Greve dos deputados federais para garantir as obras da transposição

A proposta do prefeito de Sousa, André Gadelha (PMDB), de uma greve dos deputados federais e senadores de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte para que a transposição de águas do São Francisco saia do papel merece atenção. O poder de mobilização do gestor paraibano, a bem da verdade, é muito pequeno, perto de zero, mas a coisa muda de figura se os parlamentares dos quatro estados diretamente interessados na obra entrarem na parada.

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Se somarmos as bancadas dos quatro estados, teremos 67 deputados federais e 12 senadores. Um número suficiente para ser ouvido e, principalmente, colocar o “bode na sala”. Seria impossível quase 80 parlamentares gritando por água para seus estados não serem percebidos pela mídia nacional e, principalmente, pela presidente Dilma Rousseff (PT). É inconcebível que uma obra pensada para beneficiar 12 milhões de pessoas não tenha data para ser entregue.

A proposta de André Gadelha é que os deputados e senadores parem de votar matérias enquanto nada for feito. Ele passou nos gabinetes dos deputados federais paraibanos tentando vender a ideia e espera a adesão deles. Minha opinião é que se a medida fosse adotada, no mínimo, o tema voltaria a chamar a atenção. Esse, sim, é um motivo justo para protestar, já que é discutido sem solução desde a época do segundo reinado.

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