Pelas ruas de João Pessoa, adesivos pedem “ditadura com mão de ferro”

Estamos de volta a 1964, quando o movimento pela “família, tradição e propriedade” tomou as ruas pedindo um golpe militar. Uma semana depois da passagem do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) por João Pessoa, carros começam a circular com adesivos pedindo a volta de uma “ditadura com mão de ferro”. O exemplo é típico de quem não viveu ou esteve sempre do lado oposto aos porões do regime militar, onde os contrários ao regime foram torturados e mortos.

Golpe militar

A foto em destaque foi postada nas redes sociais pela jornalista Dina Melo e foi seguida de diversos relatos de pessoas sobre a distribuição de panfletos nas ruas da capital também defendendo a volta dos militares. A justificativa é a corrupção no serviço público e principalmente no governo petista, no poder desde 2003. O comparativo com o período militar, em relação à corrupção, carece de lógica. Afinal, na época esses crimes não eram denunciados e ficavam por debaixo dos panos.

A grosso modo, em uma democracia, temos a dimensão, mesmo que muitas vezes maquiada, da corrupção corrente. Na época da ditadura, a Polícia Federal funcionava como política política, empenhada em perseguir os “inimigos” do regime. Hoje, investiga e coloca na cadeia os mesmos empresários e políticos que roubaram durante os anos do regime militar e foram beneficiados pela vista grossa que se fazia para os malfeitos.

O regime militar não resolveu o problema da falta de educação, não conteve a inflação e não criou vocação econômica para o país. Nos anos do “milagre brasileiro” fez o bolo dos empresários crescer para depois dividir e isso nunca ocorreu. Agora, teve muita gente beneficiada com empréstimos nunca pagos, empregos generosos, etc. Esses, sim, relatam que viveram “um céu aqui na terra”. Quem se posicionou contra os generais, teve que deixar o país ou pagou com a vida.

Mesmo longe, Bolsonaro embala bate-boca na Câmara de João Pessoa

Os vereadores de João Pessoa, desde a semana passada, estão divididos entre os simpáticos e os críticos ao deputado federal do Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro (PP). O ex-capitão do Exército esteve na capital, exaltou os militares, os valores da família, insultou jornalistas, falou como candidato e foi embora. Nesta segunda-feira (24), ainda na ressaca da agenda bolsonariana, os vereadores Eduardo Fuba (PT) e Eliza Virgínia (PSDB) bateram boca na Câmara Municipal.

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Fuba, puxando a fila dos críticos do virtual candidato à Presidência, disse que os movimentos sociais, com a participação de negros, índios e mulheres foram barrados na Casa na última quinta-feira (19). “Enquanto isso, ônibus lotados trazendo gente de Natal (RN) e Recife (PE) chegavam à Casa com militantes favoráveis a esse cidadão”, disse, questionando qual a contribuição dada por Bolsonaro na vinda dele à Paraíba além de fazer campanha.

Eliza Virgínia reagiu dizendo que a “esquerda” impõe a sua vontade na base da faca e do arco e flecha. Reclamou da truculência que, ela lembra, resultou na quebra de uma das portas na entrada da Câmara Municipal. No dia, houve confronto entre partidários e críticos de Bolsonaro, com direito a gás de pimenta e um certo toque de abuso na atuação policial. “Não permitimos gente armada entrar aqui. Eles só queriam badernar”, bradou a vereadora.

Do outro lado, sem sair do prumo, Fuba chamou Bolsonaro de fascista e disse que ele deveria ser exterminado da política pelas vias democráticas. As palavras descontentaram ainda mais a vereadora, que acusou a “esquerda” de querer ganhar sempre no grito e, relembrando o protesto de quinta-feira, disse que “só faltaram trazer arma de fogo, porque a branca trouxeram”. De volta, ouviu do vereador: “Fundamentalismo dá nisso”.

Não houve votação de nada além de requerimentos na Casa nesta terça-feira…

Nova etapa da novela mexicana deixa Prefeitura de Santa Rita com contas bloqueadas

Parece não ter fim o sofrimento dos moradores de Santa Rita desde 2013, quando teve início a novela Reginaldo Pereira/Netinho de Várzea Nova no comando da cidade. O último capítulo foi o bloqueio das contas da prefeitura por um motivo banal: o poder público municipal não tem divulgado os balancetes financeiros desde janeiro deste ano. Os dados têm que ser repassados ao Tribunal de Contas do Estado e à Câmara Municipal – o que não vinha acontecendo. O resultado disso não poderia ser outro: a corte bloqueou as contas da prefeitura no Banco do Brasil.

Netinho culpou o antecessor, Reginaldo Pereira, pelo deslize com as contas públicas. E tem razão de ser, já que Pereira esteve no cargo até setembro. Mas vale dizer também que Netinho teve quase 60 dias para reverter o problema e não o fez. Esse é um retrato do que vem acontecendo na cidade metropolitana desde que a Câmara Municipal trocou o comando da cidade, em 2014. Na época, saiu Reginaldo Pereira, eleito, para entrar o vice. De lá para cá, tem ocorrido uma sucessão de entradas e saídas de gestores, com a população pagando o pato. No final das contas, isso só alimenta as esperanças do populista ex-prefeito Marcos Odilon, que ensaia o retorno à vida pública. Pior para os eleitores da cidade.

Ricardo Coutinho diz que Estado “não pode ser só gestor da folha de pessoal”

O governador Ricardo Coutinho (PSB) tem demonstrado preocupação em relação às contas do Estado, por causa da crise. A situação descrita por ele não é das mais confortáveis. Relata que antes mesmo de a presidente Dilma Rousseff (PT) anunciar o ajuste fiscal, o governo da Paraíba definiu um corte de 30% no custeio da máquina, com demissão de prestadores de serviço e redução de secretarias. Apesar disso, os cortes nos repasses do governo federal têm dificultado um ritmo mais satisfatório das obras.

Em entrevista ao Jornal da Paraíba, o gestor, aliado da presidente Dilma, fez restrições em relação ao ajuste fiscal conduzido pelo governo federal. Disse que o Brasil precisa gastar menos e melhor, preservando um mínimo de capacidade de investimento e geração de emprego e renda. Ricardo Coutinho defende também que os estados que fizeram o dever de casa, mantiveram as contas em dia, possam contrair empréstimos junto a bancos internacionais. A Paraíba espera conseguir R$ 550 milhões de dólares, mas precisa de autorização do governo federal para concretizar as operações.

A visão do governador também é terminativa em relação à CPMF (Contribuição Provisória sobre Circulação Financeira). Na visão dele, é um mal necessário. A lógica é a de que não haverá como financiar a saúde sem o imposto. “Gostaria de viver em um lugar utópico, onde não houvesse imposto, mas isso é uma utopia”, disse o gestor. Os prognósticos da equipe econômica apontam para um ano de 2016 ainda mais difícil do que 2015. O desafio de quem está no poder será manter as contas em dia.

PPS define pré-candidatura em Campina Grande e bota João Pessoa na geladeira

Pela lógica, a situação de João Pessoa deveria estar definida no raio de alianças do PPS. O partido tem três vereadores na Câmara (Marco Antônio, Bruno Farias e Djanilson da Fonseca) que integram a base do prefeito Luciano Cartaxo (PSD). Além disso, o vice-prefeito é Nonato Bandeira, que, por um acaso, é presidente estadual da sigla. Mero engano. O partido reúne nesta segunda-feira (23), em Campina Grande, a partir das 10h, 128 virtuais candidatos a prefeitos ou vice-prefeitos, mas João Pessoa está fora da conta.

O evento vai ser comandado pelo presidente nacional da sigla, Roberto Freire, e marcará o lançamento da pré-candidatura do empresário Arthur Bolinha a prefeito de Campina Grande. Nonato não dá pistas sólidas sobre a situação de João Pessoa. Tem conversado com o PSB do ex-desafeto e ex-aliado governador Ricardo Coutinho. O socialista quer lançar o secretário de Infraestrutura, João Azevedo, para prefeito da capital.

Nonato também conversa com o PMDB do deputado federal Manoel Júnior. Os dois estavam na base de sustentação da candidatura do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) ao governo do Estado, no ano passado. Em relação ao PSD do prefeito Luciano Cartaxo, a conversa é difícil. O fato de Bandeira ter sido escanteado durante a gestão do ex-petista fica claro nas declarações do pós-comunista como impeditivo. Ele disse que as discussões ficam para janeiro.

De forma discreta, inclusive, não é raro ver críticas do vice-prefeito ao titular. Nesta segunda-feira, por exemplo, ele criticou o número excessivo de trocas de secretários. Lembrou que só na Saúde, antes de se chegar a Aleuda Nágila, foram três outros profissionais no comando da pasta. “Se fosse pedida a minha opinião, diria não, porque eu sou mais prudente”, alfinetou. Ou seja, o jogo está aberto, mas todos sabem com quem o PPS não fica na capital.

Intolerância e retrocesso na passagem de Bolsonaro por João Pessoa

Só neste sábado, um dia depois a partida do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), encontro tempo para descrever o que foi, na minha visão, a passagem dele pela Paraíba. A conclusão é que não foi diferente de sua atuação no Congresso Nacional e pelos estados por onde tem passado: um discurso de intolerância e retrocesso, bem ao estilo do “tradição, família e propriedade”, que levou o país ao golpe militar de 1964. Trocando em miúdos, nem parece que chegados ao século 21.

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O que tem surpreendido é a grande quantidade de seguidores, com pensamento, em muitos casos, ainda mais radicais. No desembarque, na quinta-feira (19), Bolsonaro foi recepcionado por certa de 350 pessoas no Aeroporto Castro Pinto, em Bayeux. Recebeu um óculos esportivo, posou para fotos, fez discurso. Garantiu não estar em campanha, mas deixou claro que “vai varrer a corrupção em 2018”, ressuscitando o slogan de Jânio Quadros, na campanha de 1960.

Já na Câmara Municipal de João Pessoa, depois do confronto entre militantes pró e contra Bolsonaro, reviveu os discursos que embalaram a direita paraibana nos anos 1960. Fez críticas ao Bolsa Família, à união homoafetiva, ao MST e aos índios, com destaque para esses dois últimos. Os sem-terra foram tratados como bandidos e braço armado da esquerda e os índios como um perigo para a segurança nacional, porque as áreas demarcadas seriam convertidas em estados para exploração estrangeira.

O deputado também se mostrou intolerante sempre que confrontado com perguntas que o desagradava. Quando falava sobre o quanto ele acha que os ricos não podem ser mal vistos por ser ricos, chamou de idiota o jornalista Lenilson Guedes, do Jornal da Paraíba, que estranhou o fato de ele não fazer referência aos pobres, maioria no país. “Isso é uma pergunta idiota”, disse Bolsonaro, para o deleite da militância que o acompanhava.

Mas não parou por aí. Ao ser interpelado por um ouvinte, durante entrevista em uma rádio, sobre se teve campanha financiada pelo tráfico do Rio de Janeiro, se disse insultado e não respondeu também. A pergunta, admito, era ofensiva, mas quem se propõe a responder não pode escolher tema. Vivemos em uma democracia, é bom lembrar. Mas o fato é que todo mundo conhece o pensamento de Bolsonaro e ele tem ganhado adeptos, a ponto de ele já ser citado, mesmo na rabeira, nas pesquisas para presidente.

Bolsonaro é um militante de direita, se define como tal, prega o conservadorismo, o autoritarismo e o desrespeito às garantias individuais. Tem ganhado espaço porque a esquerda que se propunha a redentora do país se enlameou com a mesma corrupção vista durante os governos militares. Se alinhou com a mesma escória da política e leva o país, agora, para a mesma recessão que herdamos da “companheirada” da caserna. PT, PMDB, PP, PDT, PTB, PCdoB e todos que o valham nos trouxeram ao momento atual.

Se Bolsonaro, um dos admiradores de Carlos Alberto Brilhante Ustra, ganha espaço agora por conta da corrupção, todos sabemos de quem é a culpa. Agora, usar isso para jogar o país novamente em uma ditadura? Francamente…

Dilma puxa o “parabéns pra você” em encontro com Ricardo Coutinho

A reunião da presidente Dilma Rousseff (PT) com os governadores nordestinos não foi lá o que os gestores queriam. O único que ainda foi afagado pela gestora foi o governador Ricardo Coutinho (PSB). Antes do início das falas de governadores e ministros, ela pediu licença a todos e puxou um “parabéns pra você” em homenagem ao paraibano, que completou 55 anos na última quarta-feira (18). Afora isso, o resultado ficou muito aquém da expectativa.

Ao lado de Ricardo Coutinho estavam os governadores do Ceará, Camilo Santana (PT), e de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), além do governador em exercício do Rio Grande do Norte, o presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira (PMDB). No encontro, Dilma deixou claro ao ouvir o pedido para que as obras da transposição sejam aceleradas que isso só ocorrerá se houver dinheiro extra. E isso quer dizer aprovação da CPMF. Pediu, por isso, para que os governadores convençam as bancadas federais.

Roberto Stuckert Filho/PR

Roberto Stuckert Filho/PR

O tema central do encontro era a liberação de recursos para o enfrentamento da seca e, dentro desse contexto, a presidente pediu que fossem encaminhados os projetos executivos. Ricardo prometeu fazê-lo já na próxima semana. Houve promessa em relação a carros-pipa, adutoras de engate rápido e dessalinizadores, mas o pedido para a liberação dos empréstimos não encontrou guarida imediata. Tudo ainda será analisado, apesar da sinalização favorável do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Ricardo Coutinho tem criticado o governo federal por não liberar recursos para obras e ainda dificultar que os estados e municípios com as contas em dia contraiam empréstimos no exterior. O governo tenta a liberação de mais de 500 milhões de dólares para serem usados em obras hídricas e construção de estradas. Tudo ainda depende da liberação do governo federal para ser efetivado. O processo para isso, quando se aproxima um ano ruim, continua com alto grau de dificuldade.

Bolsonaro é recebido como popstar em João Pessoa, mas nega campanha

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) foi recebido com pompas de popstar no seu desembarque no Aeroporto Castro Pinto, em Bayeux, no início da tarde desta quinta-feira (19). Aos gritos de “Bolsomito” e “Um, dois três, quatro, cinco mil, queremos Bolsonaro presidente do Brasil”, ele discursou para a população, com a promessa de varrer a corrupção do país. Em discurso muito aplaudido pela claque, tomou o cuidado de dizer que não estava em campanha.

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Cercado de seguranças e com o reforço de sete policiais, Bolsonaro foi interrompido vária vezes durante o seu discurso, na parte externa do Aeroporto, com os gritos de “mito, mito, mito…” Cerca de 350 pessoas compareceram à recepção no Castro Pinto, com faixas onde se lia “Direita paraibana”. O deputado federal, repetindo não estar em campanha, disse que já passou por várias capitais brasileiras, com recepções parecidas no Recife (PE), Belém (PA) e Goiania (GO).

No discurso, Bolsonaro disse que o empresariado brasileiro só quer plena democracia para poder investir, porque o povo quer muito pouco e quem está no poder não tem nada a dar. Fez críticas ao que chamou de política do poder pelo poder do Partido dos Trabalhadores e arrematou dizendo que “nós vamos tirar o PT de lá”. A mobilização antecedeu a ida dele para a Câmara de João Pessoa, onde será a estrela do debate sobre “A conjuntura política atual”.

Antes do desembarque no Castro Pinto, os organizadores da recepção orientaram os partidários de Bolsonaro sobre o que deveriam gritar quando ele aparecesse. O parlamentar, mesmo antes de chegar a João Pessoa, foi alvo de polêmica na Câmara. A vereadora Eliza Virgínia (PSDB) gerou polêmica ao apresentar o requerimento para o evento. Por maioria de votos, o debate foi autorizado, mas não sem as críticas dos vereadores Fuba (PT), Benilton Lucena (PSD) e Bira Pereira (PSD).

Na tarde desta quinta, antes mesmo da chegada do deputado à Câmara, houve confronto entre partidários e adversários de Bolsonaro. A política precisou usar spray de pimenta e a porta da Câmara de Vereadores foi quebrada. Mais informações em instantes.

Defensores de Bolsonaro ressuscitam “o medo da ameaça comunista”

É fato que o pensamento político toma ares de paixão no Brasil e na Paraíba, para nos determos à questão mais local. Mas a coisa está passando dos limites. A vinda do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) ao Estado, com desembarque previsto para esta quinta-feira (19), tem despertado uma espécie de guerra entre, vejam só, entre “comunistas” e e defensores da “família, tradição e propriedade”. Estou errado ou esse debate está com 51 anos de defasagem.

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Por mais que eu respeite o direito democrático e a livre manifestação do pensamento, gostaria de dizer que o Muro de Berlim caiu em 1989, levando com ele o pseudo comunismo dos países localizados sob a cortina de ferro. Os ideais de “família, tradição e propriedade”, tal qual eles foram pensados, também escorreram pelo ralo sangrento de uma ditadura que durou quase 21 anos e que matou e torturou milhares de brasileiros entre 1964 e 1985. Saudades, só para alguns “beneficiados” e sanguinários.

O fato é que Bolsonaro desembarca em João Pessoa para defender seus ideais, alguns pouco democráticos e contrários aos direitos humanos, mas com direito de se manifestar. Assim como as outras pessoas têm direito ao contraditório, de achar que a ditadura foi ruim, que os gays têm direitos e que as mulheres podem defender a descriminalização do aborto. É assim que devem se portar as pessoas em um país democrático, mesmo com tanta gente sonhando com a volta da ditadura.

O vereador de João Pessoa, Eduardo Fuba (PT), tem sofrido ataques nas redes sociais por ter se posicionado contra o debate na Câmara Municipal de João Pessoa que terá Bolsonaro como estrela. Foi chamado de comunista, ladrão, corrupto e outras coisas do gênero. Entre os leitores do blog, alguns também não gostaram de eu ter lembrado posturas anteriores e a defesa feita pelo deputado em relação ao golpe militar. Para eles, eu sou comunista, petista, etc.

Discurso sóbrio foi feito pela deputada estadual Daniella Ribeiro, do mesmo PP de Bolsonaro. Para ela, estamos em uma democracia e não podemos defender a violência porque o outro pensa de forma diferente. “Se eu não concordo com a opinião dele, simplesmente ignoro ou digo que não concordo. Agora, incitar a violência, a gente está vivendo um momento muito perigoso com relação a essas questões. O ser humano precisa ter mais tolerância, precisa ter mais solidariedade e mais amor”, disse.

Então, que venha Jair Bolsonaro, que diga o que quiser dentro dos limites democráticos. Agora, sejamos francos, debate sobre comunismo, latifundiários, capitalistas… Meu Deus, e esse século 21 que não chega.

Cássio desdenha do projeto nacional peemedebista e tem razão para isso

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) fez uma análise interessante do documento intitulado “Ponte para o futuro”, elaborado pelo PMDB para marcar posição rumo às eleições de 2018. Falhado, pelo menos por enquanto, o plano de chegar ao poder pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), os peemedebistas agora tentam se postar como opção para a disputa eleitoral de daqui a três anos. O documento, para o tucano, não passa de “uma ponte que liga o nada para lugar nenhum”.

E tem razão de ser. O programa nacional do PMDB, que foi ao ar no mês passado, mostrou um partido cansado da corrupção e da incompetência no governo Dilma. O objetivo era capitalizar a insatisfação popular porque de fato, tratava de uma verdade incontestável. A gestão petista se revelou isso mesmo. O problema de a propaganda não ter colado é que os peemedebistas são sócios majoritários das duas coisas e se beneficiou muito principalmente com a corrupção, como indica a operação Lava Jato.

Não dá para esquecer as declarações do lobista Fernando Baiano, ligado ao PMDB, das acusações que pesam contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros. Todos enlameados pelas mesmas acusações de corrupção envolvendo as empreiteiras que prestaram serviço à Petrobras. Neste ponto, PT e PMDB se complementam e se misturam. Não há propaganda que desminta o noticiário com base nas acusações.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), desaparecido desde que foi derrotado nas eleições do ano passado, fez observações certeiras de que o PMDB precisará deixar os sete ministérios que tem no governo antes de se posicionar como solução para o país. Tem razão para esse questionamento? Lógico que tem. Como um partido vai condenar a coordenação do outro se é sócio nessa gestão. O PMDB não concorda com a política econômica? Então siga o conselho do ex-ministro Cid Gomes (PDT-CE): “largue o osso!”