Polícia Federal realiza busca e apreensão em casas do deputado João Henrique

A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em duas casas do deputado estadual João Henrique (DEM) e da prefeita de Monteiro, Edna Henrique, na manhã desta quarta-feira (27). A ação aconteceu em João Pessoa e em Monteiro e faz parte da operação Sete Chaves, desencadeada em conjunto pela PF e Ministério Público Federal (MPF) em quatro estados. A investigação tem o objetivo de desarticular um suposto esquema de extração ilegal da turmalina paraíba, pedra preciosa que pode custar até R$ 3 milhões no exterior.

De acordo a assessoria do deputado, ninguém foi preso durante a ação. O deputado foi ouvido na manhã de hoje, em João Pessoa, quando teria apresentado os documentos da empresa. Ao todo, 130 policiais federais do Nordeste estão cumprindo simultaneamente 8 mandados de prisão preventiva, 19 de busca e apreensão e 8 de sequestro de bens. Os suspeitos serão indiciados pelos crimes de lavagem de dinheiro, usurpação de patrimônio da União, organização criminosa, contrabando e evasão de divisas.

O deputado estadual não compareceu na manhã desta quarta-feira à Assembleia Legislativa e, de acordo com a sua assessoria, será divulgada nota ainda na manhã de hoje. João Henrique e Edna Henrique são proprietários da Paraíba Turmaline Mineração LTDA – ME. Segundo a Polícia Federal, entre os integrantes suspeitos de participarem da organização criminosa estão diversos empresários e um deputado estadual, que utilizariam uma rede de empresas para dar suporte às operações bilionárias em negociações com pedras preciosas e lavagem de dinheiro.

Ainda segundo a PF, o esquema começava com a extração da pedra no distrito de São José da Batalha, em Salgadinho (PB). Em seguida, as pedras eram enviadas à cidade de Parelhas (RN), onde ganhavam certificados de licença de exploração. De lá, a turmalina paraíba seguia para Governador Valadares (MG), de onde era comercializada para o exterior, em mercados na cidade de Bangkok, na Tailândia, Hong Kong, na China e Houston e Las Vegas, nos Estados Unidos.

A polícia suspeita que um grande volume destas pedras esteja nas mãos de joalheiros e de pessoas no exterior. O nome da operação faz referência aos negociadores no mercado restrito da turmalina azul, que guardavam à ‘sete chaves’ o segredo sobre a existência de uma pedra valorizada e pouco conhecida no mercado.

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