João Azevedo relega a “politicagem” as críticas ao Trevo das Mangabeiras

É difícil para qualquer pessoa bem intencionada dizer que o Trevo das Mangabeiras, que será entregue nesta segunda-feira (31) pelo governador Ricardo Coutinho (PSB), é ruim. De forma alguma, a obra é importante e deve ser reconhecida como total. Entretanto, é bom reforçar, são cabidas análises sobre detalhes que deveriam ter sido observados durante a sua concepção. Uma delas diz respeito à mobilidade dos pedestres, porque a passarela central ficou com cara de jeitinho.

Secretário João Azevedo. Foto: Francisco França

Secretário João Azevedo. Foto: Francisco França

Na manhã de hoje conversei com o secretário de Infraestrutura do Estado, João Azevedo. Questionado, o titular da pasta explicou que as tão faladas alças, cuja supressão virou polêmica nas redes sociais, existem. Estão sendo considerados os desvios utilizados durante a obra. O que fica por trás da Secretaria de Segurança Pública e o por trás da Secretaria Estadual de Habitação. Não há problemas quanto a isso. O mesmo não vale para a mobilidade de pedestres e ciclistas.

Chateado com a polêmica, João Azevedo creditou à política ou aos interesses políticos dos adversários do governador a origem das queixas. Disse que antes do trevo as pessoas também não tinham mobilidade adequada na passagem de Mangabeira para o Jardim Cidade Universitária. Uma declaração que se fosse um pouco mais refletida não seria feita. Afinal, é de não se acreditar que foram gastos R$ 25 milhões só pensando nos carros como modal.

A estimativa do governo é que o Trevo das Mangabeiras beneficie uma população de aproximadamente 200 mil pessoas, dos bairros que mais crescem na cidade, que são os da Zona Sul. Não há como questionar a sua importância justamente por isso. Mas é inegável que o pedestre não recebeu a mesma importância dos carros. A passarela construída é estreita e interligada por faixas de pedestres. É melhor do que o que se tinha? Certamente. Poderia ser melhor? Com certeza.

E essa opinião não é do político, do editor de política ou do blogueiro. É do cidadão…

Trevo das Mangabeiras: bonitinho, mas ordinário, dizem arquitetos

R$ 25 milhões em investimentos, promessa de atender a 200 mil pessoas, mas ainda incompleto. É pelo menos assim que o Trevo das Mangabeiras está sendo tratado nos grupos de discussão entre os arquitetos de João Pessoa. Eles criticam o fato de faltarem duas das quatro alças que deveriam ser incluídas no empreendimento. A obra vai ser entregue pelo governador Ricardo Coutinho (PSB), nesta segunda-feira (31), às 18h30, com show de Flávio José e muitos discursos.

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O grupo encaminhou esboço ao blog de como deveria ser o Trevo das Mangabeiras, que, eles insistem, deveria ter mais duas alças para poder adquirir o status de concluído. A observação é a seguinte: o motorista que vier da Penha pela Avenida Hilton Souto Maior em direção à principal dos Bancários não poderá fazê-lo através do Trevo. Da mesma forma, quem vier dos Bancários em direção ao José Américo, não terá acesso à Hilton Souto Maior através do Trevo.

O projeto original, com a quatro alças em questão

O projeto original, com a quatro alças em questão

O Trevo das Mangabeiras foi alvo de muita polêmica antes de sair do papel. Precisa ser visto como uma vitória, já que terá impacto positivo no trânsito. Pelo menos é o que se acredita, mas não custaria muito uma obra desta envergadura prever todos os caminhos de acesso. Ou seja, ele vai ser entregue, mas os motoristas que vierem da Penha para os Bancários continuarão pegando desvio. Quem for dos Bancários para os José Américo, também. Para esses motoristas, o Trevo das Mangabeiras merecerá apenas meia comemoração. E com custo de R$ 25 milhões.

Mas ainda tem algo pior: é desaconselhável para qualquer pessoa atravessar de Mangabeira para o Jardim Cidade Universitária a pé ou de bicicleta, já que o projeto não contempla de forma adequada os pedestres ou os ciclistas. A passarela central da pista, dizem os arquitetos, é muito estreita e o acesso não é facilitado. Quem quiser terá que ir na sorte.

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CPMF tem tudo para virar o Fiat Elba da presidente Dilma Rousseff

Que a presidente Dilma Rousseff (PT) entrou em uma bolha desde que ganhou as eleições, no ano passado, não é surpresa para ninguém. Mas essa proposta de recriar a antiga CPMF, o nada saudoso imposto do cheque, parece prova inequívoca disso. O projeto, que ainda não tomou forma, apesar de já existir percentual para ser cobrado sobre as movimentações financeiras (0,38%), tem tudo para levar o governo dela para o subsolo.

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O tema criação do novo imposto foi apresentado nesta sexta-feira (28) para os governadores do Nordeste, aos quais Dilma falou sobre a necessidade de se criar novas fontes de financiamento. A proposta soa como música para os ouvidos dos gestores, preocupados com a falta de recursos para financiar a saúde. O governador Ricardo Coutinho (PSB) não cansa de falar que o custeio mensal passou de R$ 13 milhões para R$ 55 milhões e cobrar ajuda.

O problema é que novamente a presidente busca opiniões e apoios de quem está disposto a compartilhar com o que ela pensa. Mas é bom que se diga, a guerra para aprovar um novo imposto será travada na Câmara dos Deputados e no Senado, onde Eduardo Cunha e Renan Calheiros, respectivamente, já se posicionaram contra. Dilma não tem o apoio do Congresso e não tem do vice, Michel Temer, todos do PMDB.

A presidente também não calcula o impacto negativo que a medida terá à sua popularidade. A população, não apenas os oposicionistas, não querem nem ouvir falar de novos impostos. A popularidade da gestora, que não ultrapassa a casa dos 7%, segundo o Datafolha, deve cair ainda mais com o embate. Se a presidente não pregasse apenas para catequizados, saberia que ninguém quer ser convidado a pagar pela corrupção e pela incompetência do governo.

Para ser mais exato, ao invés de elevar os impostos, funcionaria mais como apelo social reduzir os gastos do governo, torná-lo mais transparente e menos corrupto. Conversei nesta semana com o deputado federal Efraim Filho (DEM) e, literalmente, ficou claro que a oposição no Congresso vai usar a criação do novo imposto para “sangrar” ainda mais a já combalida popularidade da presidente, que enfrenta processos no TSE e corre risco na Câmara.

Com a popularidade melhor do que a de Dilma, o ex-presidente Fernando Collor (AL), hoje senador pelo PTB, foi alvo de impeachment. O único crime comprovado contra ele, na época, foi o recebimento de um Fiat Elba por vias ilegais. Se o Petrolão não implicar a presidente, como quer a oposição, o novo “imposto do cheque” poderá ocupar esse papel. E dessa, com a popularidade também em baixa, nem o ex-presidente Lula conseguirá salvar a Dilma Rousseff.

Efraim Filho coloca nome à disposição para a disputa em João Pessoa

Deputado federal, presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão e no desempenho do seu terceiro mandato na Câmara dos Deputados. É com essas credenciais que o deputado federal Efraim Filho (DEM) tem se colocado como opção para a disputa da prefeitura de João Pessoa. O seu partido, ele reforça, apesar de ter um vereador na base de apoio ao prefeito Luciano Cartaxo (PT), não dá apoio ao governo petista.

Efraim Filho na instalação da CPI

Efraim Filho na instalação da CPI

A situação do DEM em João Pessoa não é muito cartesiana. Enquanto o vereador Bosquinho apoia o prefeito, o também vereador Lucas de Brito se coloca no sentido oposto, como um dos maiores críticos da gestão. A situação fez com que Brito cobrasse da direção do partido uma posição mais forte e oficial, que veio nas declarações de Efraim Filho. “Até por coerência, já que somos críticos ao governo do PT no plano nacional, não poderia ser diferente aqui”, disse.

Ao falar sobre candidatura, Efraim Filho trata de dizer que ele não é a única opção do partido, que poderá, sim, investir no nome do vereador Lucas de Brito para a disputa, mas também não descarta uma composição com o PSB do governador Ricardo Coutinho. Na visão do democrata, o socialista será o principal cabo eleitoral no ano que vem e quem tiver o apoio dele chegará no pleito reforçado. “Temos até o próximo ano e vamos analisar os cenários”, ressalta.

Governadores vão a Dilma, mas não pretendem apresentar pedidos

Os governadores do Nordeste andam meio como “gatos escaldados” em relação à presidente Dilma Rousseff (PT). Eles receberam de última hora um convite para jantar nesta sexta-feira (28) com a gestora, que cumpre agenda no Ceará, em Caucaia para ser mais exato, mas andam desconfiados sobre o motivo. O encontro será em Fortaleza, para onde Ricardo Coutinho e os outros gestores seguirão à tarde.

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Como não foi antecipada a pauta do encontro, o burburinho entre os governadores é que a presidente vai pedir apoio para a nova CPMF, que mesmo sem sair do papel já gera polêmica. O sentimento entre os gestores é de desconfiança. Em agenda recente, o governador paraibano Ricardo Coutinho elevou o tom, dizendo que está na hora de a presidente dar retorno sobre os pedidos feitos pelos gestores nordestinos.

Nesta sexta procurei ouvir os colegas da comunicação do governo de Pernambuco. O sentimento relatado em relação ao governador Paulo Câmara (PSB) é parecido com o de Ricardo. Ele lembra que já foram cinco reuniões de governadores do Nordeste e mais uma com os gestores de todo o país, sendo duas delas com a própria presidente e nada de proposta clara para o Nordeste.

Sobre a CPMF, há muita desconfiança de que o projeto seja levado à diante pela presidente Dilma, tendo em vista o quanto a proposta ganhou a antipatia de lideranças políticas e empresariais de ontem para hoje. Para concluir, vale dizer que o momento é de crise e, desta vez, os gestores querem ouvir a promessa de investimentos e parcerias, não mais convite apenas para socorrer o Planalto no combate à pauta pomba.

Ricardo e uma bancada para chamar de sua na Câmara de João Pessoa

Um deputado acostumado a acompanhar as agendas do governador Ricardo Coutinho (PSB) confessou ao blog que uma hora dessas vai ter que se acotovelar com os vereadores de João Pessoa nas agendas do gestor paraibano. E não é para menos. Oficialmente não há uma bancada fiel ao governador na Câmara Municipal, mas, na prática, a coisa começa a mudar. Uma prova disso é a medalha Cidade de João Pessoa, aprovada nesta quarta-feira (26) por unanimidade nas Casa.

Foto: Francisco França

Foto: Francisco França

A proposta da comenda foi do vereador Djanilson da Fonseca, o Faca Cega, que tem trocado as agendas do prefeito, das quais era habitué, para acompanhar as inaugurações feitas pelo governador Ricardo Coutinho. Foi assim na entrega da Escola Técnica Estadual, em Mangabeira, e da Central de Polícia, em Geisel. Ele ainda pretende entregar a medalha ao gestor durante a inauguração do Trevo das Mangabeiras, previsto para segunda-feira (31).

O repórter-fotográfico do Jornal da Paraíba, Francisco França, tem registrado a presença em bloco dos vereadores acompanhando as agendas do governador. A foto que publicamos nesta matéria foi tirada na entrega da Central de Polícia e nela estão Djanilson (PPS), Zezinho do Botafogo (PSB) e Sérgio da SAC (PSL). Em outra está até o suplente de vereador Eduardo Carneiro (sem partido), que é cotado para assumir a Secretaria de Turismo de João Pessoa. Ou seja, vem bancada por aí.

Prefeitura de João Pessoa fecha reajuste de 8,21% para os professores

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT), fechou acordo na manhã desta quarta-feira (26) com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município (Sinteem-JP). Pelo acerto, os professores aceitaram a complementação do reajuste salarial, cuja negociação começou ainda no primeiro semestre, após a greve da categoria. A previsão é que o reajuste seja fechado em 8,21% para os efetivos. Já os comissionados terão complementação de R$ 100 no salário.

Durante a primeira negociação, em junho, os professores receberam reajuste de 3,21%, com a promessa de que, no segundo semestre, com a melhora no caixa, haveria complementação nos valores. Pelo acordo fechado hoje, foram acertados mais 3% para o mês de agosto e mais 2% que será pago em setembro. A medida, segundo o gestor, faz parte do programa de valorização dos servidores municipais.

A secretária municipal da Educação, Edilma Ferreira, destacou que, mesmo em um período de dificuldades, em que muitas cidades e governos sequer conseguem pagar a folha em dia, a Prefeitura de João Pessoa cumpriu o compromisso assumido com a categoria e garantiu o novo aumento. “Hoje podemos, mais uma vez, demonstrar que os professores são prioridade, já que são essenciais na construção de uma educação melhor, e que nossa gestão tem se empenhado para valorizá-los”, declarou.

Essa valorização também aparece por meio da capacitação profissional, outro ponto debatido na ocasião. A PMJP se comprometeu a dar continuidade à oferta de cursos de aprimoramento. A gestão ainda garantiu a manutenção das obras de reforma e ampliação de unidades educacionais, assegurando que no mínimo 18 unidades passarão por intervenções nessa primeira etapa de trabalhos.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município, Daniel de Assis, destacou o avanço das conversas mantidas com a gestão. “A Prefeitura tem buscado esse diálogo e dessa forma conseguimos avançar bastante em relação às negociações que foram mantidas em abril”, declarou.

Tribunal de Contas cobra transparência da Câmara de João Pessoa

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) emitiu um alerta, na sessão desta quarta-feira (26), direcionado ao presidente da Câmara de Vereadores de João Pessoa, Durval Ferreira (PP), com a cobrança para que o órgão dê transparência aos gastos da Casa com a publicidade institucional. A recomendação ocorre três dias após o Jornal da Paraíba divulgar matéria da repórter Angélica Nunes informando que o Legislativo não detalha os gastos.

Foto: Kleide Teixeira

Foto: Kleide Teixeira

O alerta foi emitido pelo conselheiro Fernando Catão, relator das contas da Câmara de João Pessoa. Ao blog, ele explicou que a Corte vem acompanhando a questão da transparência em processos específicos para as prefeituras. No caso das câmaras municipais, o acompanhamento é feito por meio de apanhado geral, ou seja, por amostragem. Por conta disso, o problema não surgiu durante a primeira análise. Nos últimos quatro anos, a Câmara gastou R$ 5,3 milhões com a publicidade institucional.

A transparência nos gastos é uma exigência tanto da Lei da Transparência quanto de resolução editada pelo Tribunal de Contas do Estado. Desvendar o Portal de Transparência da Câmara de João Pessoa, vale ressaltar, é um desafio à inteligência do cidadão comum. Para se ter uma ideia, se o contribuinte quiser saber quanto o Legislativo gasta com limpeza, será preciso conhecer previamente o nome das empresas prestadoras de serviço.

Cássio nega golpismo e diz que Ricardo é alvo da Procuradoria Eleitoral

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) tem demonstrado irritação com as declarações do governador Ricardo Coutinho (PSB), que, nesta semana, acusou o parlamentar de ter “aura golpista”, por, na visão do socialista, trabalhar pela cassação dele e da presidente Dilma Rousseff (PT). Por meio de sua assessoria, o tucano negou perseguição ao governo estadual, mas deixou claro que o gestor terá que responder à Justiça por suposto uso da máquina nas eleições.

O tucano disse ainda que suas queixas contra Ricardo Coutinho são restritas ao âmbito administrativo, com a cobrança do cumprimento das promessas de campanha, a exemplo da redução dos índices de violência. Sobre os processos que pedem a cassação do socialista, ele lembra que a maioria deles é puxada pela Procuradoria Regional Eleitoral. Ele lembra que o Ministério Público pede a cassação de Coutinho e da vice, Lígia Feliciano (PDT).

Entre os processos que o tucano vê com potencial de cassação do governador está o que acusa Ricardo Coutinho de fazer uso eleitoreiro do Empreender Paraíba. De acordo com relatório elaborado pela própria Controladoria Geral do Estado, o programa não tinha critérios rígidos para a concessão dos empréstimos, bem como a exigência de os beneficiados pagarem as prestações posteriormente.

PSDB gostaria, mas não faz planos para ter Manoel Júnior para disputar 2016

Fazendo as vezes de observadores privilegiados, dirigentes do PSDB paraibano acompanham a guerra interna no PMDB, que define no domingo quem vai comandar o partido, em João Pessoa, pelos próximos dois anos. O deputado federal Manoel Júnior briga para se manter no cargo, enquanto o deputado estadual Gervásio Maia ainda espera pela manutenção de acordo que o levaria ao poder sem bater chapa.

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Os dois partiram em direção aos diretorianos em busca de apoio para os seus pleitos. Júnior com o argumento de que será candidato a prefeito de João Pessoa de todo jeito. Maia com postura mais comedida e fugindo das acusações de que fará aliança com o PSB, se tiver o partido na mão. Dentro da polêmica, pela proximidade, muitos apostaram que Júnior trocaria o PMDB pelo PSDB, para ser candidato no próximo ano.

Contaria a favor do deputado federal a sua proximidade com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), que recebeu o apoio de Manoel Júnior no ano passado, mesmo com o PMDB tendo o hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, como candidato ao governo. A possibilidade, no entanto, é negada pelos tucanos, apesar de eles admitirem que a filiação seria muito bem-vinda.

“Em off, ele não vem porque é muito próximo ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Daí o pouco interesse de Manoel Júnior deixar o partido”, disse uma liderança tucana. Não custa lembrar que no momento mais tenso da “guerra” entre Cunha e Dilma Rousseff, Júnior foi para a linha de frente defender a renúncia da presidente. Postura que lhe custou a antipatia dos petistas.

Para resumir, o PSDB quer, mas não acredita na possibilidade de ter Manoel Júnior para a disputa de 2016, contra a reeleição do prefeito Luciano Cartaxo (PT).