João Pessoa, mesmo sem que eu tenha me apresentado como pré-candidato. Fico honrado e agradeço àqueles que me apontaram, mas penso que não é hora para individualismo. Por isso, nesta segunda-feira quando o PSDB se reunir para definir os rumos que o partido tomará nas eleições deste ano, estarei abrindo mão da minha pré-candidatura a prefeito de João Pessoa, para que possamos discutir um projeto único, capaz de unir esforços com outros partidos e marchar numa mesma direção.

Não abrirei mão de ser candidato para aderir à candidatura A ou B, mas terei o desprendimento necessário para abrir mão por uma causa maior: o fortalecimento de uma candidatura que possa representar as propostas que tenho para João Pessoa, e, sobretudo, que façam parte de um projeto maior, um projeto que passa pelo resgate da Paraíba, sofrida, maltratada por uma gestão tirana que buscar controlar também os rumos da Capital.

É um gesto que acredito, será acompanhado por todos os tucanos de João Pessoa, tenham ou não mandatos. Precisamos dar uma oportunidade ao diálogo e evançar nas boas práticas. Nossos adversários são aqueles que acham que podem controlar o povo com um populismo que está sendo desmascarado em todo o País. Os que querem trabalhar pelo povo podem conversar e planejar o futuro. Como presidente do PSDB, essa será minha posição e contribuição para abrir a porta do diálogo. Esse será o primeiro passo. Muitos outros virão até que possamos convergir para um consenso dentro da perspectiva de buscar o melhor para João Pessoa e o melhor para a Paraíba.

Juntos seremos capazes de fazer mais e melhor.

Ruy Carneiro
Presidente do PSDB (PB)

Os petistas preparam desembarque do governo Dilma Rousseff

A aprovação no Senado, com aval do Planalto, do substitutivo que muda as regras para a exploração de petróleo no pré-sal deixou exposta uma fratura que há tempos é percebida na base petista: o risco de abandono da presidente Dilma Rousseff. A gestora é alvo de um processo de impeachment em andamento na Câmara dos Deputados e tem enfrentado a oposição sistemática dos petistas aos projetos do ajuste fiscal, que preveem queda nos investimentos, elevação de juros, reforma na previdência e recriação da CPMF.

Dilma e Eduardo

A aprovação do projeto que muda as regras para a partilha do pré-sal foi rechaçada pelo senador paraibano Lindberg Farias, eleito pelo Rio de Janeiro. Além dele, algumas das principais lideranças do partido, entre elas, o presidente do partido, Rui Falcão, se manifestaram pelo veto da proposta assim que ela chegar à presidente Dilma. Na Paraíba, militantes históricos do PT divulgaram nota com críticas à matéria, entre eles estão Giucélia Figueiredo e o vereador de João Pessoa, Eduardo Fuba.

As queixas vêm de longe. No ano passado, nos protestos contra o impeachment, os petistas também faziam protestos contra o governo, pedindo, entre outras coisas, a demissão do ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Ela acabou acontecendo no fim do ano passado. Com a impopularidade em alta, não vai surpreender se o partido corra para o ex-presidente e abandone o barco que visivelmente começou a fazer água. A proposta agora segue para a Câmara dos Deputados e depois será remetido à presidente, para sanção ou veto. A proposta é do senador paulista José Serra.

Denúncia contra Cláudia Dias deixa 82 prefeitos com a orelha em pé

O Ministério Público da Paraíba formalizou nesta sexta-feira (26) a denúncia contra a prefeita de Monte Horebe, Cláudia Dias (PSB), no Tribunal de Justiça, por suposto envolvimento em esquema criminoso formado para lesar os cofres do município. A medida integra a quarta fase da Operação Andaime e, de quebra, deixa de orelha em pé outros 82 prefeitos suspeitos e que poderão ser denunciados a partir de agora. Eles são investigados em duas operações (Andaime e Papel Timbrado). Os gestores são acusados do desvio de R$ 200 milhões.

Coletiva do ministerio publico

Na sua explanação, o procurador-geral de Justiça, Bertrand Asfora, explicou que a operação dividiu os suspeitos em dois grupos: os agentes políticos (prefeitos, secretários e responsáveis pelas licitações) e os empresários. Além de Cláudia Dias, foi denunciado o marido dela, Fábio Barreto, que é secretário de obras, e Francisco Moreira, o Didi da Licitação, responsável pelos processos licitatórios. Do núcleo empresarial, foram denunciados Francisco Justino, o delator do esquema, Mário Messias Filho e Francisco Popo. Todos estão presos preventivamente. São 16 ao todo.

Cládia Dias, ao lado da santa, durante procissão

Cládia Dias, ao lado da santa, durante procissão

O esquema funcionava com Francisco Justino emprestando suas empresas fantasmas para vencer as licitações e, após isso, a prefeitura executar com recursos e servidores públicos a obra contratada. O dinheiro era dividido entre os núcleos políticos e dos empresários. Eles são acusados de lavagem e ocultação de dinheiro, frustração do caráter competitivo, falsidade ideológica e participação em organização criminosa. Se a denúncia for acatada pelo Tribunal de Justiça, eles poderão ser condenados a 17 anos de prisão.

Veneziano é escolhido vice-líder e peemedebistas falam em traição

Se quiser, o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo pode morrer jurando que votou em Hugo Motta para líder do PMDB na Câmara dos Deputados. O nome dele era contabilizado pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (RJ), entre os apoiadores do parlamentar paraibano. Era. Logo depois da votação, na semana passada, quando Motta perdeu para Leonardo Picciani pelo placar apertado de 37 votos contra 30, o nome de Veneziano foi alçado à condição de “traidor”. A tese ganhou força nesta quarta-feira, quando Picciani o anunciou como um dos 16 vice-líderes do partido.

Hugo Motta em sessão da CPI da Petrobras

Hugo Motta em sessão da CPI da Petrobras

Veneziano já havia dado declarações sobre o desconforto e, na visão dele, a carga negativa que teve o atrelamento da imagem de Eduardo Cunha à campanha de Hugo Motta. Mesmo com o paraibano dizendo aos quatro ventos que era contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), a tese não convenceu parte dos parlamentares. Anteriormente, entre eles, não estava o parlamentar de Campina Grande. Em público, Motta tem sustentado um discurso de unidade e foco no futuro. Em reserva, para os colegas, não tem escondido o descontentamento.

Hugo Motta revela não entender a postura de Veneziano Vital do Rêgo. A relação entre eles sempre foi boa, mas aliados de Motta fazem as contas e acreditam que a postura de Veneziano tem como foco impedir o crescimento do colega de partido, por causa das eleições futuras na Paraíba. A confusão é grande. O desgaste, também.

Nonato manda recado aos futuros aliados: o PPS não cobra vice de ninguém

O vice-prefeito de João Pessoa, Nonato Bandeira (PPS), tem demonstrado desconforto com as especulações em relação às composições futuras do partido comandado por ele no Estado visando as eleições deste ano. Bandeira diz que quanto mais dá declarações negando imposição de vice para virtuais aliados, o tema vira e volta entra em pauta na imprensa. Na maioria dos casos, plantado por algum correligionário. Primeiro pelo vereador pessoense Marco Antônio, depois pelo vereador e presidente municipal da sigla, Bruno Farias, este última alega que foi mal interpretado.

Nonato

O PPS atualmente ocupa a vice na prefeitura de João Pessoa, com Nonato Bandeira. Ele, no entanto, não se mostra disposto a concorrer mais ao cargo. Para o futuro, admite a possibilidade de composição de aliança com o PSD do prefeito Luciano Cartaxo, seu ex-companheiro de chapa, mas não nega o diálogo com outras siglas. Entre elas está o PSB do governador Ricardo Coutinho, seu ex-aliado e desafeto. Caso faça aliança com os socialistas, vai apoiar a pré-candidatura do hoje secretário de Recursos Hídricos, João Azevedo.

Bandeira tem conversado com o diretório municipal de João Pessoa e dito que não há como apresentar uma definição de aliança antes de se saber quem são os “jogadores” que vão estar em campo para as eleições, até por conta da ‘janela da infidelidade’. Tem muita gente mudando de partido. Mesmo assim, ele acredita que em abril o partido terá definido com quem se coligar. O PPS já foi procurado por Luciano Cartaxo (PSD), João Azevedo (PSB), Wilson Filho (PTB), Manoel Júnior (PMDB) e Charliton Machado (PT). O tema vice não foi colocado na mesa com nenhum deles.

Líder da oposição diz que vereadores deveriam ganhar menos

O vereador Renato Martins (PSB) é o líder da oposição na Câmara de João Pessoa e, a partir de agora, o principal defensor do princípio de que os parlamentares da Casa ganham mais do que merecem. O desabafo ocorreu depois de o grupo adversário ao prefeito Luciano Cartaxo (PSD) ter tentado, sem sucesso, aprovar três requerimentos para a convocação de audiências públicas. Não houve acordo e os pedidos foram rejeitados. Foi quando, desapontado, o líder de uma bancada de apenas cinco dos 27 vereadores da Câmara defendeu que os salários dos parlamentares deveriam ser revistos.

Martins usou dois argumentos. O de que os vereadores trabalham pouco e não querem ampliar o debate e o de que a bancada governista “se vendeu” ao Executivo. Neste último caso, o que nós trazemos na gravação, ele diz que os vereadores, com salários de R$ 15 mil, ganham bem para não se venderem ao mandatário da vez na Prefeitura de João Pessoa. Só falta agora ele apresentar projeto para alterar a legislação do município. É verdade que os colegas não vão aprovar e vão chamá-lo de oportunista. Mas a população vai aplaudir.

Mosquito fêmea ou mosquita? Dilma fica com a segunda opção

Não surpreende que o ministro da saúde tenha abandonado o cargo por 24 horas apenas para votar em Leonardo Picciani (RJ) para líder do PMDB na Câmara dos Deputados, mesmo com o país atormentado com um surto de zika provocando microcefalia. Não causa surpresa principalmente porque a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), insiste em atropelar a gramática ou a lógica ao falar do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da doença. Na semana passada, e isso viralizou nas redes sociais, ela chamou o mosquito fêmea de “mosquita” durante conversa com a imprensa.

Antes disso, em dezembro, no Recife, ela disse que os ovos do mosquito têm o vírus que vai transmitir a doença. “Porque o mosquito transmite essa doença porque ele coloca um ovo. Esse ovo tem o vírus que vai transmitir a doença”. Certamente é o ovo que pica. Esse caso também viralizou na internet. Fica difícil levar a sério a principal mandatária do país. Mas vamos lá, todos combatendo os focos de reprodução do mosquito e, por precaução, melhor ficar atento também à mosquita.

 

Galdino suspende pagamento de diárias a parlamentares na ALPB

O presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (PSD), suspendeu o pagamento de diárias a parlamentares e servidores da Casa. A decisão foi publicada na edição desta quarta-feira (24) do Diário do Poder Legislativo. A medida ocorre na mesma semana em que o Jornal da Paraíba denunciou o gasto de R$ 1,39 milhão do cotão em pleno mês de janeiro, quando ocorre o recesso parlamentar no Legislativo.

Adriano Galdino

Em entrevista concedida nesta semana, o parlamentar já havia falado da necessidade dos cortes nos gastos para poder fechar a conta, devido à queda nos repasses do duodécimo, pago pelo governo do Estado. Só no mês de janeiro, o Executivo repassou a cota com redução de R$ 1,5 milhão. O impacto mensal tem representado um deficit de R$ 500 mil nas contas, o que, segundo ele, tem que ser corrigido.

Os cortes nas diárias valem para as viagens registradas a partir do primeiro dia de março. Galdino viajou nesta quarta a Brasília, onde participará de reunião do PSB. Pelas regras, em tese, ainda poderá receber diárias, já que tem na agenda visita a parlamentares paraibanos para solicitar emendas para o Estado. O presidente da Casa é pré-candidato do PSB a prefeito de Campina Grande.

Marconi Frazão vai substituir Marialvo Laureano na Receita Estadual

O governador Ricardo Coutinho (PSB) bateu o martelo. O novo secretário da Receita Estadual será Marconi Frazão, auditor fiscal de carreira da Receita Federal. Ele vai substituir Marialvo Laureano, que deixa o cargo para assumir a Delegacia da Receita Federal em João Pessoa, função também já exercida por Frazão. O nome do novo auxiliar ainda será publicado no Diário Oficial do Estado. A partir daí, a expectativa é que ele seja empossado dentro de 15 dias.

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Marconi Frazão diz que recebeu do governador a missão de manter o padrão de trabalho implementado por Marialvo Laureano, para que não haja descontinuidade das medidas implementadas. Depois que assumir o cargo, segundo Frazão, ele poderá avaliar melhor as condições da pasta e, a partir daí, implementar eventuais mudanças. “Vou usar de criatividade para desenvolver um trabalho proativo”, disse, lembrando ser este um ano de crise.

Enquanto Frazão chega, Marialvo Laureano está de saída para assumir a Delegacia da Receita Federal. A posse dele está marcada para a próxima segunda-feira, às 10h. Durante o período em que a Secretaria da Receita estiver vaga, quem responderá pela pasta é o secretário executivo Leonilson Lins de Lucena.