Um dia do trabalho sem partido dos trabalhadores

A presidente Dilma Rousseff (PT) fez o que se esperava dela, nesta quinta-feira (30). Ela reuniu as centrais sindicais no Palácio do Planalto e adotou um discurso contrário à aprovação mais ampla da regulamentação das terceirizações, em tramitação no Congresso. Apesar de achar positiva a medida de uma forma mais ampla, deixa claro ser contra a terceirização da atividade-fim. Um discurso para tentar ganhar a confiança das centrais, desconfiadas com a presidente.

E o filme dela não poderia estar mais queimado. A gestora, para evitar ser alvo de novo panelaço, não vai fazer pronunciamento no primeiro de maio. Vai divulgar vídeos (não se sabe quantos) nas redes sociais. Nem José Sarney (PMDB), no auge da impopularidade, ousou fugir do pronunciamento em rede nacional. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que também se mostra contrário à terceirização da atividade-fim, cobrou postura da presidente.

Renan se mostrou disposto a dar apoio à presidente e até segurar a tramitação da terceirização no Senado, mas cobrou um posicionamento da presidente, que acabou ocorrendo hoje, de forma modesta. Ele criticou o fato de a presidente não ter nada, de positivo, para anunciar no dia do trabalho. É interessante lembrar que ela propôs mudanças que, na prática, tiram direitos dos trabalhadores, como a ampliação do prazo para se conseguir seguro desemprego.

Para os petistas, ao contrários dos últimos anos, o Dia do Trabalho será melancólico.

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