PT x PSB: gincana, dor de cotovelo e lucro para os moradores de João Pessoa

A briga informal entre PT e PSB “pelos corações” (e futuramente votos) dos pessoenses tende a ser positiva para a cidade, pelo menos do ponto de vista dos serviços. O termo gincana, criticado pelo prefeito Luciano Cartaxo (PT), até que casa bem com o que se tem visto nos últimos dias, com exemplos claros também nesta quarta-feira (5), dia do aniversário da capital. Tanto Cartaxo, quanto o governador Ricardo Coutinho (PSB), procuraram fazer entregas.

 

Se de um lado Coutinho surge com o Teatro Pedra do Reino, anunciado como o segundo maior do Brasil, com quase três mil lugares, Cartaxo apareceu com a ordem de serviço da Calçadinha da Orla, com arte de Flávio Tavares, e a entrega de uma creche, a décima da atual gestão. Os discursos merecem atenção: ambos evitaram o embate, apesar de defenderem a importância do legado que suas gestões estão entregando à cidade.

Não há, é bom que se diga, discurso de rompimento. Para todos os efeitos, Luciano e Ricardo são os mesmos que estiveram de mãos dadas no ano passado pedindo voto para a reeleição do socialista. Uma fatura que os petistas cobram até hoje, enquanto os socialistas dizem que ela já foi paga, quando Coutinho pediu votos para Lucélio Cartaxo, irmão de Luciano, e candidato derrotado a senador.

Na prática, no entanto, o clima entre eles não é bom. Entre os socialistas, o discurso é o de que eles precisam lançar candidatura por causa da “má e lenta gestão petista em João Pessoa”. Do lado petista, a queixa é a de que Ricardo Coutinho tem movimentado o seu exército para atacar a gestão petista. Eles escolheram até um “agente do mal” para apontar, o secretário de Comunicação do Estado, Luís Torres, visto como o “autor intelectual das críticas ao PT”.

Entre os socialistas há até um favorito para a disputa, o secretário de Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia do Estado, João Azevedo. Provocado pelo blog, ele riu e procurou sair do foco: “minha meta é a gestão”. Apesar disso, na entrega do Teatro Pedra do Reino, nesta quarta, não faltaram cumprimentos de colegas em tom de brincadeira tratando-o de “meu futuro prefeito”.

Ricardo Coutinho prometeu entregar sete obras como presente para João Pessoa, entre elas, o Trevo das Mangabeiras, a Escola Técnica de Mangabeira e a Central de Polícia. Luciano Cartaxo, sem grandes obras engatilhadas para a data, estendeu o calendário até dezembro para entregar 39. Algumas delas criticadas pela oposição, por não irem além de pequenas reformas em prédios. Outras importantes como a entrega de moradias.

O fato é que gincana ou não, o eleitor pessoense tende a sair no lucro. Eles deveriam convidar também os prefeitos das outras 222 cidades do estado para participar.

Eduardo Carneiro vai assumir a pasta do Turismo

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT), bateu o martelo e o suplente de vereador Eduardo Carneiro (PRTB) vai assumir a Secretaria de Turismo da capital. Com a decisão, a interina na pasta, Grace Kelly Ferreira, volta para a condição de vice. Carneiro estava sem cargo político desde maio, quando o titular do mandato, Bruno Farias (PPS), retornou à Câmara Municipal, em meio a um tiroteio com o prefeito.

Sessao Ordinaria

A crítica de Bruno Farias tinha como alvo os cortes na verba de custeio na Secretaria de Turismo, a mesma que será ocupada pelo suplente. O vereador disse, na época, que os recursos disponíveis para investimentos em projetos turísticos e viagens passaram a não superar a casa dos R$ 60 mil por ano. O recurso seria suficiente para pouco mais que o pagamento do aluguel da sede da pasta, localizada no bairro de Tambiá.

Ao falar com o Blog, Eduardo Carneiro fez mistério em relação à nomeação, preferindo fazer o caminho da prudência: “Não temos nada confirmado”, resumiu.

O efeito pixuleco no discurso dos petistas

A foto de capa da edição desta terça-feira (4) do Jornal da Paraíba é feliz não apenas por mostrar como o ex-ministro José Dirceu se inseria nos dois maiores escândalos ocorridos durante os governos petistas. Ela mostra como o perfil ideológico de resposta às acusações mudou. Do braço erguido em forma de resistência à melancolia da entrada no carro da Polícia Federal, durante a nova fase da operação Lava Jato, que investiga o propinoduto a partir de contratos com a Petrobras.

Jornal da paraíba

Ontem, durante a deflagração da operação, o PT silenciou em relação à prisão do ex-número dois do governo Lula. Se restringiu a sustentar que os recursos para campanha recebidos pelo partido foram legais e devidamente declarados. Hoje, em João Pessoa, o prefeito Luciano Cartaxo (PT) tratou de manter distância estratégica do escândalo. Ao ser questionado sobre a prisão de um dos ícones do partido, se limitou a dizer que a Justiça é quem dará as respostas.

Na primeira prisão, em novembro de 2013, após a condenação no processo que investigou o Mensalão, Dirceu estendeu o punho, refazendo o sinal clássico da resistência. O ex-deputado federal José Genoino, no mesmo dia, fez uso do mesmo gesto. Não faltaram petistas fazendo a defesa da ideologia petista, apesar da condenação. Na época, alegou-se a falta de provas claras do envolvimento dos dois no escândalo. O que, definitivamente, não é o caso agora.

O temor entre os petistas é que o número um do partido, o ex-presidente Lula, eventualmente venha a ter o mesmo destino. Se isso acontecer, aí sim, a sigla se verá mergulhada na melancolia.

Eduardo Carneiro vai assumir uma secretaria na Prefeitura de João Pessoa

O suplente de vereador Eduardo Carneiro (PPS) vai assumir uma pasta na Prefeitura de João Pessoa. A informação é dada como certa nos corredores do Centro Administrativo Municipal, apesar de o prefeito Luciano Cartaxo (PT) ainda não ter informado para que cargo o aliado será reconduzido. Carneiro perdeu a vaga na Câmara Municipal desde que Bruno Farias (PPS), após desentendimento com o gestor, largou a Secretaria de Turismo para voltar ao legislativo.

Sessao Ordinaria

Eduardo Carneiro integra o partido do vice-prefeito, Nonato Bandeira, que anda meio afastado do prefeito Luciano Cartaxo. Ele teve 2.693 nas eleições de 2012. A posse no novo secretário, segundo fontes próximas ao gestor pessoense, vai ocorrer até a próxima semana.

PSB manda vereador de Sapé cancelar homenagem a Jair Bolsonaro

Demorou, mas o PSB da Paraíba se pronunciou nesta segunda-feira (3) sobre o título de cidadania concedido pela Câmara Municipal de Sapé ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), a pedido do vereador socialista Wilson Nascimento. Além de se manifestar contrário ao título, o partido quer que o filiado peça a revogação da comenda. O argumento da nota divulgada pela agremiação é o de que a honraria, concedida em junho, contraria o histórico de esquerda do partido.

Foto: Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados

Foto: Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados

A nota trata Bolsonaro como “um dos mais ardorosos defensores das práticas truculentas levadas à cabo pelo regime militar em nosso país e hoje, como deputado federal, reconhecido como um dos representantes da extrema-direita no Congresso Nacional, se destacando pela nefasta defesa de práticas conservadoras e eivadas de preconceitos contra as minorias e grupos sociais organizados em nossa sociedade”.

Além de tratar a honraria de “infeliz propositura”, o PSB lembra a história de esquerda de Sapé, “que foi berço histórico das ligas camponesas e da luta pela reforma agrária em nosso país”. Bolsonaro tem se notabilizado no Congresso Nacional pelo embate com os partidos de esquerda, notadamente PT, PSB e PCdoB. Ele também é contra propostas que contam com a simpatia das três siglas, como a descriminalização do aborto e a criminalização da homofobia.

Um título de cidadania também tramita na Câmara de João Pessoa, proposto pela vereadora Eliza Virgínia (PSDB) no semestre passado. A parlamentar chegou a pedir urgência na votação, com leitura do voto do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Fuba (PT). O pedido, entretanto, não foi aceito pelo parlamentar, que tratou de “engavetar” a proposta. Fuba acredita que o projeto será derrubado na própria CCJ e não irá a plenário.

Bolsonaro foi o deputado federal mais votado na eleição passada no Rio de Janeiro, com 464 mil votos. Ou seja, não falta conservador para apoiar as posições do parlamentar.

Não dê folga aos seus deputados estaduais

A preocupação, seguindo o dever de informar jornalístico, foi traçar uma reta entre o discurso dos deputados estaduais e a ânsia da população por ver os seus pleitos realizados. Nesta semana, vimos de tudo em termos de Legislativo. Depois de seguidas sessões sem votação, na Assembleia, os deputados vieram a público para dizer que o trabalho parlamentar não se resume às horas “dedicadas” ao plenário da Casa.

Pois bem. Veio o projeto do deputado Ricardo Barbosa (PSB) propondo o aumento de 15 para 30 dias a folga do meio do ano. Com isso, o total de dias de recesso sobe para 72 por ano. Houve reclamação popular e da imprensa, mas a justificativa dos deputados foi a de que não dá para comparar um cidadão comum, que sai do trabalho e se fecha no seu universo doméstico com a jornada de um deputado. O presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB), disse que ela chega a 24 horas por dia.

Com base nisso, o JORNAL DA PARAÍBA decidiu dar uma forcinha para os deputados, dando o telefone deles e o e-mail para que o cidadão possa dispor dos seus serviços. Talvez até nas 24 horas do dia que eles dizem trabalhar, inclusive nos sábados e feriados. Acho que o JP, assim, prestou um grande serviço à sociedade e aos parlamentares. A matéria é da repórter Michelle Farias, que cobre o dia a dia na Assembleia Legislativa.

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JP Deputados (2)