Cássio ignora insinuações de Eduardo Cunha a respeito do BTG Pactual

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) vai divulgar nota nesta segunda-feira (30) sobre as declarações feitas pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tenta se livrar da acusação de ter recebido R$ 45 milhões do banqueiro André Esteves por uma emenda à Medida Provisória 608/2013. A MP trata de créditos que permitem aos bancos reduzirem tributação. A emenda de Cunha tratava dos créditos tributários em processo de falência, como o Bamerindus, comprado pelo banqueiro André Esteves, preso na semana passada na operação Lava-Jato.

As acusações contra Cunha surgiram após a divulgação de um documento escrito à mão e que estava em poder do chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), Diogo Ferreira. Ambos, junto com o banqueiro, foram presos na semana passada na última fase da operação Lava-Jato. Eduardo Cunha, para se livrar de mais uma acusação, colocou no Facebook texto dizendo que não tinha nada a ver com a acusação e que o relator da proposta foi Cássio Cunha Lima.

Por meio de sua assessoria, o senador tratou de dizer que não há nada contra ele, nenhuma investigação em curso. Sua assessoria lembra ainda que mesmo na nota divulgada por Cunha nas redes sociais, ele se prende a fato, sem insinuações. Cássio Cunha Lima foi o relator da matéria no Senado, mas nada além disso.

Confira o texto publicado por Eduardo Cunha domingo:

Boa noite a todos
Quero desmentir com veemência o que está saindo nos jornais online acerca de uma anotação de assessor do senador Delcidio do Amaral (PT-MS).
É um verdadeiro absurdo e parece até armação aparecer uma anotação com uma pessoa que não conheço citando coisas inexistentes. A Medida Provisória citada na suposta anotação foi relatada por um senador do PSDB, o paraibano Cássio Cunha Lima, e eu nem participei da comissão que analisou a MP 608/2013.
Desminto o fato e coloco sob suspeição essa anotação. É incrível transformar uma anotação em acusação contra mim, e mais, citam um suposto encontro com pessoas que não conheço, assim como não conheço o assessor de Delcidio.
Repito, o fato é falso. Por que não esclareceram com o tal assessor essa anotação? Amanhã qualquer um anota qualquer coisa sobre terceiros e vira verdade?
Desafio a provarem qualquer participação ou emenda minha que tenha sido aprovada nessa medida provisória. E mais, a MP, ao que parece, saiu como o relator do PSDB colocou no seu relatório na comissão, o que desmente a alegação de que eu tenha participado.
É muito estranho sair essa notícia colocando o foco em mim, como se fosse um documento que comprove a minha participação. Nada mais é do que uma anotação encontrada com um assessor de Delcidio que nem sei se é verdadeira.
Estranho também é que no dia 8 de novembro já havia saído uma nota plantada disso, que já foi desmentida por mim. Isso cheira à armação. Estou revoltado com essa divulgação absurda de um fato absurdo e falso.
Havia duas emendas minhas nessa MP que foram rejeitadas. Uma para acabar com Exame da OAB e a outra era exatamente o contrário do que estão acusando. Minha emenda tiraria a possibilidade do tal benefício que me acusam de aprovar.
Isso não passa de uma anotação inverídica que me acusa de aprovar emenda que é justamente o contrário da emenda que apresentei e foi rejeitada. Ou seja, propus o contrário do que essa suposta anotação acusa.

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