PSDB gostaria, mas não faz planos para ter Manoel Júnior para disputar 2016

Fazendo as vezes de observadores privilegiados, dirigentes do PSDB paraibano acompanham a guerra interna no PMDB, que define no domingo quem vai comandar o partido, em João Pessoa, pelos próximos dois anos. O deputado federal Manoel Júnior briga para se manter no cargo, enquanto o deputado estadual Gervásio Maia ainda espera pela manutenção de acordo que o levaria ao poder sem bater chapa.

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Os dois partiram em direção aos diretorianos em busca de apoio para os seus pleitos. Júnior com o argumento de que será candidato a prefeito de João Pessoa de todo jeito. Maia com postura mais comedida e fugindo das acusações de que fará aliança com o PSB, se tiver o partido na mão. Dentro da polêmica, pela proximidade, muitos apostaram que Júnior trocaria o PMDB pelo PSDB, para ser candidato no próximo ano.

Contaria a favor do deputado federal a sua proximidade com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), que recebeu o apoio de Manoel Júnior no ano passado, mesmo com o PMDB tendo o hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, como candidato ao governo. A possibilidade, no entanto, é negada pelos tucanos, apesar de eles admitirem que a filiação seria muito bem-vinda.

“Em off, ele não vem porque é muito próximo ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Daí o pouco interesse de Manoel Júnior deixar o partido”, disse uma liderança tucana. Não custa lembrar que no momento mais tenso da “guerra” entre Cunha e Dilma Rousseff, Júnior foi para a linha de frente defender a renúncia da presidente. Postura que lhe custou a antipatia dos petistas.

Para resumir, o PSDB quer, mas não acredita na possibilidade de ter Manoel Júnior para a disputa de 2016, contra a reeleição do prefeito Luciano Cartaxo (PT).

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