Estado, João Pessoa e Campina Grande terão orçamento mais modesto

A crise econômica e política vivida no país tem produzido os seus reflexos nas leis orçamentárias enviadas pelos executivos do Estado para análise do Legislativo. Tanto o governo estadual, quanto as prefeituras de João Pessoa e Campina Grande abandonaram a correção da inflação como parâmetro. O medo é que haja agravamento da crise, o que implicaria em redução ainda mais acentuada dos repasses federais à Paraíba.

A Lei Orçamentária Anual (LOA) enviada pelo governo do Estado para a Assembleia Legislativa chega a R$ 12,1 bilhões, cerca de R$ 900 milhões a mais que o orçamento em vigor na Paraíba neste ano. O governador Ricardo Coutinho reforçou ontem o apelo à presidente Dilma Rousseff para que autorize a celebração dos empréstimos junto a instituições financeiras internacionais, a exemplo do Banco Mundial e da Corporação Andina de Fomento (Caf). Se for liberado, são mais de R$ 2 bilhões para reforçar o caixa do Estado. Isso a partir de 2016.

A situação é mais preocupante para os prefeitos de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD) e Romero Rodrigues (PSDB), porque os dois vão disputar a reeleição. Na capital, o orçamento mandado para a Câmara Municipal prevê gastos de R$ 2,5 bilhões. O crescimento em relação ao deste ano foi de 6%, que sequer repõe a previsão da inflação para este ano, que será 9,5%, segundo projeção do Banco Central. O prefeito Luciano Cartaxo colocou como prioridade a construção da reforma na Lagoa.

Já em Campina Grande, Romero Rodrigues mandou para a Câmara Municipal um orçamento de R$ 928 milhões, que é, vale ressaltar, R$ 55 milhões menor que o executado neste ano. Também trabalhando pela sua reeleição, o tucano põe como prioridade a construção do Complexo Aluízio Campos, que prevê investimentos de R$ 300 milhões.

2 comentários - Estado, João Pessoa e Campina Grande terão orçamento mais modesto

  1. Erika Disse:

    O orçamento de João Pessoa prevê R$ 2,5 BILHÕES, não “milhões”, como está no texto.

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