Santa Rita vive dias de Sucupira com a indefinição política

Quem assistiu “O bem amado”, novela de Dias Gomes, se acostumou às peripécias de Odorico Paraguaçu, personagem de Paulo Gracindo, nas suas articulações para se manter no poder. O drama dava lugar ao cômico, dado o carisma do personagem. Em Santa Rita, município da Região Metropolitana de João Pessoa, o drama da briga pelo poder não dá lugar a nada além disso. Entra Reginaldo Pereira ou Netinho de Várzea Nova, o resultado é o mesmo: a população pagando o pato ela incompetência.

Crédito: Francisco França

Crédito: Francisco França

A história da cidade, aliás, é pródiga nisso. Basta lembrar que a dupla Reginaldo e Netinho foi eleita para suceder o controverso Odilon Ribeiro, que chegou a ser cassado no exercício do mandato e conseguiu se manter no cargo. Os dois uniram forças com a promessa de mudar Santa Rita. Não rolou. Reginaldo assumiu a prefeitura e teve o mandato cassado pela Câmara Municipal. Foi, então, sucedido pelo vice, Netinho de Várzea Nova. Em meio a denúncias, nova decisão da Câmara desfez a troca.

No entra e sai, ainda não eliminado, vieram denúncias de corrupção tanto de um lado quanto do outro. Talvez nenhum ou os dois estejam com a verdade. Recentemente, Reginaldo Pereira viu o Conselho Regional de Medicina determinar o fechamento de 15 dos 40 postos de saúde existentes na cidade. Todos sem condições sanitárias e estrutura para funcionar. Antes disso, o Ministério Público entrou na Justiça para impedir que o gestor gastasse quase R$ 1 milhão na festa da padroeira, em maio.

A cidade vive a realidade de os servidores da saúde estarem sem salários e até a ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) ficou parada por falta de estrutura e pagamento dos profissionais. Isso para falar apenas sobre um dos problemas. Como disse no início do artigo, Sucupira era um lugar onde o inusitado era convertido em graça. No caso de Santa Rita, o que Reginaldo Pereira e Netinho fizeram lá não tem graça nenhuma.

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