Executivo 17:07

No Dia do Trabalho, Dilma Rousseff não trouxe novidades para o trabalhador

Se alguém entregasse, no pós-eleição, ano passado, um roteiro de filme de terror para a presidente Dilma Rousseff (PT), dificilmente conseguiria ser tão fiel ao momento vivido pelo governo. Pior é saber que o roteiro foi escrito por ela mesma, nos últimos meses, com reflexos bem significativos nos seus índices de popularidade. Evitando o pronunciamento na TV, para evitar panelaços, Dilma falou à população em vídeos postados nas redes sociais. Três ao todo.

Foto: reprodução

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Em quatro minutos e oito segundos, contando os três vídeos, ela conseguiu apenas confirmar o que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta quinta-feira. Que Dilma Rousseff não tinha o que falar à população. Uma observação vinda de quem, junto com a cúpula do PMDB, se acostumou a incorporar a face do que há de mais fisiológico no país. Um espaço que, segundo ele, os peemedebistas perderam para o PT.

Mas vamos ao resumo dos vídeos. A única novidade anunciada pela presidente foi a criação do Fórum de Debates sobre Política de Emprego, Trabalho, Renda e Previdência Social. Um espaço para discussão com representação de trabalhadores, aposentados e pensionistas, empresários e governo. Mas nada tão palpável como as medidas provisórias editadas no fim do ano passado, que afetaram pensões, seguro-desemprego, e abono salarial.

Dilma também se posicionou em relação às terceirizações, falando delas como essenciais para regulamentar a situação de 12,7 milhões de brasileiros, mas se colocando contra a terceirização da atividade-fim. Até aí, nada de novo também, já que esse anúncio foi feito ontem pela presidente, depois de cobranças do presidente do Senado, Renan Calheiros.

Ruim é a observação que no Dia do Trabalhador, frente ao pronunciamento da presidente, o que mais repercutiu nas redes sociais foram os protestos de professores mal pagos e vítimas de agressão por terem ousado reclamar. Lógico que não dá para culpar a presidente diretamente pelo que acontece entre o governo do Paraná e os professores daquele estado, mas os protestos ocorrem em todo o país.

Não custa lembrar, também, que durante a posse da presidente, em janeiro, ela lançou como lema de governo Pátria Educadora. Os protestos já ocorreram nos municípios, se proliferam agora para os estados e vão chegar nas universidades. Felizes mesmo, só os oposicionistas, que têm assunto de sobra para criticar o governo. Hoje o senador Aécio Neves (PSDB-MG) reforçou as críticas e foi seguido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Difícil é saber como João Santana, marqueteiro de Dilma, vai reverter o quadro.

 

Confira os vídeos:

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