Wilson Santiago e Wilson Filho iniciam preparação para 2016 e 2018

O ex-senador Wilson Santiago (PTB) não quer cometer nos próximos anos os mesmos erros de 2010 e 2014, quando concentrou sua estratégia para chegar ao Senado em buscar o apoio de lideranças fortes. Não agora, que tem nos planos emplacar o herdeiro político, Wilson Filho (PTB), em um cargo majoritário. Para isso, iniciou um processo precoce de atração de partidos nanicos para sua órbita. Nesta semana, de uma só vez, abocanhou PTC e PHS.

Foto: reprodução

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O histórico da família na disputa de cargos majoritários não é boa. Com uma base consolidada em várias eleições para a Câmara, Wilson Santiago se apoiou em José Maranhão (PMDB) na disputa de 2010 para o Senado. Assim como o padrinho político, atravessou a linha de chegada na segunda fila. Em 2014, tendo Cássio Cunha Lima (PSDB) como padrinho, amargou novamente um terceiro lugar na corrida pelo cargo.

Mas para o ano que vem, com projeto do PTB de disputar a prefeitura de João Pessoa, com o deputado federal Wilson Filho encabeçando a chapa, o plano tem sido largar antes na corrida. Com o Partido Trabalhista Brasileiro na mão, a ordem da vez foi partir para a influência sobre outras siglas. As primeiras conquistas foram PTC e PHS, que, após passarem por intervenção nacional, passam a ser comandados por aliados de Santiago.

O PTC deu cartão vermelho ao ex-deputado federal Walter Brito Neto e passará a ser comandado por Igo Franklin de Morais. Já no PHS, quem perdeu o cargo foi Álvaro Gaudêncio Neto, que foi substituído por Expedito Leite da Silva. Nos planos do PTB, agora reforçado, estão a prefeitura de João Pessoa e o Senado. Mas, para isso, será necessária a conquista de muitos outros aliados.

Negociatas, ameaças, nenhum avanço e vídeos pornôs na votação da reforma

A votação da reforma política, nesta semana, não foi muito além do “salve-se quem puder” na hora de discutir as mudanças cobradas pela população. A observação é feita pelos parlamentares que acompanharam as votações. Foram aprovados o fim da reeleição, as doações de empresas apenas para os partidos e a cláusula de barreira. O descaso com os temas foi tão grande que teve deputado federal trocando as votações sessões vídeos pornôs vistos por meio do celular.

Para os paraibanos ouvidos pelo blog, restou a decepção com a votação da reforma política. “A discussão conceitual ficou de lado e restou o salve-se quem puder”, disse o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB). “Parece ficar claro que o problema não é de leis eleitorais, mas dos procedimentos políticos”, acrescenta o deputado Efraim Filho (DEM), para quem a reforma, até agora, não produziu mudança significativa.

Para piorar, o resultado minguado conseguido até agora beneficia unicamente as legendas de aluguel e os nanicos. Ambos temiam o fim das coligações e a cláusula de barreira. E isso conseguido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), após uma operação regada a acordos políticos, troca de favores e ameaças (denunciadas por alguns partidos). E como tudo ainda terá que passar por um segundo turno, o resultado pode mudar.

O resumo da reforma até o momento é que teremos uma lei eleitoral pior, mais propensa ao favorecimento de quem pode pagar e aberta à proliferação de novos partidos. Tem pelo menos uns 30 na fornalha. O resumo da seriedade das votações é mesmo o de deputados assistindo filmes pornôs…

Romário chama CBF de “ninho de ratos” e compara Marin e Del Nero a câncer

O senador Romário (PSB-RJ) ganhou o impulso que precisava para instalar a CPI da CBF no Congresso Nacional. Em um discurso duro, nesta quinta-feira (28), a partir do plenário do Senado, ele chamou de “ninho de ratos” o esquema que acoberta os dirigentes “corruptos” do futebol brasileiro. Ele usou a prisão do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, ocorrida na Suíça, para ilustrar os desmandos no país e conseguir as assinaturas necessárias à instalação.

Romário lembrou ainda que foi Marin que esteve ao lado da presidente Dilma Rousseff (PT) recebendo as autoridades e delegações durante a Copa do Mundo no Brasil, no ano passado, o que, segundo ele, envergonha o país. Romário não poupou o atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. Ele disse que as prisões foi um grande alento para os que amam o esporte. O socialista entrou, sem sucesso, instalar CPI com igual teor quando era deputado federal.

Confira o vídeo.

Greve dos deputados federais para garantir as obras da transposição

A proposta do prefeito de Sousa, André Gadelha (PMDB), de uma greve dos deputados federais e senadores de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte para que a transposição de águas do São Francisco saia do papel merece atenção. O poder de mobilização do gestor paraibano, a bem da verdade, é muito pequeno, perto de zero, mas a coisa muda de figura se os parlamentares dos quatro estados diretamente interessados na obra entrarem na parada.

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Se somarmos as bancadas dos quatro estados, teremos 67 deputados federais e 12 senadores. Um número suficiente para ser ouvido e, principalmente, colocar o “bode na sala”. Seria impossível quase 80 parlamentares gritando por água para seus estados não serem percebidos pela mídia nacional e, principalmente, pela presidente Dilma Rousseff (PT). É inconcebível que uma obra pensada para beneficiar 12 milhões de pessoas não tenha data para ser entregue.

A proposta de André Gadelha é que os deputados e senadores parem de votar matérias enquanto nada for feito. Ele passou nos gabinetes dos deputados federais paraibanos tentando vender a ideia e espera a adesão deles. Minha opinião é que se a medida fosse adotada, no mínimo, o tema voltaria a chamar a atenção. Esse, sim, é um motivo justo para protestar, já que é discutido sem solução desde a época do segundo reinado.

Após operação, João Henrique divulga nota dizendo que denunciou o tráfico

O deputado estadual João Henrique (DEM) divulgou nota de esclarecimento, na manhã desta quarta-feira (27), sobre a operação Sete Chaves, desencadeada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal em quatro estados. Foram realizadas buscas e apreensões nas duas casas do parlamentar, em João Pessoa e em Monteiro. Ele é apontado como suspeito de integrar um suposto grupo que levaria pedras preciosas da Paraíba para o exterior sem o devido pagamento de impostos. Henrique alega, por outro lado, que foi o primeiro a denunciar a ação de empresas clandestinas de exploração da pedra preciosa turmalina paraíba, mas que a dele é completamente legal. Confira a nota.

DEPUTADO JOÃO HENRIQUE EMITE NOTA A RESPEITO DA OPERAÇÃO SETE CHAVES

O Deputado JOÃO HENRIQUE DE SOUZA vem a público se manifestar sobre a operação SETE CHAVES, que o Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria da República em Patos/PB, e a Polícia Federal deflagraram na Paraíba, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e São Paulo, no dia 27/5/2015, com o objetivo de combater e desarticular organização criminosa que agia na extração ilegal e comercializaçãoda turmalina paraíba.

O processo tramita em segredo de justiça, mas o Deputado pode adiantar e esclarecer que é sócio e representante legal da empresa Paraíba Tourmaline Mineração LTDA., devidamente estabelecida há mais de 15 (quinze) anos, a qual é SUPERFICIÁRIA (proprietária, com escritura pública do Cartório de Registro de Imóveis) e TITULAR DE CONCESSÃO DE LAVRA para TURMALINA e CAULIM em uma área de 242,92 hectares, localizada na zona rural do Município de Salgadinho, Estado da Paraíba, conforme os exatos termos da Portaria n. 407/2002, de 9 de setembro de 2002, do Ministério de Minas e Energia.

A LAVRA foi concedida à empresa do Deputado pelo Ministro de Minas e Energia desde 2002, diante da aprovação do RELATÓRIO DE PESQUISA e do PLANO DE APROVEITAMENTO ECONÔMICO DA JAZIDA (PAE). O “PAE” está atrelado ao RELATÓRIO FINAL DE PESQUISA DA SUBSTÂNCIA MINERAL aprovado pelo DNPM, e apresenta um estudo técnico-econômico da lavra e do beneficiamento da substância mineral que ocorre na área pleiteada já sob a forma de uma JAZIDA.

Portanto, a empresa do Deputado está completamente regular perante a RECEITA FEDERAL e o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), sendo a única que dispõe de concessão de LAVRA para o minério Turmalina (que, na linguagem popular, é o documento legal que autoriza uma empresa a explorar, inclusive comercialmente, um minério específico).

Por isso mesmo, o Deputado apoia e contribuirá incondicionalmente com as investigações, porque também é vítima desses criminosos que vêm praticando o crime de LAVRA CLANDESTINA na região, através de empresas com ramificações em Parelhas, no Rio Grande do Norte, Governador Valadares, em Minas Gerais, Bangkok, Tailândia, Hong Kong, China, Houston e Las Vegas.

O Deputado João Henrique informa ainda que vem denunciando esses crimes ao DNPM desde 1998, o que se comprova através das várias petições das quais detém os comprovantes de protocolo junto à Autarquia Federal, cuja atual Diretoria-Geral vem sendo conivente com a atuação dessa quadrilha.

Polícia Federal realiza busca e apreensão em casas do deputado João Henrique

A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em duas casas do deputado estadual João Henrique (DEM) e da prefeita de Monteiro, Edna Henrique, na manhã desta quarta-feira (27). A ação aconteceu em João Pessoa e em Monteiro e faz parte da operação Sete Chaves, desencadeada em conjunto pela PF e Ministério Público Federal (MPF) em quatro estados. A investigação tem o objetivo de desarticular um suposto esquema de extração ilegal da turmalina paraíba, pedra preciosa que pode custar até R$ 3 milhões no exterior.

De acordo a assessoria do deputado, ninguém foi preso durante a ação. O deputado foi ouvido na manhã de hoje, em João Pessoa, quando teria apresentado os documentos da empresa. Ao todo, 130 policiais federais do Nordeste estão cumprindo simultaneamente 8 mandados de prisão preventiva, 19 de busca e apreensão e 8 de sequestro de bens. Os suspeitos serão indiciados pelos crimes de lavagem de dinheiro, usurpação de patrimônio da União, organização criminosa, contrabando e evasão de divisas.

O deputado estadual não compareceu na manhã desta quarta-feira à Assembleia Legislativa e, de acordo com a sua assessoria, será divulgada nota ainda na manhã de hoje. João Henrique e Edna Henrique são proprietários da Paraíba Turmaline Mineração LTDA – ME. Segundo a Polícia Federal, entre os integrantes suspeitos de participarem da organização criminosa estão diversos empresários e um deputado estadual, que utilizariam uma rede de empresas para dar suporte às operações bilionárias em negociações com pedras preciosas e lavagem de dinheiro.

Ainda segundo a PF, o esquema começava com a extração da pedra no distrito de São José da Batalha, em Salgadinho (PB). Em seguida, as pedras eram enviadas à cidade de Parelhas (RN), onde ganhavam certificados de licença de exploração. De lá, a turmalina paraíba seguia para Governador Valadares (MG), de onde era comercializada para o exterior, em mercados na cidade de Bangkok, na Tailândia, Hong Kong, na China e Houston e Las Vegas, nos Estados Unidos.

A polícia suspeita que um grande volume destas pedras esteja nas mãos de joalheiros e de pessoas no exterior. O nome da operação faz referência aos negociadores no mercado restrito da turmalina azul, que guardavam à ‘sete chaves’ o segredo sobre a existência de uma pedra valorizada e pouco conhecida no mercado.

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Eduardo Cunha pagou pela soberba, mas teve apoio dos deputados paraibanos

Sabe o apoio quase que incondicional dos deputados paraibanos para com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quando ele veio a João Pessoa em abril e foi hostilizado pelos movimentos sociais? Pois é, ele foi visto novamente nesta terça-feira (26), durante a votação da Reforma Política, na Câmara. Diante da humilhante derrota do sistema eleitoral “distritão”, defendido por ele, houve apoio massivo paraibano.

Foto:  Luís Macedo/Câmara dos Deputados

Foto: Luís Macedo/Câmara dos Deputados

Uma análise das votações, ocorridas na terça, revela que os deputados paraibanos se mostraram fiéis e seguiram Eduardo Cunha em praticamente tudo. Foram contra o “sistema distrital misto” e a lista fechada. Só para completar, a derrota por 267 votos a 210, no caso do “distritão” ou voto majoritário para deputados estaduais, federais e vereadores, contou pouco com a participação paraibana. Ao todo, foram oito votos a favor e apenas quatro contra.

O Plenário da Câmara dos Deputados também rejeitou, por 264 votos a 207 e 4 abstenções, a emenda à PEC da reforma política (182/07) que permitia o financiamento da campanha por pessoas físicas e jurídicas para os partidos e os candidatos, dentro de limites máximos de arrecadação e gastos de recursos que a lei deverá estabelecer para cada cargo. A proposta também era uma das defendidas por Eduardo Cunha.

Para qualquer Proposta de Emenda à Constituição ser aprovada, são necessários 308 votos. Ficou claro que os deputados quiseram dar uma resposta a Eduardo Cunha, que tentou impor o ritmo e os temas a serem postos em votação. Perdeu mais que simplesmente uma votação, perdeu o conceito de imbatível e, claramente, tende a perder força de agora por diante. Mas pelo jeito, não entre os deputados federais paraibanos.

Veja como votou a bancada paraibana

Distritão – a mesma coisa que voto majoritário para vereadores e deputados estaduais e federais

Aguinaldo Ribeiro (PP)                            Sim
Efraim Filho (DEM)                                 Sim
Hugo Motta (PMDB)                               Sim
Manoel Junior (PMDB)                          Sim
Pedro Cunha Lima (PSDB)                    Sim
Rômulo Gouveia (PSD)                           Sim
Veneziano Vital do Rêgo (PMDB)         Sim
Wilson Filho (PTB)                                   Sim
Benjamin Maranhão (SD)                       Não
Damião Feliciano (PDT)                          Não
Luiz Couto (PT)                                         Não
Wellington Roberto (PR)                         Não
Total Paraíba: 12

Sistema distrital misto – metade dos candidatos são eleitos através de distritos e a outra metade em lista fechada definida pelos partidos

Aguinaldo Ribeiro (PP)                           Não
Damião Feliciano (PDT)                         Não
Hugo Motta (PMDB)                               Não
Luiz Couto (PT)                                        Não
Manoel Junior ( PMDB)                         Não
Rômulo Gouveia (PSD)                           Não
Veneziano Vital do Rêgo (PMDB)         Não
Wellington Roberto (PR)                        Não
Wilson Filho (PTB)                                  Não
Efraim Filho (DEM)                                Sim
Pedro Cunha Lima (PSDB)                    Sim
Total Paraíba: 11

Listas fechadas – Os nomes levados para a disputa são escolhidos pelos partidos e definidos em lista por ordem de preferência das respectivas siglas

Aguinaldo Ribeiro (PP)                          Não
Damião Feliciano (PDT)                        Não
Efraim Filho (DEM)                               Não
Luiz Couto (PT)                                       Não
Pedro Cunha Lima (PSDB)                   Não
Rômulo Gouveia (PSD)                          Não
Veneziano Vital do Rêgo (PMDB)       Não
Wellington Roberto (PR)                       Não
Wilson Filho (PTB)                                 Não
Total Paraíba: 9

Financiamento de Campanha – emenda que permitia o financiamento por pessoas físicas e jurídicas para os partidos e os candidatos

Aguinaldo Ribeiro (PP)                        Sim
Benjamin Maranhão (SD)                   Sim
Efraim Filho (DEM)                              Sim
Hugo Motta (PMDB)                            Sim
Manoel Junior ( PMDB)                      Sim
Pedro Cunha Lima (PSDB)                 Sim
Rômulo Gouveia (PSD)                       Sim
Veneziano Vital do Rêgo (PMDB)     Sim
Wellington Roberto (PR)                    Sim
Damião Feliciano (PDT)                     Não
Luiz Couto (PT)                                    Não
Total Paraíba: 11

Vereadores vão a Brasília conferir sugestões à reforma e perdem a viagem

Depois de várias reuniões e de um relatório enviado à Câmara dos Deputados, uma comitiva da Câmara de Vereadores de João Pessoa foi a Brasília para conferir o andamento das propostas, mas perderam a viagem. As sugestões enviadas pelos vereadores pessoenses foram entregues aos deputados federais da bancada paraibana e se não fossem usadas, pelo menos serviriam para que os paraibanos emendassem as Propostas de Emendas à Constituição (PEC).

Durval

Foram a Brasília os vereadores Benilton Lucena (PT), Marco Antônio (PPS) e Bosquinho (DEM), além do presidente da Casa, Durval Ferreira (PP). Eles convergem em relação à rejeição ao distritão, a proposta preferida do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e defendem a existência de uma cota para mulheres nas disputas, apesar de já existir medida similar em vigor. Além disso, eles defendem a unificação das eleições.

Com a primeira proposta jogada no lixo, vão apenas assistir a votação de camarote.

Uma reforma política para manter o poder dos políticos profissionais

A Câmara dos Deputados começa a votar nesta terça-feira (26) um texto da reforma política arranjado de última hora, mas que atende em justa posição o desejo dos líderes do Congresso ou pelo menos o do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como assegura o deputado federal paraibano, Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), integrante da comissão criada para debater o tema. O relatório do deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), por isso, foi jogado no lixo.

A versão Cunha do relatório parte de duas premissas básicas, aprovar o distritão, que beneficia os candidatos mais votados e não as suas coligações, e a manutenção do financiamento privado de campanha. Vários dos pontos seguem na mesma direção do que pensava a comissão constituída para montar uma proposta que seria colocada em votação, mas muitas também delas desagradavam a Eduardo Cunha.

Apesar de se classificar como um aliado do presidente da Câmara dos Deputados, Veneziano Vital do Rêgo se mostrou contrariado com a decisão de Cunha. Ele integra a comissão dissolvida e lembra que passou três meses, 44 sessões e várias viagens por todo o país discutindo a reforma política, para fundamentar uma proposta. Entre elas, estava o princípio das eleições gerais (todas ao mesmo tempo), fim da reeleição e mandato de cinco anos para senador.

Temas em votação
De acordo com a reunião de líderes, o projeto da reforma política será votado por grupo de artigos, em que a primeira opção que tiver o voto favorável de 308 deputados prevalecerá, de acordo com os seguintes temas:

1. Sistema eleitoral para eleição de deputados: proporcional com lista; distrital misto; distritão; e distritão misto.
2. Financiamento de campanhas: público e privado extensivo a pessoa jurídica; público e privado restrito a pessoa física; e público.
3. Fim ou não da reeleição;
4. Tempo de mandato de cargos eletivos;
5. Coincidência de mandatos: 2 anos para o próximo ano; 6 anos para o próximo ano; 2 anos para 2020;
6. Cota para as mulheres;
7. Fim das coligações;
8. Cláusula de barreira;
9. Outros temas independentes: voto obrigatório e data da posse presidencial.

Quase dez prefeituráveis de olho em João Pessoa para o ano que vem

Uma conta rápida revela que faltando mais de um ano para as eleições de 2016, pelo nove deputados e vereadores já se posicionam como opção para fazer frente à reeleição do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT). Os partidos de origem dos pretendentes são os mais variados, alguns governistas, outros oposição. São dois vereadores da capital, dois deputados estaduais e três federais, além de ex-parlamentares atualmente sem cargos políticos.

Entre os deputados federais, já se colocam como candidatos Manoel Júnior (PMDB), Efraim Filho (DEM) e Wilson Filho (PTB), este último, inclusive, tem usado as inserções do partido para marcar posição. Da Assembleia Legislativa, nomes como os de Gervásio Maia (PMDB) e Estela Bezerra (PSB) aparecem como cotados, mesmo sem o aval prévio dos respectivos partidos. Na Câmara de João Pessoa, Raoni Mendes (PDT) e Lucas de Brito (DEM) têm se posicionado.

Do PSDB, são cotados o ex-deputado federal Ruy Carneiro e o ex-senador Cícero Lucena, ambos do PSDB. Os dois, inclusive, se desentenderam na eleição passada, quando Cícero foi preterido na chapa majoritária encabeçada pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB) para a disputa do governo do Estado. Resultado: o ex-senador ficou de fora da disputa e Ruy Carneiro, na vice, não foi eleito. A presidente atual do partido no município é Lauremília Lucena e a briga pelo poder na sigla vai determinar o candidato.