Fusão de PSB e PPS: uma dor de cabeça sem limite para Nonato Bandeira

O vice-prefeito de João Pessoa, Nonato Bandeira (PPS), terá uma parada indigesta pela frente caso o PSB, partido do governador Ricardo Coutinho, decida nesta quarta-feira (28) pela fusão com o PPS. A possibilidade para que isso aconteça é muito grande, já que há grandes defensores da junção dentro dos dois partidos. O caminho ainda é longo até um acerto final, mas a conclusão é que sobre um mesmo teto, se não se enquadrar, a vida do pós-comunista será um inferno.

Foto: Rizemberg Felipe

Foto: Rizemberg Felipe

Em contato com o blog, Nonato Bandeira, que passou de aliado a adversário de Ricardo Coutinho no pleito de 2012, preferiu não externar posições pessoais. “A questão coletiva está acima das pessoais”, disse o pós-comunista, que deverá reunir o partido até a próxima semana para fazer a discussão. Ele lembrou que recebeu a orientação do presidente nacional do PSS, Roberto Freire, para iniciar os debates.

As discussões em torno da fusão com outros partidos é antiga dentro do PPS. Nos últimos quatro anos, já houve ensaio de fusão com PMN, SD, Rede e o próprio PSB. A análise de socialistas e pós-comunistas é que, unidas, a bancada do novo partido suba para entre 42 e 44 deputados federais, ocupando a quarta posição, atrás apenas de PT, PMDB e PSDB. A discussão foi iniciada no ano passado, quando o presidente nacional do PSB era ainda o ex-governador Eduardo Campos (PE), já falecido.

Nonato lembra que uma possível fusão demanda um esforço muito grande dos dois partidos, já que regimentalmente é preciso a convocação de um congresso extraordinário em cada uma das siglas e depois um conjunto, para a decisão final. Caso a fusão ocorra, é grande a possibilidade de a sigla do PSB seja a mantida, bem como o número 40.

Na conversa com Nonato Bandeira, ele deixou claro que não vai externar a sua posição pessoal. Mas para qualquer um observador da cena política paraibana não é fácil imaginar ele e o governador Ricardo Coutinho na mesma mesa de discussões. Isso mesmo levando em consideração a velha máxima de que a política é a dinâmica.

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