Maranhão assume o PMDB sinalizando que não vai ceder a pressões do PSB em João Pessoa

Estamos em 2015, em 31 de outubro para ser mais específico. Mas a Convenção do PMDB deste sábado foi algo para ir mais além, para fora da lógica da política de pés no chão. E isso não apenas por parte dos peemedebistas. O encontro foi para reconduzir o senador José Maranhão à presidência da sigla no estado, certo? Antes de 2018 ainda há 2016, ok? Mas não foi o que pareceu no tom dos discursos.

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O PMDB foca 2016 com a certeza de que o ano é apenas um aperitivo para 2018. A executiva nacional do partido quer a disputa da presidência da República e o senador José Maranhão não vê outro caminho que não a disputa do governo do Estado por uma liderança do partido. Não exatamente ele. O evento deste sábado serviu também para Maranhão mandar um recado ao governador Ricardo Coutinho (PSB): o partido não apoiará o pré-candidato socialista, João Azevedo, no primeiro turno das eleições para a prefeitura de João Pessoa.

Foto: Hacéldama Borba

Foto: Hacéldama Borba

A sigla vai mesmo manter a candidatura do deputado federal Manoel Júnior para prefeito de João Pessoa. Por isso, a birra do deputado estadual Gervásio Maia, que não perdoa Júnior por não ter assumido a direção municipal do partido, não encontrará eco. Maia defende coligação com o candidato do governador, enquanto Manoel Júnior, com mais apoio dentro do partido, quer bater chapa, independente das chances de vitória. O deputado federal, para espantar as especulações de que seria rifado, foi o primeiro a falar no evento.

Chamou a atenção na convenção a presença do ex-deputado federal e presidente estadual do PSDB, Ruy Carneiro. O tucano tratou de explicar que estava lá para retribuir a presença de Manoel Júnior na convenção da sigla que o reconduziu à direção estadual do partido. Carneiro também disse acreditar que a candidatura do PMDB para a prefeitura de João Pessoa no ano que vem é para valer e que, em um eventual segundo turno, as siglas estariam juntas.

O senador José Maranhão encerrou os discursos jogando uma ducha de água fria sobre os planos de aliança traçados pelo governador Ricardo Coutinho. O socialista promete apoio ao PMDB em Campina Grande, com Veneziano Vital do Rêgo, mas exige reciprocidade no apoio a João Azevedo em João Pessoa. “O PMDB não abrirá mão de lançar candidatos a prefeito em todos os municípios paraibanos onde for possível”, declarou Maranhão.

Ou seja, confusão à vista.

Manoel Júnior é criticado nas redes sociais por “ajudinha” a colegas

O deputado federal Manoel Júnior (PMDB) não poderia prever maré de azar maior nos últimos meses. Ao mesmo tempo em que se prepara para disputar a prefeitura de João Pessoa, enfrentou a agenda negativa de ser rejeitado para o Ministério da Saúde após figurar como favorito e, agora, é obrigado a dar explicações por conta das emendas em projeto para favorecer políticos banhados na lama da corrupção. Entre eles, um aliado seu, o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

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Manoel Júnior é relator do projeto da repatriação, que foi encaminhado pelo governo federal ao Legislativo. A ideia era permitir a legalização do dinheiro remetido ao exterior, desde que ele seja decorrente de sonegação fiscal, evasão de divisas ou lavagem de dinheiro relacionado ao envio desses valores. A meta era arrecadar R$ 11 bilhões com o pagamento de Imposto de Renda e multar quem obteve o dinheiro legalmente no Brasil, mas tentou escondê-lo do Leão.

É bom que se diga: neste rol não estava o dinheiro de corrupção. Não no texto original. Como relator, Manoel Júnior acrescentou na matéria que poderiam ser incluídos no programa recursos decorrentes de lavagem de dinheiro, caixa dois, descaminho, falsidade ideológica e até formação de quadrilha relacionada diretamente a esses crimes. Como se fosse pouco, ainda concedia anistia aos envolvidos. Só não seria alcançado, portanto, quem tivesse condenação transitada em julgado.

Isso abriria espaço para que figuras como o deputado federal Eduardo Cunha, com R$ 5 bilhões de dólares em bancos da Suíça, pudesse repatriar o dinheiro, recolher o imposto e pagar a multa e tudo ficaria por isso mesmo. O dinheiro voltaria para o Brasil limpinho. A proposta não chegou a ser votada na quarta-feira por causa de pressão da oposição. É possível que fique para a semana que vem, mas se não sofrer alterações, pode fechar o país para balanço.

Nas redes sociais, Manoel Júnior tem tido que se desdobrar em explicações para os internautas. Chovem acusações contra ele. As mais leves dizem que o peemedebista tenta acobertar a corrupção dos colegas de parlamento e empreiteiras. Lembro de uma frase muito dita pelo deputado federal de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB). Segundo ele, o candidato que comece sua caminhada dando explicações, começa errado.

O caminho de Manoel Júnior rumo às eleições, por isso, tende a ser turbulento.

Governo federal ameaça reduzir carros-pipa disponibilizados na Paraíba

Nada é tão ruim que não possa piorar. O ditado popular pode, perfeitamente, ser aplicado quanto à pretensão do governo federal de reduzir o número de carros-pipa ofertados no Estado. A informação foi confirmada pelo chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wesley de Almeida Felinto. Na visão dele, alguns municípios já assistidos pelo governo do Estado não precisariam do auxílio.

O integrante da Frente Parlamentar da Água e deputado estadual licenciado, Jeová Campos (PSB), esteve em Brasília para discutir a questão. A ele foi tido que a redução deve atingir os municípios de Santa Cruz, Junco, Triunfo e Assunção, com a redução de 66 caminhões. E vejam só. Estamos há quatro anos vivendo uma seca duríssima na maioria dos municípios compreendidos pela região do Semiárido.

Atualmente, 169 municípios da Paraíba são atendidos pela operação através de 1.175 pipeiros contratados pelo Comando de Operações Terrestres do Exército Brasileiro (Coter). “Quero acreditar que a presidenta Dilma vai encontrar uma solução para não prejudicar a operação carros-pipa, porque, do contrário, é no mínimo um contrassenso do governo federal reduzir essa ação, porque ela é desproporcional à realidade que vivenciamos”, disse Campos.

A Paraíba tem 223 municípios, dos quais 22 estão em colapso, ou seja, sendo abastecidos apenas por carros-pipa, outros 25 estão em estado de alerta e mais 91 passando por rigorosos programas de racionamento. Ou seja, a se confirmar esse corte, vamos ver novamente retirantes nas estradas procurando as zonas mais úmidas do Estado. Isso em pleno século 21. O tempo passa, mas a seca e a forma de se fazer política não mudam.

PSB fará festa em dezembro para apresentar João Azevedo à população

O PSB do governador Ricardo Coutinho fará festa em dezembro para apresentar o secretário de Infraestrutura do Estado, João Azevedo, como candidato da sigla a prefeito e João Pessoa. O nome dele foi oficializado por meio de resolução da executiva municipal do partido, divulgada no início desta semana. O pré-candidato já tem participado das plenárias promovidas pelos socialistas nos bairros de João Pessoa.

Secretário João Azevedo. Foto: Francisco França

Secretário João Azevedo. Foto: Francisco França

O presidente estadual do PSB, Edvaldo Rosas, explicou que a partir da próxima semana, os partidos que vão apoiar a candidatura socialista começarão a ser apresentados. A expectativa é que entre 12 e 15 siglas integrem o arco de aliança socialista para o ano que vem. A maioria desses partidos, hoje, integra a base aliada do governador no plano estadual. Alguns, a exemplo do PRB, apoiam o governo do Estado e o prefeito Luciano Cartaxo (PSD).

A briga por votos, pelo jeito, começa nos partidos.

Frei Anastácio embalado nas tramas de Game of Thrones

O deputado estadual Frei Anastácio, sem querer, revelou sua série de TV favorita: trata-se de Game of Thrones, que aborda a fictícia guerra e jogo de poder entre vários reinos após a morte do rei. Nesta terça-feira, a assessoria do frei enviou e-mail teste para as redações dos jornais, com pedido para que todos o desconsiderassem. Em anexo, a foto de um cavaleiro com a retranca “winter”. O fato fez os amantes da série darem gargalhadas e repetirem o bordão comum à casa dos Starks: “Winter is coming” ou o “inverno está chegando” em tradução livre. Por tudo o que tem acontecido com o PT no contexto nacional, com a presidente Dilma Rousseff correndo o risco de perder o mandato, não admira que o deputado tema a guerra dos tronos e até mesmo “a volta dos vagantes brancos”.

Foto postada no e-mail do depuado

Foto postada no e-mail do depuadoGame

Ex-aliados, Ricardo e Cartaxo “perdem o freio” na troca de acusações

Tem parecido um pouco arenga de menino, como se diz lá no interior. Mas o fato é que de ex-aliados, o governador Ricardo Coutinho (PSB) e o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), não param de trocar farpas. O tom dos ataques tem se elevado à medida que se aproxima o pleito de 2016. Nesta quarta-feira (29), o governador chegou a dizer que o prefeito precisa “trabalhar de verdade” e que ele só tem três obras na cidade.

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Mas vamos entender melhor o contexto. Ricardo e Cartaxo são adversários desde 2010, quando o Coutinho comprou briga com o então governador José Maranhão (PMDB) e saiu para a disputa do governo. Foi vitorioso naquele ano, quando o hoje prefeito era vice e saiu candidato a deputado estadual, também vitorioso. Cartaxo enfrentou em 2012 Estela Bezerra (PSB), também apoiada por Ricardo e saiu vencedor. Até que houve uma paz provisória em 2014, quando Ricardo foi reeleito.

Pois bem, em novo capítulo, Ricardo Coutinho lançou o nome do secretário de Infraestrutura, João Azevedo, para disputar a prefeitura no ano que vem. O socialista, inclusive, terá Luciano Cartaxo como adversário. Ao comentar o assunto nesta terça-feira, o prefeito criticou a antecipação da campanha eleitoral. “Não vamos perder tempo com soberba e truculência, com quem vive olhando para o passado e focado na velha política”, disse.

O governador revidou, acusando o gestor de maquiar obras. “Não se pode fazer política na base da maquiagem. Eu não concebo uma cidade, a capital do Estado como João Pessoa, passar quatro anos para fazer três obras. Isso é lamentável. É claro que às vezes determinados veículos de comunicação tentam dar a essas obras uma epopeia como se fossem três grandes pirâmides, feitas na época dos antigos faraós, mas não é o caso”, disse Ricardo Coutinho.

O gestor paraibano fez outras acusações, inclusive cobrando trabalho do ex-aliado. Ele, no entanto, não disse quais eram as três obras. “O recado que eu dou é que ele (Luciano Cartaxo) tem que trabalhar, mas trabalhar de verdade. Não é trabalhar de propaganda paga em veículos de comunicação”, disse.

A resposta de Luciano Cartaxo não demorou. O militante do PSD disse que vai manter o ritmo das obras e que não vai bater boca com Ricardo Coutinho. “Nosso foco é e vai continuar sendo o trabalho, a entrega de duas obras por semana. Vamos seguir com esse amplo projeto de desenvolvimento da nossa cidade, que une trabalho e sensibilidade social, que aponta para o futuro ao garantir a maior rede de educação infantil da nossa história, com 11 novas creches até agora, com sete mil novas vagas, e com escolas em tempo integral. Seguiremos com gestão, trabalho e sensibilidade social, sem a soberba nem a frieza dos burocratas”, acrescentou Cartaxo.

Pedro Cunha Lima vai se licenciar do mandato e Gadelha assume na Câmara

O deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) confirmou na manhã desta quarta-feira (28) que vai se licenciar do mandato para concluir um mestrado em Direito Constitucional, em Portugal. A data do afastamento ainda não foi confirmada. Ele espera apenas a sinalização da instituição de ensino superior para oficializar a licença por 121 dias do mandato. Cunha Lima é o primeiro entre os deputados empossados neste ano a se afastar do cargo.

Com a saída de Pedro Cunha Lima, o mandato será assumido pelo seu suplente na coligação, o ex-deputado e ex-senador Marcondes Gadelha (PSC), que estava sem mandato desde 2010, quando não disputou a reeleição. O tucano ressaltou que a licença será sem vencimentos e que, na visão dele, trará contribuição positiva para o seu mandato. “Meu mandato pertence ao povo da Paraíba e, com certeza, será bem representado por Marcondes Gadelha”.

Marcondes Gadelha encarou muitas idas e vindas no apoio à família Cunha Lima. O ex-parlamentar esteve com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), pai de Pedro, durante seu primeiro mandato no governo do Estado, mas migrou para a oposição após desentendimentos entre o então prefeito de Sousa, Salomão Gadelha, e o tucano. A reaproximação aconteceu durante a campanha do ano passado, quando André Gadelha (PSC), hoje prefeito, também apoiou Cássio.

PT vai cobrar na Justiça o mandato de Benilton Lucena

A possibilidade de sucesso não é grande, mas o Partido dos Trabalhadores protocola nesta quarta-feira (28) um pedido de cassação do mandato do vereador de João Pessoa, Benilton Lucena, por infidelidade partidária. O parlamentar deixou a sigla para se filiar ao PSD, seguindo o prefeito Luciano Cartaxo e uma onda que tirou do PT algo em torno de 500 militantes, todos rumo ao partido do ministro Gilberto Kassab (Cidades).

Ao todo, dois vereadores deixaram o PT, dos três que existiam na Câmara Municipal. Além de Benilton, deixou a sigla Bira Pereira, que não pôde ser processado pelo fato de ter sido eleito, em 2012, pelo PSB. Só depois ele migrou para a sigla petista. Benilton espera ter a mesma sorte do colega, que alegou perseguição para deixar a trincheira socialista. Na ocasião, ele não teve legenda e disputou a eleição com candidatura avulsa, após brigar com o partido.

Benilton, vale ressaltar, não terá como alegar a mesma coisa, mas terá a morosidade da Justiça Eleitoral ao seu favor. O único punido até agora com a cassação do mandato por infidelidade foi justamente o primeiro, o ex-deputado federal Walter Brito Neto, em 2007. Ninguém mais. Pelo menos não na Câmara dos Deputados ou na Assembleia, tampouco nas maiores cidades do Estado. Ou seja, Benilton tem culpa no cartório, mas o PT não encontrará facilidades.

Oposição denuncia suposto nepotismo cruzado entre governo e Tribunal de Justiça

Os deputados que fazem oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB) vão precisar apresentar as provas, porque a denúncia é muito grave. Na manhã desta terça-feira (27), o deputado estadual Janduhy Carneiro (PTN) ocupou a tribuna da Assembleia legislativa da Paraíba para denunciar um suposto nepotismo cruzado entre o governo do Estado e o Tribunal de Justiça. A denúncia surgiu após cobrança para que o Executivo pague com urgência benefícios conquistados na primeira instância pelos servidores do Instituto de Previdência do estado da Paraíba (Ipep).

Janduhy Carneiro

“O líder da oposição, deputado Renato Gadelha (PSC), e eu estamos recebendo documentos que revelam a existência de uma troca de favores, inclusive de nepotismo cruzado (entre Estado e TJPB), e isso está prejudicando não só os servidores do Ipep, mas outros servidores que ingressam com ações contra o Estado da Paraíba e, lamentavelmente, quando ela chega na segunda instância, eles não logram êxito”, disse Janduhy Carneiro, lembrando que a ação movida pelos servidores já transitou em julgado e não caberia mais recurso, porém, eles estão sendo concedidos pelo TJPB.

“No meu entendimento, a imparcialidade é um dos princípios que os magistrados precisam usar como guia. Mas eu pergunto: quando se há troca de favores, de nomear parentes de um poder em outro poder? No meu entendimento, se perde essa imparcialidade porque se deve favores e aí vem a fatura cobrada pelo Executivo”, alfinetou o parlamentar, assegurando ter provas para as acusações. Carneiro apresentou um áudio na sessão com o advogado dos servidores do Ipep, Roosevelt Vita, esclarecendo como anda o processo e explicando que o Estado perdeu em todas as instâncias.

Recentemente, o juiz Gutemberg Cardoso (3ª Vara da Fazenda) determinou o pagamento com urgência urgentíssima e a implantação dos benefícios em folha, mas o Estado descumpriu a decisão judicial. “Desde o primeiro dia do governo de Sua Excelência o governador Ricardo Coutinho, em janeiro de 2011, que ele vem fugindo das decisões judiciais, entrando com ações visando suspender temporariamente a indiscutível obrigação do governo em pagar os benefícios que os servidores têm direito, uma vez que é uma decisão transitado e julgado”, lembrou Janduhy.

As denúncias são graves. Cabe ao governo e ao Tribunal de Justiça, agora, provar que a informação não procede.

Ibope revela que os políticos de hoje não representam os brasileiros

O Ibope divulgou nesta segunda-feira (27) uma pesquisa de opinião sobre os presidenciáveis e, acreditem, os números chamaram a atenção muito mais pela rejeição que pela preferência. Tudo perfeitamente explicado pelos escândalos de corrupção que enlamearam as lideranças do Partido dos Trabalhadores, mas que a oposição não consegue capitalizar. Tem sido difícil para ela se afastar da antiga tese de que são todos farinha do mesmo saco.

Mas vamos aos números. Se as eleições de 2018 fossem hoje, 55% do eleitorado não votaria de jeito nenhum no ex-presidente Lula (PT). A coisa não é muito melhor quando os candidatos são José Serra (54%), Geraldo Alckmin (52%) e Aécio Neves (47%), os três do PSDB, ou mesmo com Ciro Gomes (PDT), com 52%, e Marina Silva (Rede), com 50% dos eleitores deixando bem claro que não votariam nela.

Isso explica muita coisa. Todas elas ligadas ao momento político brasileiro, apesar de a raiz estar lá atrás, em 2013, quando milhares de pessoas foram às ruas com pautas de reivindicações difusas, mas tendo a corrupção como principal ponto da insatisfação. De lá para cá, foram Mensalão e Lava Jato, envolvendo PT e aliados, e escândalo dos trens acertando em cheio os tucanos.

O resultado disso é que nenhuma liderança nacional pode hoje dizer que representa a massa insatisfeita com a política. Até por que a insatisfação tem como alvo a classe política, que teima em se enlamear. A presidente Dilma Rousseff (PT) não tem crime de corrupção ligado diretamente a ela, mas todos sabem que quando candidata à reeleição, ela mentiu descaradamente para vencer as eleições.

O ex-presidente Lula vê cada vez mais a operação Lava Jato se aproximando. Nesta segunda-feira, a Polícia Federal cumpriu mandato de busca no escritório de um dos filhos dele, Luís Cláudio Lula da Silva, dentro da operação Zelotes. E o que dizer de Aécio Neves, aquele do aeroporto construído com dinheiro público nas terras da família? Ou o que, quando governador de Minas, usava o avião do governo para curtir as noites cariocas?

Bem, o fato é que os protestos que pedem a saída de Dilma do governo desde o início do ano pregando o impeachment conseguem a façanha de ir para a rua e não atrair povo. Caiu no descrédito também. Aécio, em certo momento, achou que poderia capitalizar a insatisfação popular. Fez mobilização, foi para a rua, e o protesto foi um grande fracasso, menor que os anteriores. É por isso que Marina Silva não tem botado o nariz fora de casa.

Temos a Câmara dos Deputados comandada por um Eduardo Cunha (PMDB-RJ) enlameado por denúncias de corrupção e dinheiro podre na Suíça. Coisa parecida acontece com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ambos estão sendo investigados na Lava Jato por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras. Quer saber, os brasileiros têm toda a razão de estarem insatisfeitos com a política.