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Petistas paraibanos esperam visita de Dilma Rousseff para os próximos meses

Os petistas têm recorrido ao exemplo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para convencer a presidente Dilma Rousseff a deixar o gabinete e botar o pé na estrada. A construção de uma agenda positiva, eles avaliam, é o único caminho para deixar a crise política para trás e, neste contexto, o Nordeste e, por tabela, a Paraíba, estarão entre os destinos iniciais. A comparação com Lula é porque o petista costuma dizer aos aliados mais próximos que quase enlouquecia no primeiro mandato, quando, em 2005, explodiu o escândalo do mensalão. Recluso, ele só ouvia notícias ruins. Mudou isso após deixar o gabinete.

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O presidente do PT paraibano, Charliton Machado, lembra da importância que o Nordeste teve para a reeleição da presidente. A região garantiu a virada na votação que permitiu a recondução da petista ao poder. De lá para cá, uma sucessão de fatos negativos caiu sobre o Palácio do Planalto. Entre eles estão crise econômica, com o contingenciamento no repasse de recursos; os escândalos de corrupção na Petrobras, que atinge em cheio o seu governo, e as pedaladas fiscais, que podem resultar na reprovação das contas da petista no Tribunal de Contas da União (TCU). Isso daria margem para o processo de cassação da petista.

Machado integra o grupo que aponta a necessidade de a presidente deixar o gabinete. Na Paraíba, ele defende que Dilma visite as obras da transposição e os conjuntos habitacionais. O legado social, na opinião dele, deve ser potencializado. O governo da presidente amarga a pior avaliação desde o governo de Fernando Collor, que foi alvo de impeachment em 1992. Apenas 7,7% da população considera a gestão boa ou ótima. A reprovação, com o ruim e péssimo, gira em torno de 70%. Ou seja, se ela realmente não gerar uma agenda positiva, não vai ser preciso impeachment para sepultar o governo.

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