Negociatas, ameaças, nenhum avanço e vídeos pornôs na votação da reforma

A votação da reforma política, nesta semana, não foi muito além do “salve-se quem puder” na hora de discutir as mudanças cobradas pela população. A observação é feita pelos parlamentares que acompanharam as votações. Foram aprovados o fim da reeleição, as doações de empresas apenas para os partidos e a cláusula de barreira. O descaso com os temas foi tão grande que teve deputado federal trocando as votações sessões vídeos pornôs vistos por meio do celular.

Para os paraibanos ouvidos pelo blog, restou a decepção com a votação da reforma política. “A discussão conceitual ficou de lado e restou o salve-se quem puder”, disse o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB). “Parece ficar claro que o problema não é de leis eleitorais, mas dos procedimentos políticos”, acrescenta o deputado Efraim Filho (DEM), para quem a reforma, até agora, não produziu mudança significativa.

Para piorar, o resultado minguado conseguido até agora beneficia unicamente as legendas de aluguel e os nanicos. Ambos temiam o fim das coligações e a cláusula de barreira. E isso conseguido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), após uma operação regada a acordos políticos, troca de favores e ameaças (denunciadas por alguns partidos). E como tudo ainda terá que passar por um segundo turno, o resultado pode mudar.

O resumo da reforma até o momento é que teremos uma lei eleitoral pior, mais propensa ao favorecimento de quem pode pagar e aberta à proliferação de novos partidos. Tem pelo menos uns 30 na fornalha. O resumo da seriedade das votações é mesmo o de deputados assistindo filmes pornôs…

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